Henrique Carter
Com tudo acertado para amanhã me deito na cama com a minha pistola embaixo do travesseiro, estava tão cansado que apenas sinto que meus pensamentos se transformam em sonhos e os sonhos me levam para as lembranças que sempre me revisitam quando estou ansioso e mais aflito que deveria.
Via Dakota no cavalo que ela sempre amou, galopando pelo terreno da mansão enquanto a seguia de perto com outro cavalo, ela ria feliz e, como estava linda com o seu vestido esvoaçante, seus cabelos loiros e longos soltos e livres.
Sua gargalhada parecia tão real, apertei o estribo no cavalo para que pudesse chegar mais próximo dela, mas ela interrompeu a corrida enquanto passei direto por ela que ria para mim, dei a volta com o cavalo e a via se abaixando no meio da relva e olhei com cuidado.
A menina estava lá olhando para as nuvens e sorrindo.
— Sempre pensei que as nuvens fossem, algodão-doce. — A menina fala rindo.
Me sento ao lado da Dakota e a vejo de perto passando a mão em meu rosto, um nó se forma em minha garganta e meus olhos se enchem de lágrimas, os fecho e deixo o líquido salgado descer por minha bochecha e molhar a minha barba espessa.
— Está na hora de me deixar ir, Henrique, estou bem. — Ela volta a olhar para a menina e aponta para as nuvens.
— Pequena, deixarei com você duas coisas que mais amo, prometa que cuidará bem deles? — Ela pergunta para a menina que apenas sorri.
— Não vá, preciso de você Jujuba. — Digo me sentindo ansioso com a sua partida.
— Não, Henrique, fui apenas um meio para que você pudesse chegar até aqui, me deixe ir… — Ela olha para a pequena menina que estava olhando para mim e como fumaça a vi desaparecer, antes mesmo de perceber que ela havia deixado um beijo em minha bochecha.
— Quem é ela? — A garotinha me pergunta, olho para ela e reconheço a Laís quando criança.
— Ela é a dona do meu coração, a mulher pelo qual não consigo perdoar. — Falo olhando em outra direção e quando meus olhos voltam para a garotinha, me surpreendo quando vejo a Laís adulta, usando apenas uma lingerie com uma faca no meu pescoço.
— Sou muito mais perigosa que seu fantasma…
Acordo assustado com a minha pistola em mãos, puxo a respiração e tento controlar as lágrimas que insistiam em sair de meus olhos, sabia que provavelmente eu teria sua visita em meus sonhos, como sempre quando estou próximo de fazer alguma coisa perigosa, mas evito pensar nela da forma que sempre exige de mim.
Relaxo quando minha mente desacelera e minha pulsação se acalma, olho para o lado e são quase cinco da manhã, dá tempo para dormir um pouco mais, largo minha pistola embaixo do travesseiro e me pego pensando em como vi a Laís apenas de lingerie no meu sonho.
Fecho os olhos e a imagem dela se arrastando sobre mim na cama, apenas de sutiã e calcinha, fazem com que meu p*u comece a ganhar vida.
— p***a! — Exclamo irritado, saio de cima da cama com meu p*u duro apenas de imaginar a herdeira da Suíça em cima de mim.
Caminho irritado para o banheiro e entro no chuveiro com a p***a da água gelada para tentar acalmar meu ânimo, mas não consigo relaxar, então a única coisa que posso fazer é deixar fluir os pensamentos que estão me atormentando, enquanto a imagino em cima de mim faço movimento de vai e vem até que sinto a explosão da minha p***a na minha mão, deixando finalmente meu p*u tranquilo e leve.
— Me recuso ter que b*******a punheta por ela sempre que você se animar, espero que se contente com a Mikaela. — Igual um i****a, falo com meu p*u que agora estava curtindo a maresia de estar livre.
Saio do chuveiro e decidi vestir um moletom e vou até o bar que tem no meu quarto, precisava beber alguma coisa antes que decidisse fazer alguma coisa hoje, acho uma garrafa de uísque e sem demorar muito bebo o primeiro copo, olhando para o dia que ainda estava escuro esperando o alvorecer de um novo dia.
