5

1311 Words
Parker Por oito anos, eles haviam sido acasalados um ao outro, e nem uma vez Belladonna o olhou com amor. Nem uma vez, olhou para a Suíte Alfa como se quisesse estar lá com ele; nunca a viu sequer olhar para lá. Ela simplesmente passava por ele como se não existisse para ela. Belladonna, sua companheira de oito anos, estava diante dele e ainda não sentia nada por ele. Hoje, ela estava usando um conjunto limpo de uniforme hospitalar. Embora parecesse um pouco amarrotado para ele, como se tivesse cochilado neles. Não o surpreenderia de todo, se tivesse. Ela muitas vezes ficava acordada até tarde no hospital. Dormia lá em algumas noites quando havia muitos bebês para nascer. Mesmo estando agora em seu escritório, ele esperava alguma reação dela; ao trazer sua Companheira Presenteada pela Deusa para casa. Mas ela nem sequer franzira a testa ao ver Carina entrar na alcateia com ele ou ficar ao lado dele, ou Carina tentando tocá-lo de maneira possessiva, ali mesmo, no saguão da casa da alcateia para todos verem. Sabendo o que significava para ele, e Belladonna sabia, ele nunca havia caminhado com uma mulher ao lado assim antes, a menos que fosse ela mesma acompanhando-o a um baile de acasalamento, e Carina, ela estava toda arrumada, para parecer o melhor ao chegar à alcateia. Levou quase uma hora e meia para ficar pronta no quarto de hotel esta manhã, o que o irritou bastante, tendo que esperar por ela assim. Ele tinha coisas a fazer e lugares para estar. Belladonna não disse nada sobre vê-la com ele, nem mesmo disse nada quando mandara Carina embora com seu Delta, e solicitara que Belladonna entrasse em seu escritório. Não, ela apenas se desculpou gentilmente com as crianças com quem estava sentada; provavelmente estava brincando com elas, ele a vira fazer isso antes em muitas ocasiões. Nunca a tratou m*l, respeitava-a e desejava malditamente o corpo daquela mulher mais do que permitiu a si mesmo tê-la. Tinha-se contido por ela não ter nenhum sentimento por ele; ela não queria um filhote com ele, ouvir isso o feriu profundamente, e ele ficou irritado com isso por uma semana. Tinham estado juntos por cinco anos quando ele se decidiu e, finalmente, trouxe o assunto à tona. Ele pensou que cinco anos tratando-a bem, respeitosamente, e reconhecendo-a como sua Luna, a teria demonstrado que trabalhavam bem juntos. Claramente não, e ele não gostou nada da resposta que recebeu. Até agora, podia perceber, após oito anos juntos, que não significava absolutamente nada para ela. Não conseguia entender por que o lado dela no vínculo do acasalamento não crescia e florescia de jeito nenhum. Não queria emitir essa rejeição, ela era uma Luna incrível, inteligente, forte e bonita, com longos cabelos castanhos ondulados, que neste momento, estavam presos em um coque bagunçado em cima da cabeça; porque ela esteve trabalhando no hospital da alcateia, mas isso, de modo algum, diminuía sua beleza. Normalmente, ela o usava solto, e caía em cascata em torno de seus ombros, ou para baixo de suas costas em ondas encantadoras. Tinha olhos azuis brilhantes, que podiam brilhar como o oceano às vezes, e uma boca muito beijável. Toda a alcateia gostava dela, ela aprendeu tudo sobre todos eles ao longo dos anos, atendeu a todos os deveres de Luna; ela não era apenas sua Luna, mas também era uma brilhante médica da alcateia. A mulher amava bebês, eles a faziam brilhar por dentro e ela sorria quando olhava para eles; alegria pura em seus olhos azuis. Era contagiante a forma como sorria. Ela sempre tinha um sorriso para os pequeninos. Ele não conseguia entender por que não tinham tido filhotes. Ela seria uma ótima mãe, e ele sabia disso. Seus filhos seriam amados e adorados por ela. Nunca, nos últimos oito anos, ele a vira sequer levantar a voz para um pequenino, nem mesmo para