AURORA Assim que caí em cima de Leonardo, apercebi-me de que ele poderia gritar. "Quem não?". Não foi uma queda grande, mas foi dolorosa porque caímos desamparados. Mais ele do eu, visto que caiu de costas e ainda levou comigo em cima. Eu também me magoei. Tinha, por instinto, jogado as mãos para tentar amparar a queda, mas bati com elas no chão ao lado do corpo de Leonardo. Fiz pequenas feridas nas palmas das mãos, por onde sangrava. E tinha sentido, quase de imediato uma dor, desde o pulso até ao cotovelo. Não me consegui levantar logo, pelo que usei a minha boca para nos impedir de gritar. A ambos. A boca dele era macia e encaixava-se perfeitamente na minha. E por um momento deixei-me ficar assim, no seu peito, com um beijo demorado, delicioso e correspondido. Quando senti as mãos del

