A vida no Vidigal seguia com seus altos e baixos. As vezes era necessário uma intervenção mais ostensiva por parte do Rei do Morro, como eles denominam o Queóps. Havia uma pendência entre dois moradores que viviam discutindo na porta do buteco, quando enchiam a cara. Era um Deus nos acuda pra livrar um do outro das ofensas e juras de morte. Tudo por causa de dois metros de terreno que o Viseu achava-se dono por direito; ele jurava que boca de lata, havia construído sua casa dentro dessa área. A igreja já tinha intervindo, a Cleusa do depósito também tentou acalmar os ânimos, o centro comunitário tentou uma conciliação e nada ficou resolvido; tudo porque o teimoso do Viseu queria a parte que lhe cabia, ou achava que lhe fora tomado. Boca de lata por sua vez, sabia que ao construir sua casa

