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3369 Words
Sofia Danilo estava usando um uniforme da SWAT, sem máscara ou maquiagem, o que tornava fácil identificá-lo. Seu primo havia optado por uma fantasia do Coringa. — Esta é sua chance, — Anna gritou em meu ouvido quando as duas garotas voltaram para dentro de casa. — Elas provavelmente estão fazendo uma pausa no banheiro, então você precisa se apressar. Balancei a cabeça, repentinamente tomada pelo nervosismo. Nunca tinha flertado com ninguém, a menos que minhas tentativas fracassadas de flertar com Danilo contassem. — Elas podem voltar em breve, e quanto a Santino? Ele estava encostado no bar ao nosso lado, carrancudo, mas mantendo vigilância. Ele ainda não tinha tocado em álcool e provavelmente não o faria. Anna sorriu timidamente. — Ele não pode se dividir em dois, e sou sua prioridade. Vou ao banheiro. Talvez possa até bater um papo com aquelas garotas e segurá-las. — Se as pessoas a reconhecerem, você terá muitos problemas — Não se preocupe. Não vou ser pega. Anna se virou para Santino e cutucou seu braço. Ele se inclinou para que ela pudesse alcançar seu ouvido. Ele olhou entre mim e ela, seus olhos endurecendo, então deu um aceno de cabeça afiado. Antes de partirem, ele se aproximou de mim. — Não se mova um centímetro de merda. Se não encontrá-la neste lugar quando eu voltar, pagará muito caro. Engoli e balancei a cabeça. Deus, ele era assustador como o inferno. Não sabia como Anna gostava tanto de provocá-lo. Anna piscou para mim, então ela e Santino foram procurar os banheiros. Endireitei a peruca loira, então parei. Reuni coragem tomando mais um gole da minha bebida antes de ir até Danilo. Seu primo o cutucou, e então os olhos de Danilo se fixaram em mim. Fiquei tensa, preocupada que me reconhecesse. Nem queria imaginar a quantidade de problemas que teria. Tive alguma dificuldade em andar elegantemente com meus saltos altos nas tábuas de madeira do pátio e esperava não cair de cara no chão. Sua postura mudou, ficando alerta e quase ansioso. Sem meu cabelo castanho, minha semelhança com Serafina era ainda mais forte. Não era tão alta e minhas características faciais eram um pouco diferentes. A cópia. Não o original. Sempre a cópia. Mas sabia que estava perto o suficiente de sua aparência para atrair Danilo. O uso do perfume antigo de Fina só aumentaria a ilusão. Balancei meus quadris enquanto me movia no meio da multidão. Nem sentia mais frio. Meu sangue estava bombeando em minhas veias, fazendo-me sentir calor por toda parte. Danilo não era o único homem me observando, e não podia negar que isso aumentou meu ego. Quando parei na frente dele, meu coração estava disparado. Danilo examinou minhas calças de couro justas e espartilho que empurrava meus s***s para cima. Já que ele não tinha realmente olhado para eles, dificilmente os reconheceria agora. Quase ri com o pensamento. Ele definitivamente não me reconheceu. Ele nunca me despiu com os olhos assim. Inferno, ele geralmente não mostrou um lampejo de interesse pelo meu corpo. Ele estava interessado agora. Seu sorriso era sombrio e confiante. E ele tinha todos os motivos para estar confiante. Ele parecia totalmente sexy em seu uniforme da SWAT. — Oi, — eu disse, tornando minha voz mais profunda e abafada. O tom soou estranho aos meus ouvidos, mas teve o efeito desejado. Danilo se aproximou, o sorriso ficando ainda mais sombrio. Isso enviou um arrepio pela minha espinha. Ele parecia o lobo mau prestes a devorar Chapeuzinho Vermelho. Algo um pouco confuso cintilou em seus olhos. Este não era o Danilo que eu conhecia, não o cavalheiro sofisticado e descolado. Esse era o Danilo perigoso. Danilo não disse nada, apenas sorriu de um jeito que me fez sentir como sua presa. Os homens em nosso mundo eram cuidadosos quando interagiam comigo. Eu era filha de um Underboss e futura esposa de outro - nunca haviam me confrontado com uma fome aberta como a de Danilo antes. Mesmo que tenha me assustado, gostaria que ele olhasse para mim desse jeito um dia, e não para a cópia de uma versão de Fina. — Eu sou... Danilo interrompeu antes que pudesse me apresentar com meu nome falso. — Não