A Namorada

567 Words
- Não acredito! Exclama Laura perplexa desligando e rejeitando aquela chamada as 5.00hs da manhã. O telefone chama novamente e mais uma vez ela rejeita a chamada. sim, era ele ligando , Eduardo; quem ele pensava que era para trata- lá assim feito lixo? Estava indignada e desrespeitada, imaginava que ele deveria está bêbado em algum lugar e resolveu ligar para ela, depois de tanto tempo, sem dar nenhuma satisfação. No seu íntimo estava muito magoada , e resolveu acabar de uma vez por toda com aquele sofrimento . Bloqueou o número de Eduardo tanto para receber chamada quanto para mensagem. Entrou no site de relacionamentos e excluiu o seu perfil; pronto, agora não sofreria mais e determinou que o esqueceria definitivamente. voltaria sua vida de musa absoluta de todos os mortais. Feito tudo , sorriu aliviada, sentia-se liberta, sem amarras e jurou nunca mais se entregar desse jeito, ainda mais com alguém que nem sequer ela viu pessoalmente, essa pessoa poderia até nem existir. Dormiu um pouco com o coração apertado como se tivesse de luto, o coração doía e ela rejeitava essa dor, achava exagerada, mas não dependia dela parar a dor, era involuntária. 8.00 da manha ainda sonolenta, não dormira quase nada , Laura levanta para ir a academia, mas seu corpo está todo dolorido, sente-se fraca; então resolve ficar na cama mesmo. Teria que passar no escritório as 11.00 hs da manhã, mas não está disposta e fica deitada na cama inerte, sem ânimo... Quando se assusta com o toque do telefone , um número desconhecido está ligando, ela deixa tocar, está com preguiça de atender e falar alguma coisa. Toca o celular novamente, ela atende com toda preguiça do mundo: - Alô... - Quem está falando? uma voz masculina a interroga do outro lado. _ Ué? você está me ligando e não sabe para quem está ligando? retruca Laura com uma certa indignação. - Perdoe- me senhora, se me expressei m*l ; eu me chamo Andre Rodrigues , sou Enfermeiro chefe do Hospital Dr. Emerson Frausine, aqui em São Paulo, estou te ligando porque talvez a senhora seja a única que possa nos ajudar... - Não entendi... grita Laura extremamente nervosa e já pensando se tratar de alguma fraude ou extorsão; por que alguém ligaria de um hospital em São Paulo para ela, não tem nenhum parente em São paulo. Seus pensamentos já estavam dando um nó quando foi interrompida pelo enfermeiro André. - Senhora... mantenha a calma, vou explicar: Deu entrada no nosso hospital a exatamente 08 dias , um homem branco com aproximadamente 35 anos, desacordado e assim permanece até então... - Mas o que eu tenho a ver com isso? interrompe novamente Laura . - Então... o Homem está sem documentos, portanto sem identificação, mas hoje achamos em seu bolso um papel escrito o seu número de telefone em que estava identificado somente como meu amor, imaginamos que pudesse se tratar de uma esposa ou namorada dele... Nesse momento Ela perdeu o chão, sentiu como se fosse desmaiar ... tinha borboletas no estômago, um misto de desespero e satisfação tomou conta do seu ser... veio logo na sua cabeça o Eduardo... ele estava em São Paulo e sumiu derrepente, sem notícias; mas como o numero de telefone dela estaria escrito meu amor? seria ele mesmo? Ela sorriu nervosamente, se for ele de fato, ele a considera seu amor, será?
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