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1607 Words
Oliver... Soco repetidas vezes o saco a minha frente. É assim que eu me distraio. Mudo a direção dos meus pensamentos, Dela. Eu passei anos e anos estudando e suando muito pra chegar onde estou. Não pense que foi um trabalho fácil, por que não foi. Mas eu devo tudo a ele. Alex. E vou ser eternamente grato. O barulho dos saltos interrompem meu treino, mais uma vez. E a medida que Trice entra na academia seu cheiro doce toma o lugar. Nos conhecemos na faculdade e desde então, viramos amigos. Trice é uma mulher linda e sensual, não n**o, o que tem de linda tem de ardilosa. Mas é isso e somente, nada mais. Nada é mais quando por fim eu soube que poderia tê-la. — Eu trouxe a sua roupa Oli. Porque se dependesse de você. — Revira os olhos. — Eu ja falei que não vou aquela festa. Não é assim que pretendo começar. Não com tanta gente. — Continuo socando o saco. — Preciso encontra-lá sozinha. Trice sabe da minha vida. Ela estava comigo quando recebi a triste noticia que minha mãe havia morrido. Que o câncer já tinha se espalhado e ela não resistiu, e eu nâo eatava lá para me despedir. Ela estava comigo. Confio plenamente nela pra contar sobre tudo. Sobre Jasmine e sobre a minha história. — Você vai, sim! Nem que eu te arraste Oliver. E eu não estou brincando. — Continua ao meu lado, fitando-me. — Você não pode me obrigar. Seus lábios se esticam, em um sorriso lendo e maquiavélico deixando subentendido que ela pode sim me obrigar e que não sou páreo para as armas que ela tem. Eu sou um homem decidido do que eu quero, certo das coisas que eu tenho e irei fazer. Mas quando se trata de Jasmine eu sou o cara mais covarde e i****a. E eu não a vi depois que cheguei em Nova iorque, não sei de... Nada. Sei como tem estado porque já vi em fotos na casa de Thomas. Uma menina linda e atraente. Com o rosto delicado como sempre teve. Mas é só. - Te encontro as sete Baby. - Trice sai assim como entrou e eu dou por encerrado o treino de hoje. ... ENTRO na casa colorida demais para o meu gosto. E, sem perceber, sou atacado por um mini furacão de cabelos cacheados. - Tio Oli! - Vitória grita e me abraça forte. — Você está aqui! - Estou sim. Você está forte. - Debocho. - Oliver que surpresa. O que te trás a nossa humilde casa? - Emily aparece com meu irmão e o Tales, seu filho de dois anos. Não deixo de notar o tom sarcástico. __Como você é engraçada cunhada. E eu vim ver os meus sobrinhos. - Ela ri conforme eu ironizo. — Não posso? — Claro que pode. — Me dá o pequeno e sorri para marido. Reviro os olhos. — Já que você veio pelo seus sobrinhos não vai se importar de ficar com eles. — Eu não posso. — Eles m*l me ouvem. Somem porta a fora rindo alto. JÁ se passaram cerca de três horas desde que meu irmão e Emily saíram. E eu nao sei se sobreviverei até chegarem. Isso não são crianças! A estante de livros - a qual a parte de baixo os livros são insistentes - . Tales espalhou todos pela sala, sem modéstia. Vitória sumiu por algum lugar do imóvel me deixando sozinho com o pestinha. Crianças não são comigo. Não lido com miniaturas. Me é preferível projetar um edifício em dois dias, do que encarar os meus sobrinhos ou qualquer outra criança. Feito um louco, fico sem saber o que fazer. Quando vejo que ele cansou de brincar, decido por fim lhe dá algo pra comer. Meio desnorteado, vou pegando algumas latas e depositando sobre a ilha. Encontro a mamadeira, também a colocando na superfície. E assim começo o preparo do "experimento". Seria uma bela matéria pra revistas de fofocas. Não é tão difícil quando se ler as instruções na embalagem. Depois de pronto, verifico a temperatura e estendo ao pequeno que ficou me observando curiosamente esse tempo todo. Ele pega, levando diretamente a boca, e eu solto a respiração que nao sabia está segurando quando ele se vira e vai em direção a sala. Preparo também um sanduíche, e estou pronto pra chamar Vitória quando a mesma aparece na porta da cozinha. Ela senta no banco e fica me encarando. — Obrigado tio. — Por fim fala. — É só um sanduíche Princesa. — Acaricio seu rosto. — Não. Muito obrigado pelo piano. — Engole seco. — Eu iria pedir pro papai, mas... — Não termina a frase. E eu sei do que se trata. Sei o que está pensando. Droga! — Vitória Maycon, olhe pra mim agora! — Ordeno, ela