importa. Os nomes são irrelevantes. É sobre esta noite, não amanhã. Balancei a cabeça rapidamente, sentindo minhas bochechas esquentarem com sua rejeição. Pelo menos, isso significava que ele não se importava com as mulheres que conhecia nos clubes. Ele as esquecia no momento em que terminava com elas. Fiquei imaginando qual Danilo era o verdadeiro. Qual era o seu verdadeiro eu? O cavalheiro contido ou o predador implacável? Temi que fosse como Anna havia me dito. O cavalheiro era sua imagem pública, aquela que ele precisava retratar. Mas esta versão dele, bem na minha frente, o bad boy perigoso era ele mesmo. Danilo se aproximou e se inclinou para que eu pudesse ouvi-lo melhor sobre a música que vinha do alto-falante acima do bar e de nossas cabeças. — Há uma razão pela qual você veio até mim? Você parecia ter um propósito em mente. Engoli, oprimida por sua presença. — Quero dançar. — Bom. Isso fazia parte do plano. — Dançar, hein? — Ele me puxou em direção a uma clareira à direita do pátio, onde luzes e aquecedores foram instalados. A música soava ainda mais alta aqui, e uma multidão de pessoas estava dançando loucamente. Não reconheci ninguém. Danilo me puxou contra ele, moldando nossos corpos. Tínhamos dançado um com o outro antes em eventos sociais, e ele sempre manteve uma distância adequada entre nós, certificando-se de que sua mão estivesse no alto das minhas costas. Ele não o fez agora. Sua mão estava na parte inferior das minhas costas, e eu podia sentir cada centímetro de seu corpo forte e musculoso pressionando contra mim. Senti-me como uma marionete em suas mãos. Sua respiração em meu ouvido. — Não parece que você quer dançar comigo. Talvez você deva voltar ao bar. Afinal, a gata é apenas um filhotinho. Ele percebeu como eu estava rígida. Claro, que percebeu. Ele era um Homem Feito. O pânico cresceu dentro de mim. O que eu deveria fazer agora? Anna provavelmente diria que este era o momento perfeito para confrontá-lo, para revelar minha verdadeira identidade e lhe dizer poucas e boas, mas mesmo enquanto repassava o plano em minha mente, percebi que não seria capaz de fazer isso. Não queria, ainda não. Em teoria, o plano parecia fácil, mas com Danilo tão perto, meu cérebro não conseguia funcionar. Queria continuar dançando com ele, queria sua atenção inabalável e perigosa. Era emocionante e assustador ao mesmo tempo. Anna e Santino ainda não tinham voltado, o que significava que nenhum deles poderia interferir. Cuidaria disso sozinha. Mesmo que esse Danilo me perturbasse, ainda me sentia atraída por ele. Queria continuar jogando esse jogo de sedução que nunca teria permissão para participar sendo quem eu era. Queria - precisava - conquistá-lo como uma versão vampira sensual e devassa de mim. Ele finalmente me veria como mais do que um indesejável prêmio de consolação. Ele veria meu valor, e talvez então eu pudesse parar de me sentir tão insegura. Balancei minha cabeça e apertei minha mão em seus ombros. — Não. Amo dançar com você. Mas está lotado demais para o meu gosto. Prefiro menos pessoas. Danilo recuou um pouco e sorriu conscientemente, como se tivesse lhe contado um segredo. Não tinha certeza do tipo de mensagem que ele recebeu, mas pareceu agradá-lo imensamente. Danilo agarrou meu quadril enquanto se inclinava em minha orelha, seu hálito quente contra minha pele. — Que bom que conheço o lugar certo onde podemos ficar sozinhos. — Sozinhos? — Repeti estupidamente. Danilo riu em meu ouvido. — Eu quero f***r. Fiquei surpresa com seu comportamento, com a vibração de domínio e agressão que ele emitiu, com suas palavras. Ele sempre foi um cavalheiro perto de mim, sempre no controle. Ele nem mesmo vacilou um segundo quando mostrei meus s***s para ele, mas para essa garota loira ele era completamente diferente. Suas palavras me chocaram profundamente. Meio tonta, balancei a cabeça. — Preciso que você diga, — ele murmurou. Dizer o quê? Foi meu primeiro pensamento. Então entendi. Ele precisava que eu expressasse meu consentimento verbalmente. Meu consentimento para f***r. Não conseguia entender isso. Era assim que sempre acontecia? — Sim, — disse, embora meu cérebro