Luiza Narrando Meus olhos estavam fechados, mas o mundo inteiro existia através do toque, do som, do cheiro. O cheiro dele, limpo e amadeirado, misturado ao meu, ao do sexo. O som da sua respiração, calma e profunda, ao lado da minha, que ainda tentava se acalmar. Meu corpo era um mapa de sensações em combustão lenta. Cada músculo, cada nervo, ainda vibrava com o tremor profundo e catártico do orgasmo que ele tinha extraído de mim. Nunca… nunca tinha sido daquele jeito. Nem com Thiago, nem nos meus devaneios mais secretos. Tinha sido algo que ia além do físico. Era como se ele tivesse encontrado uma chave para um lugar dentro de mim que eu nem sabia que estava trancado, e aberto todas as portas de uma vez. A humilhação, o desespero do começo da noite haviam se transformado. Derretidos p

