Gustavo O silêncio da base nunca era absoluto. Sempre havia algum tipo de som — o zumbido constante dos servidores, passos ecoando em corredores longos, o clique ocasional de armas sendo verificadas. Era o tipo de lugar onde o descanso nunca era completo. Mas naquela noite, algo estava diferente. Eu senti antes de saber. Uma sensação sutil de deslocamento, como quando uma peça no tabuleiro se move e você ainda não viu qual foi. Eu estava na sala de comando quando Viktor entrou sem bater. Isso por si só já era um alerta. Viktor não invadia espaços. Ele preferia lógica a urgência. Hoje ele parecia tenso. — Temos um pequeno problema — disse ele. Eu não levantei os olhos do monitor imediatamente. — Defina Perfeito — vamos continuar exatamente a partir desse ponto, mantendo o mesmo

