Ananda Ele já ajeitava o capacete, pronto pra disparar, quando falei sem pensar: — Espera! Eu vou com você. Ele congelou por um segundo, surpreso. — Ananda… não precisa. — Precisa, sim. — respondi, firme, segurando o braço dele. — Você vai estar nervoso, e a Bebel vai precisar de calma, de alguém que distraia, que esteja ali. Eu gosto dela, Khalil… eu vou ajudar no que for preciso. Por um instante, ele só me olhou, como se tentasse decifrar se eu falava sério. Os olhos escuros, pesados, suavizaram, e sem dizer nada, ele apenas estendeu o capacete extra que estava preso na moto. — Então sobe. Meu coração disparou. Não era o momento para sentir nada além de preocupação, mas estar tão perto dele, dividindo a moto, já me deixava em chamas. Segurei firme na cintura dele, e, em segundos