não olha — Estou estou falando! Ela prontamente obedece. — Eu a proíbo que se sinta assim. Você é minha sobrinha assim como Tales. Você é a menina mais linda que os meus olhos já viram. Tem a doçura da sua mãe, — Quando Emily é doce, claro — E uma coisa só sua, seu coração ingênuo e lindo. Todos nós te amamos Vitória. Tão ou mais que a nós mesmo. Você e o pequeno terrorista. — Ela ri emocionada. Abraço seu corpo pequeno. Ela chora com o rosto em meu peito, e eu afago seus cabelos. — titio, cabo. — Nos assustamos quando o pequeno aparece na cozinha. Vitória volta sua atenção ao sanduíche e eu respiro fundo. Eu odeio que ela se sinta assim. Estamos todos assistindo Carros, por insistência de Tales. Quando por sorte, ou não, avisto uma fotografia na estante. Toda a família reunida. E ela está lá, linda, com um sorriso exclusivo dela, só dela. Mas o que me chama atenção não é isso, e sim o cara que esta ao seu lado, com a mão na sua cintura, olhando-a como se Jasmine fosse a p***a do seu mundo. — Quem é esse? — grunho pra ninguém específico. Mas me amaldiçoou ao perceber que apontei pra Vitória. — Damian. Ele é filho de um amigo do tio Alex. Ele vai direto pra mansão quando tem almoço em família. — Aperto com tanta força o objeto em minha mão que o sinto dá um pequeno estalo. Dou um sorriso pra mostrar que está tudo bem, e ela continua. — Ele diz que vai casar com Jasmine. — Dá de ombros. — Sei lá, esse povo é tudo estranho. Adultos. E a raiva triplica. QUANDO saí da cada do meu irmão faltava apenas duas horas para a festa. Eu posso explodir a qualquer momento. A raiva correndo em minhas veias. Entendo que nao tenho a marca do direito de achar que fosse diferente. Assim que cheguei no apartamento fui em direção ao banheiro. Um banho gelado. Isso! Talvez isso acalme os meus nervos e sangue fervente. Ela não pode casar. Jasmine é minha! Sempre foi minha. — Uau, príncipe das trevas e tals. — balança as mãos no ar — Você está um gato. — Trice articula apontando para para todo o meu corpo. —Eu sei! Você também não está nada m*l. — Eu poderia me sentir ofendida. — Fala achando graça. — Vamos? — Primeiro as damas. A IMPRENSA ocupa toda a entrada da mansão, parando todos que entram ou saem. Desço do carro e Trice rapidamente se junta a mim, entrelaçando nossos braços. Entramos com dificuldade. Bando de abutres. Eu odeio todos eles. A grande maioria vivem de mentiras. Ganham em cima de inverdades de vidas alheias e gostam das consequências. A casa está consideravelmente cheia. Alguns conhecidos me param pra falar de trabalho, no entanto não deixo render o assunto e consigo escapar. Continuo a caminhar, vendo que as pessoas abrem espaço, então uma valsa começa a tocar e toda a atenção foca no centro do salão. E como um adolescente prestes a ver a menina mais popular do colégio a sua frente, meu coração bate erraticamente por saber que é ela que esta ali dançando. Que depois de dez longos anos, vou voltar a vê-la. Não mais uma menina. — Você não exagerou ao falar dela. Realmente, é muito mais bonita pessoalmente. — Sussurra Trice, atraindo minha atenção. Ela ri irônica. É, eu sei. Pareço um moleque agindo assim A música enfim acaba e Alex dá inicio ao seu discurso, arrancando lágrimas de muitos presentes. Jasmine está de costas pra mim. Observo minuciosamente seu corpo, como ela cresceu e ficou... Deliciosa. — Homens e o seus pensamentos com a cabeça de baixo. — Desdenha Trice, me fazendo mudar a direção do meu olhar. — Não me culpe. — Longe de mim. Eu só quero que pense antes de fazer qualquer coisa. Sei como pode ser explosivo e impulsivo. — Fala. — Respira fundo e se mantenha calmo e cauteloso. Não assuste-a. — adverte — Ela acabou de sair, se não me engano acho que para o jardim. — Me instrui. Ela some entre as pessoas e eu vou em direção ao jardim. No entanto eu não previ que ela não estaria sozinha, uma grande burrice porque hoje é o seu aniversário, é esperado que as pessoas estejam ao seu redor. Por isso não evito quando fecho as mãos em punho ao avistar aquele i*****l da foto ao seu lado. Como um vulcão prestes a entrar em erupção, eu vou até os dois. p***a! As palavras de Trice vem. Respire fundo e se mantenha calmo. — Boa noite! — Trovejo tentando, em vão, conter a ira em minha voz.
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