Capítulo — Nunca outro, sempre você. " Em mim o sentinela que guarda a morada o meu coração és tu, nunca outro. " Cadu Deixo minha mãe sozinha na varanda, com o vento batendo em seus cabelos e aquele olhar que mistura força e exaustão. Dou alguns passos e sinto como se estivesse traindo algo sagrado, mas a vontade que me domina é simples e brutal: não voltar para casa, não olhar para a minha esposa. Não por falta de amor — nunca por isso —, mas porque olhar para Jaylene é como encarar um espelho quebrado, que reflete tudo aquilo que eu não posso ser em totalidade. Ela me lembra, a cada gesto, do marido que não consigo sustentar inteiro. Me lembra que eu a casei enganada, que a amarrei a uma vida que ela jamais teria escolhido se soubesse a verdade. Jaylene não merecia estar ao lado de

