Capítulo — Sina maldita " Cuidemos para que nossas escolhas não afetem aqueles que ainda irão nascer em nossas famílias. " Cadu Encerrro a chamada e fico olhando para o celular por alguns segundos longos demais para quem deveria simplesmente colocá-lo sobre a mesa e seguir em frente. A tela já está escura, reflete apenas o meu rosto pálido e cansado, mas eu continuo ali, imóvel. Na minha cabeça não passa absolutamente nada. É um branco contínuo, denso, silencioso, como uma folha de papel nova, recém-fabricada, ainda sem linhas, sem manchas, sem história. Um vazio que não dói, mas que assusta. Piscando uma única vez, tudo muda. O tormento começa sem pedir licença. O pensamento vem como uma lâmina: eu não sei o que será de mim esta noite. Não sei o que vai acontecer. Não sei até onde vou

