Ananda Enquanto eu continuava fazendo carinho nos cabelos de Bebel adormecida, Khalil olhou para o relógio e depois para mim, com aquele ar sério, mas protetor. — Tá ficando tarde — disse ele, a voz baixa e firme. — Quer que eu te deixe em casa? Me surpreendi com a proposta, mas também senti um calor subir pelo corpo. Era óbvio que ele se preocupava comigo, mas a proximidade e intensidade nos olhos dele me deixavam nervosa. — Ah… — murmurei, tentando parecer calma, mas minha voz falhou — eu… sim, acho que é melhor. Ele assentiu e se aproximou um pouco mais, pegando Bebel no colo com cuidado. — Então vamos — disse, me oferecendo o braço discretamente, como se fosse natural, mas cada gesto dele carregava uma força e proximidade que eu sentia imediatamente. Enquanto caminhávamos para

