Natan narrando Botei a Mayara pra ir embora quando vi que, se eu deixasse, ia acabar esquecendo o resto do mundo ali mesmo. Ela ainda tava jogando charme, rebolando devagar enquanto vestia o short, reclamando que tava dolorida do quarto vermelho, e eu só ria, mandando ela descer a escada com cuidado. — Vai pra casa, Mayarinha — falei, batendo uma tapa de leve na b***a dela. — Já brinquei contigo demais por hoje. Vai descansar esse corpo aí que amanhã é outro dia. — Você que manda, Falcão… — ela respondeu, dando aquela olhada por cima do ombro. — Mas não some, não. Fico toda molhadinha só de lembrar de tu. Ela saiu gargalhando, descendo pra viela, e eu fiquei um tempo encostado no batente da porta, vendo ela ir embora. A Rocinha seguia viva lá embaixo: grito, funk estourando em algum ba

