morto

785 Words
Por um mês Jayson esteve fora e quando voltou foi a casa de Parker pai de Cristina, ao chegar lá encontrou o desgraçado atirado no sofá esvaziando uma garrafa de vodka, o que facilitaria seu trabalho. — me disseram que você continua se recusando a pagar. — não, eu não, não tenho dinheiro é muito diferente. — sequer vai perguntar por sua filha? — por que? ela é sua agora — as palavras dele apenas acrescentaram mais raiva a Jayson, o único jeito ali seria a morte, então em uma pequena distração de park, Jayson colocou uma boa quantidade cocaína na bebida dele. — então não vai mesmo me pagar? — Jayson perguntou enquanto olhava friamente o infeliz tomar todo conteúdo do copo. — não tenho dinheiro, me dê um pouco mais de tempo, já levou minha filha, espere um pouco mais. — sei que não se importa, mas sua filha está em boas mãos e já é tarde demais para você — não demorou muito Parker começou a passar m*l, efeito da cocaína misturada ao álcool e quando se certificou que não havia mais vida ele foi embora deixando para trás o pino de cocaína vazio, para que parecesse que o desgraçado havia se drogado até a morte. De volta a sua casa ele foi até a cozinha e lá encontrou com Madeleine que estava a preparar um suco. — como foi a cobrança? — ciclo encerrado. — ele está morto? — Madeleine questionou assustada. — sim, não entendo o espanto, sabe bem que é isso que faço a todos que não me pagam, diga a Cristina que o pai dela morreu de overdose. — não...eu não tenho coragem. — eu digo então — Jayson foi até o quarto dela, bateu na porta e logo ela o mandou entrar. — a Madeleine me disse que havia voltado ontem a noite. — pois é, tenho uma notícia não muito boa. — o que? — seu pai, ele morreu de overdose — o sorriso sumiu e logo o rosto dela foi tomado por lágrimas, ele não entendia como podia estar chorando sendo que o infeliz havia a vendido, diferente dele Cristina tinha mais sentimentos. — por que está chorando? — eu sei que não era uma boa pessoa, mas não queria que ele tivesse esse fim — ela disse em meio aos soluços do choro. — sinto muito — ele saiu a deixando sozinha e foi para seu quarto. — foi o certo não foi? — ele perguntou a si mesmo enquanto se olhava no espelho e logo se respondeu. — claro que foi, era um desgraçad0 sem amor, sem escrúpulos, caloteiro infeliz. No dia seguinte descobriam o corpo de Parker, levado ao IML foi constatada a overdose e como a única pessoa que estava relacionada a ele era Jayson o chamaram para se responsabilizar. — alô boa tarde, Jayson ferrer? — sou eu, quem fala? — sou funcionário de um IML, deu entrada aqui o corpo de um homem chamado Parker e depois de uma pequena pesquisa descobrimos que o senhor é responsável pela filha adolescente dele. — sim, o que houve com Parker? — veio a falecer depois de uma overdose. — oh Deus, esses foi um dos motivos por ter me responsabilizado pela filha dele. — o senhor é parente? — sim, primo distante e amigo muito próximo. — pelo que vimos o único parente próximo que ele tem é a filha adolescente a qual o senhor é responsável, lhe ligamos para saber se o senhor vai se responsabilizar pelo enterro e velório. — claro, é minha obrigação — disse Jayson revirando os olhos. — ok senhor — após resolver todos os trâmites ele largou o celular sob a mesa e esbravejou. — até morto o infeliz vai me dar prejuízo, mas pelo menos isso vai me servir de álibi — ele levantou da cadeira do escritório foi até o quarto de Cristina e bateu na porta. — entra — seu semblante era sofrido, tinha os olhos vermelhos e o cabelo bagunçado. — vou me responsabilizar pelo enterro do seu pai, vai querer vê-lo pela última vez? — ela pensou por uns instantes então balançou a cabeça em negação. — ok. — vim trazer seu almoço — disse Madeleine entrando, logo Jayson as deixou a sós. — escutei o que Jayson disse, não vai mesmo querer vê-lo uma última vez? — estou sofrendo por ter perdido o único parente que tinha, mas me dói demais o fato dele ter me vendido como uma mercadoria qualquer, mesmo sabendo os possíveis finais que eu teria. — eu entendo, isso vai passar, come um pouquinho, está desde ontem sem comer. — obrigada, você é um anjo.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD