Por um mês Jayson esteve fora e quando voltou foi a casa de Parker pai de Cristina, ao chegar lá encontrou o desgraçado atirado no sofá esvaziando uma garrafa de vodka, o que facilitaria seu trabalho.
— me disseram que você continua se recusando a pagar.
— não, eu não, não tenho dinheiro é muito diferente.
— sequer vai perguntar por sua filha?
— por que? ela é sua agora — as palavras dele apenas acrescentaram mais raiva a Jayson, o único jeito ali seria a morte, então em uma pequena distração de park, Jayson colocou uma boa quantidade cocaína na bebida dele.
— então não vai mesmo me pagar? — Jayson perguntou enquanto olhava friamente o infeliz tomar todo conteúdo do copo.
— não tenho dinheiro, me dê um pouco mais de tempo, já levou minha filha, espere um pouco mais.
— sei que não se importa, mas sua filha está em boas mãos e já é tarde demais para você — não demorou muito Parker começou a passar m*l, efeito da cocaína misturada ao álcool e quando se certificou que não havia mais vida ele foi embora deixando para trás o pino de cocaína vazio, para que parecesse que o desgraçado havia se drogado até a morte.
De volta a sua casa ele foi até a cozinha e lá encontrou com Madeleine que estava a preparar um suco.
— como foi a cobrança?
— ciclo encerrado.
— ele está morto? — Madeleine questionou assustada.
— sim, não entendo o espanto, sabe bem que é isso que faço a todos que não me pagam, diga a Cristina que o pai dela morreu de overdose.
— não...eu não tenho coragem.
— eu digo então — Jayson foi até o quarto dela, bateu na porta e logo ela o mandou entrar.
— a Madeleine me disse que havia voltado ontem a noite.
— pois é, tenho uma notícia não muito boa.
— o que?
— seu pai, ele morreu de overdose — o sorriso sumiu e logo o rosto dela foi tomado por lágrimas, ele não entendia como podia estar chorando sendo que o infeliz havia a vendido, diferente dele Cristina tinha mais sentimentos.
— por que está chorando?
— eu sei que não era uma boa pessoa, mas não queria que ele tivesse esse fim — ela disse em meio aos soluços do choro.
— sinto muito — ele saiu a deixando sozinha e foi para seu quarto.
— foi o certo não foi? — ele perguntou a si mesmo enquanto se olhava no espelho e logo se respondeu.
— claro que foi, era um desgraçad0 sem amor, sem escrúpulos, caloteiro infeliz.
No dia seguinte descobriam o corpo de Parker, levado ao IML foi constatada a overdose e como a única pessoa que estava relacionada a ele era Jayson o chamaram para se responsabilizar.
— alô boa tarde, Jayson ferrer?
— sou eu, quem fala?
— sou funcionário de um IML, deu entrada aqui o corpo de um homem chamado Parker e depois de uma pequena pesquisa descobrimos que o senhor é responsável pela filha adolescente dele.
— sim, o que houve com Parker?
— veio a falecer depois de uma overdose.
— oh Deus, esses foi um dos motivos por ter me responsabilizado pela filha dele.
— o senhor é parente?
— sim, primo distante e amigo muito próximo.
— pelo que vimos o único parente próximo que ele tem é a filha adolescente a qual o senhor é responsável, lhe ligamos para saber se o senhor vai se responsabilizar pelo enterro e velório.
— claro, é minha obrigação — disse Jayson revirando os olhos.
— ok senhor — após resolver todos os trâmites ele largou o celular sob a mesa e esbravejou.
— até morto o infeliz vai me dar prejuízo, mas pelo menos isso vai me servir de álibi — ele levantou da cadeira do escritório foi até o quarto de Cristina e bateu na porta.
— entra — seu semblante era sofrido, tinha os olhos vermelhos e o cabelo bagunçado.
— vou me responsabilizar pelo enterro do seu pai, vai querer vê-lo pela última vez? — ela pensou por uns instantes então balançou a cabeça em negação.
— ok.
— vim trazer seu almoço — disse Madeleine entrando, logo Jayson as deixou a sós.
— escutei o que Jayson disse, não vai mesmo querer vê-lo uma última vez?
— estou sofrendo por ter perdido o único parente que tinha, mas me dói demais o fato dele ter me vendido como uma mercadoria qualquer, mesmo sabendo os possíveis finais que eu teria.
— eu entendo, isso vai passar, come um pouquinho, está desde ontem sem comer.
— obrigada, você é um anjo.