Fiquei sentado no sofá olhando o amanhecer e pensando em como farei para manter a Laís sob controle durante o tempo que ela estiver sob meu domínio, não n**o que seria ótimo que ela tivesse algum interesse em mim.
— Deixe de pensar nessas merdas, Henrique. — A Esmeralda foi criada para ser a dona de um grande império, jamais que a Suíça me cogitaria como ser o marido para a sua filha.
Meus sonhos conseguiram criar uma grande confusão de sentimentos na minha cabeça, me preocupo de que no fim acabei esquecendo a minha real motivação de como essa vingança precisa ocorrer, Laís jamais vai me querer quando souber que matarei a sua mãe.
Espero que consiga fazer com a Madame Suíça da mesma forma como ela fez com a minha mulher, pendurando-a em um gancho como se fosse um pedaço de carne, nunca esquecerei de como recebi o corpo da minha mulher, tão destruído como estava, aquilo fez com que me amargurasse mais ainda.
Meu celular começa a tocar e apenas o coloco na viva voz.
— Vamos príncipe, é hora de acordar, daqui a pouco pegará a sua princesinha. — Ouço a voz da Faína, a única contra esse plano.
Para ela o melhor seria que pedisse a Laís em casamento e fosse a p***a de um Don vingativo como um bom italiano, Marzio diz que seria mais fácil cuidar da Suíça se a Laís fosse a minha esposa do que a minha refém.
Os riscos são muito grandes que me apaixone por ela, mesmo eles suspeitando que já sou apaixonado pela pequena esmeralda.
— Estou acordado há um bom tempo, me diz que as coisas estão resolvidas? — Pergunto para a minha amiga que começa a rir.
— Me dê um serviço difícil, porque esse que ficou para mim foi tão fácil que fiquei entediada. — Ela começa a rir, porque conseguir a droga para fazer as meninas foi a coisa mais simples que pedi para ela.
— Que bom que ficou entediada… — Solto um suspiro pesado e volto a olhar o céu.
— Henrique, o que houve? — Ela pergunta, mas um nó se forma na minha garganta e a vontade de chorar se forma ali. — Estou indo aí com você…
Antes que pudesse dizer alguma coisa, ouço passos do lado de fora e o som metálico na fechadura, me viro para olhar a entrada da minha amiga entra no meu quarto.
— Não sabia que estava nesse mesmo hotel. — Dou uma desculpa esfarrapada para Faína que se senta ao meu lado e me olha com atenção
— Desde quando passamos a mentir um para o outro, Henrique, sonhou com ela outra vez, não foi? — Respiro fundo e encosto a cabeça no sofá e confirmo a sua pergunta com a cabeça.
— Não foi isso que me despertou, mas o fato de ver a Laís no meu sonho de uma forma que nunca havia visto. — Não vou dizer para ela que precisei me masturbar para amenizar a minha frustração.
Mas para a minha surpresa ela cai na gargalhada, se levanta e vai até o bar pegar um copo e se serve me olhando.
— Por isso precisou de um banho para esfriar o ânimo do seu amiguinho? — Não resisto e começo a rir com minha amiga.
— Ela vai me enlouquecer dentro daquele apartamento Faína, tenho certeza disso. — Digo constatando um fato.
— Disso todos sabemos Henrique, assim como sei que está lutando para entender os mistérios desses sonhos que a sua Jujuba se revela para você. — Faína volta a se sentar ao meu lado com um sorriso gentil no rosto.
— Não posso deixar que meus sentimentos tomem conta de mim. — Digo com uma certa frustração.
— Henrique? — Ela me chama e me viro para prestar atenção no que ela vai falar. — Já pensou que essa garota possa ser, tipo, um alento para você e, se de alguma forma a Dakota lá do além esteja te entregando a porta para a sua felicidade.
Dessa vez começo a rir da minha amiga que me olha sério, percebo que ela realmente falou sério, seguro em suas mãos e levo até meus lábios, deixando um beijo casto ali.
— Faína, duvido que a Dakota faria isso, ela sempre soube que se acontecesse algo com ela, iria destruir meio mundo, me vingando. — A vejo deixando o copo no chão, em um movimento rápido ela se senta no meu colo com uma perna de cada lado.
