Depois de uma noite regada de lágrimas, ela levantou, fez sua higiene pessoal, se vestiu e foi até cozinha tomar água, sua boca estava seca e a garganta ardia. — vai sair? — perguntou Madeleine. — sim, vou visitar o túmulo do meu pai. — não vai tomar café da manhã antes? — tô sem fome. — tá tudo bem? Parece meio triste. — Madeleine perguntou preocupada. — está sim, vou indo. Cristina sentou ao lado do túmulo do pai e abraçou os joelhos, mais uma vez as lágrimas rolaram em seu rosto, lembrando das duras palavras que havia escutado. — achei que tudo seria bom pai, mas como poderia? Nossa vida desandou quando a mamãe morreu e você se afundou nas bebidas e jogo de azar de tanta tristeza, não vou dizer que entendo os anos que negligenciou a mim e a você mesmo, mas agora sei o quanto dói

