Capítulo 34

1200 Words

Ananda Eu ainda sentia o peito apertado, mas agora era diferente. Não era mais aquele aperto que sufoca. Era como se uma ferida que eu escondi por anos tivesse finalmente respirado ar de verdade. Khalil ainda me segurava nos braços. Nenhuma palavra, nenhum movimento brusco. Só o calor dele me cercando, firme, como se dissesse sem falar: “eu tô aqui”. A casa tava silenciosa — só o barulho baixo da respiração dele e o tique-taque do relógio da cozinha. Pela primeira vez, aquele silêncio não me doía. Me curava. — Eu nunca contei isso pra ninguém assim… — sussurrei, a voz fraca, mas verdadeira. — Sempre achei que, se falasse em voz alta, tudo ia voltar. Como se eu estivesse revivendo tudo de novo. Ele passou a mão de leve na minha nuca, num toque tão cuidadoso que me fez fechar os olhos

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