Capítulo — Movimentos " A vida está em constante movimento em qualquer parte do mundo." Cadu Voltamos juntos para casa. Eu a mantenho abraçada a mim, o braço firme ao redor dos ombros dela, como se o simples gesto pudesse protegê-la de tudo. Meu peito está cheio de carinho, transbordando de um amor quase doloroso, e, ainda assim, minha alma pesa. Nada mudou. Nada foi resolvido. Apenas se fundiu mais e mais dentro de mim, como metal incandescente sendo moldado à força. A minha posse sobre ela se intensifica. Meu amor se expande. E essa expansão não traz leveza — traz responsabilidade, medo, instinto. Entramos em silêncio. A casa nos recebe com um vazio respeitoso, como se as paredes soubessem que ali há sentimentos grandes demais para palavras. Subimos a escada devagar, os passos ecoan