Mantém o contato visual, sei que ela está tentando fazer, resolvo deixar acontecer o que ela quer, seus olhos se mantém nos meus e sinto o seu rebolado na minha perna, olho para os seus lábios volumosos e sinto que não são os que quero, fecho os olhos com a sua aproximação.
Faína se aproxima dos meus lábios, mas não chega a me tocar, abro um sorriso quando seus lábios vão para o meu pescoço enquanto minhas mãos vão para a sua cintura e faço cócegas nela.
— Boa tentativa baixinha, mas sabe que não rola. — Ela começa a rir e se levanta.
— Só para ter certeza, acredito que se a princesinha fizer isso você fica duro. — p***a, só de imaginar sinto meu p*u pulsar, ela começa a rir quando percebe meu desconforto.
— Quero saber quando terá coragem de falar o que ninguém sabe Faína. — Olha para ela no exato momento que seu rosto murcha, ela sai do meu colo e retorna ao bar, se serve de mais um copo de uísque e toma de uma vez.
— Você acha que “O Lobo de Deus”, aceitará sua filha anormal? — Me levanto e estreito a nossa distância, ergo seu rosto e beijo seus lábios com ternura.
Mas ela não retribui, sinto sua respiração frustrada em meus lábios, é como se estivesse beijando um espelho, ela se mantém parada enquanto tento sentir um pouco que seja de atração nela por mim.
— Precisa se assumir, Oskar não fará nada contra você e, caso ele fizer, venha morar comigo. — Ouço a sua gargalhada.
— Desde quando sabe? — Ela me pergunta um pouco mais séria.
— Desconfio faz um tempo, mas a cereja do bolo foi quando estávamos bêbados e tentamos ficar, você começou a rir nervosa, percebi que não era a sua praia. — A puxo para um abraço e sei que ela sente medo que seu pai acabe a desprezando.
Conversamos por um bom tempo, até que o celular toque avisando que eles vão sair para um passeio, nossa deixa é quando eles chegarem, temos que molhar a mão do gerente para que ele facilite a nossa saída e desligue as câmeras de vigilância hoje.
Resolvo trocar de roupa enquanto minha amiga vai para o seu quarto se arrumar. Adoro conversar com ela e desde que estreitei amizade com Zakhar e Marzio ela se aproximou, tenho certeza que Oskar pensou que depois que a Dakota foi morta, teria algum envolvimento com Faína, mas ela não me despertou esse interesse.
A vejo se entristecendo a cada ano que passa e não consegue dar o que o pai tanto deseja, um casamento e herdeiros, enquanto Zakhar sei que não fugirá das responsabilidades que cabem a ele, quando o seu pai decretar a sua noiva não terá escapatória para ele.
Acho que é por isso que ele gosta de ficar na minha casa, lá ele consegue se sentir muito mais livre, até que ele conheceu Nina Rossi, a loira dos olhos cor de mel que vem tirando a paz do meu amigo, acho que ela poderia ser uma esposa digna de um mafioso russo, sem contar que Faína se dá muito bem com a mulher que acabou entrando na minha boate para se prostituir.
Mudo os pensamentos quando termino de abotoar meu terno e Bryan me envia mensagem avisando que o Fritz havia entrado em contato pessoalmente para que ele auxiliasse na proteção das meninas, que ele conhecia a neta que tem e estava preocupado de que somente o Petter não fosse dar conta de manter a segurança das duas.
Fico satisfeito que o plano esteja correndo bem até aqui, sinal que nenhum deles estão preocupados, mas ainda sim temos que ser cautelosos, principalmente se ele não confiou o suficiente no meu amigo e enviou alguém para manter uma vigília pelas sombras.
Faína volta para o meu quarto, estava com uma calça jeans e uma camisa escura de botões, a sua pistola estava na sua cintura e pelo que pude ver ela mantinha um punhal nas costas, como sempre muito bem armada, desde o sequestro ela anda sempre com um GPS e com o suficiente para que se mantenha protegida.
A ligação que esperávamos acontece, atendo e coloco na viva voz.