Elizabeth Narrando O dia seguinte ao Natal amanheceu com o gosto doce e salgado do beijo do Yuri ainda em meus lábios e o peso de chumbo da realidade pressionando meu peito. O café da manhã foi um campo de batalha silencioso. Meu pai, por trás do jornal, emitia uma frieza que congelava o suco de laranja. Minha mãe, tentava fazer conversa fiada sobre o tempo, sua voz um fio tênue de normalidade prestes a arrebentar. A explosão veio quando me levantei para levar minha xícara à pia. — Então, — a voz do meu pai cortou o silêncio, ele baixou o jornal, os olhos cinzas perfurando-me. — Você vai se desculpar pelo seu comportamento de ontem à noite? Pela falta de educação de abandonar a mesa daquele jeito? A raiva, que tinha ficado adormecida com o calor do beijo do Yuri, voltou a ferver insta