um adolescente. Às vezes, ela parecia um pouco exasperada, quando trazia os infratores reincidentes para o escritório da Luna, para serem repreendidos pela própria Luna por se envolverem em brigas, mas nunca os xingava. Era uma alma gentil para todos. Nem mesmo havia discutido sobre ser acasalada com ele, ficou ali no escritório de seu pai aos 19 anos de idade, intocada por qualquer um dentro de sua matilha. Ele tomou sua virgindade, e ela nem sabia beijar, algo muito incomum para uma fêmea de sangue alfa de 19 anos de idade. Ela apenas ficou ali no escritório de seu pai e não disse absolutamente nada. Não pronunciou uma palavra para ninguém naquela sala, enquanto discutiam aquela Aliança de Acasalamento, quais cláusulas ele queria, o que o pai dela também querida para ela. Ela não disse nada em seu carro, a caminho desta mesma alcateia, apenas sentou e olhava para a janela o tempo todo. Nada, até que ele a iniciou em sua alcateia, até que cortou sua palma e a dela, e pressionou suas palmas juntas. Pediu, como seu novo Alfa, que ela jurasse lealdade a ele e sua alcateia. Ela nem mesmo o olhou de verdade até aquele momento também, apenas uma vez no escritório de seu pai. Ele recordava dela naquele dia ali em seu escritório, ela olhou para as mãos deles, respirou fundo e então, simplesmente o aceitou como seu novo Alfa. Havia sido a primeira vez que ouviu a voz dela. Suave para seus próprios ouvidos. Mesmo naquela época, ele atribuiu isso a ela estar infeliz sobre a Aliança de Acasalamento, e sabia que ela estava infeliz. Shannon lhe disse pela ligação mental: "Ela está infeliz, mas resignada com isso. Não vai discutir, nem lutar com você sobre Marcar e Acasalar com ela." E ela não o fez. Também sabia que ela nunca esteve com ninguém. Seu próprio pai lhe disse isso, e Shannon havia confirmado que ela estava nervosa por não saber o que fazer no quarto. Ele era muito experiente, então não era realmente um problema, e ele não a acasalou até que ambos se marcassem. Isso diminuiria a dor para ela, e ele sabia disso. Também não apressou o trabalho, levava seu tempo e tentava cuidar dela, dar prazer a ela, e mostrar que não ia ser um Companheiro bruto, e que não ia machucá-la. Agora, ouvi-la parabenizá-lo, parecia muito estranho para ele, e os ouvidos de Vex, que haviam se achatado contra sua cabeça, e a irritação transbordava de sua fera com as palavras dela; ela realmente queria dizer aquilo, estava ali, nítido em seu tom de voz. Ela estava genuinamente feliz por ele, parecia. Sua própria Companheira os confundia completamente. Se ela tivesse entrado nesta casa da alcateia deixando rastros de um Companheiro Presenteado pela Deusa, ele provavelmente teria tentado tirar a cabeça desse homem. Teria ficado muito zangado por ver outro tocando o que era dele. Mas não, ela apenas sorria para ele, o sorriso perfeitamente feliz que tinha quando olhava para bebês. Alegria real ali na superfície, não só para ele ver, mas para saber que era realmente para ele. Ela estava realmente feliz por ele, justo neste momento; que ele encontrou sua Companheira Presenteada pela Deusa. Vex queria rosnar para ela, por vê-la tão feliz, por ele ter sido dado a outra, mas virou-se e se afastou para o fundo de sua mente. "Não vou expressar isso." rosnou para Parker e deitou-se em sua mente para observá-la de lá de trás. Ela havia sido acasalada por seu lobo em forma humana tantas vezes quanto por Parker. Ambos estavam ligados a ela e ambos a queriam. Seu lobo estava tão irritado quanto Parker estava neste exato momento por ela estar tão feliz por eles, não era o que ele queria ver dela; de jeito nenhum. Ela e Carina eram duas pessoas muito diferentes, pelo que ele viu até agora. Belladonna era a melhor das duas, e ele sabia disso.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD