Selena O silêncio depois da missão não parecia real. Parecia um intervalo — como se o mundo estivesse prendendo a respiração antes de decidir o que fazer conosco. O veículo avançava pela estrada secundária sem faróis, guiado apenas por sensores e memória. O interior era escuro, iluminado de vez em quando pelo painel discreto à frente. Gustavo estava a dois assentos de distância. Não olhava para mim. Não precisava. Eu sentia a presença dele como se fosse uma linha esticada demais dentro do meu peito. A missão tinha sido limpa demais para o que mexeu comigo. Nenhum erro crítico. Nenhuma baixa do nosso lado. O alvo neutralizado. Dados extraídos. Rotas queimadas. Um sucesso no papel. Mas havia coisas que não aparecem em relatórios. Como o momento exato em que reconheci o símbolo no ser
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