estivesse gritando não para mim. A voz era de Anna, como sempre. Este não era o plano. Isso era uma loucura. Mas ainda poderia confrontá-lo quando estivéssemos sozinhos. Isso era melhor de qualquer maneira. Isso era entre nós e não para uma multidão testemunhar. Depois do que pareceu uma eternidade, Danilo pegou minha mão e me puxou. Tive problemas para andar em meus saltos altos, problemas para dar um passo após o outro enquanto meu coração batia dolorosamente. O caminho de pedra era irregular sob meus sapatos enquanto tropeçava atrás dele, me sentindo menos como uma gata confiante e sexy a cada segundo que passava. Ele me arrastou até o canto da casa, por um caminho ainda mais estreito na floresta circundante. O caminho estava ma iluminado por pequenas lanternas penduradas em postes de madeira. Aumentei meu aperto nele para manter meu equilíbrio e porque precisava de algo para me segurar. Ele saiu do caminho e diminuiu a velocidade para me dar a chance de encontrar meus passos no chão áspero da floresta. —Ainda sim? — Ele perguntou enquanto se virava. Balancei a cabeça, olhando ao redor. Estávamos no meio da floresta. As luzes das lanternas eram ainda mais fracas aqui, mas era o suficiente para ver o rosto atraente de Danilo. Faríamos sexo aqui? De repente, ele me virou e pressionou minhas costas contra uma árvore, esfregando-se contra mim. Meus olhos se abriram quando senti sua ereção cavando em minha barriga. O máximo que já fiz foi dançar com Danilo e segurar sua mão por um momento. Sonhei com mais, fantasiei com seu toque, mas isso não era nada parecido com a minha fantasia. Sua boca voltou ao meu ouvido. — Vou te f***r com força contra esta árvore. Não estou com humor para a p***a das preliminares, então é melhor você me dizer agora se sua b****a está pronta para tomar meu p*u, — ele rosnou. O medo rodou em meu peito, roubando minha respiração, e com ele qualquer pensamento lógico. Isso era o que ele fazia com todas as garotas loiras? — Diga-me, — ele ordenou. Essa era minha chance da grande revelação. Anna e eu repassamos o momento com frequência. Como removeria minha máscara e minha peruca e sussurraria "Sou a Sofia” em seu ouvido. Tínhamos imaginado seu choque, talvez sua culpa. Anna me disse que eu precisava estabelecer novas regras básicas. Mas as palavras não saíram da minha boca. Dei um aceno rápido, tão confusa, quebrada e abalada. —Diga. — Sim. — Não reconheci minha voz. Ele me virou, então tive que me apoiar contra a árvore. A casca do abeto era seca e áspera contra minhas palmas enquanto me preparava contra o tronco da árvore. Eu a fitei, respirando com dificuldade, as lágrimas ardendo em meus olhos. Ele abriu o zíper da parte de trás da minha calça de couro e a baixou. Minha calcinha seguiu. O frio atingiu minha pele e estremeci. — Gosto da sua b***a, — ele murmurou. Ele afastou minhas pernas com o pé e apertou minha b***a uma vez. Não conseguia conectar essas ações com o Danilo que desejava e amava. Isso doeria. Ele iria me destruir. Eu sabia as histórias de outras garotas, e elas não haviam sido tomadas assim. Eu poderia parar isso antes que um dano real acontecesse. Deveria ter parado para salvar minha honra. Mas não o fiz. Talvez essa fosse a verdadeira solução. Esperei em silêncio, quebrantado, na esperança de que isso finalmente me libertasse, me livrasse da paixão por um homem que nunca me quis. Um homem que passava todas as noites perseguindo mulheres que se pareciam com minha irmã. Um homem que nunca viu meu valor. Estava chorando, lágrimas quentes escorrendo dos meus olhos, queimando minhas bochechas frias sob a máscara, mas não fiz nenhum som. Não queria que ele parasse. Precisava que ele continuasse e me libertasse. E então o senti contra mim, seu aperto doloroso na minha cintura. Encarei a casca, ouvindo sua respiração áspera. O frio se infiltrou em meu corpo, mas não me importei. — Vou te f***r forte, — ele rosnou. Não, ele iria me matar lentamente, me estilhaçar em milhões de pedaços de desespero e dor. Seu aperto aumentou e ele empurrou para frente, em seguida, parou bruscamente quando meu corpo se recusou a deixá-lo entrar. Estrelas brilharam diante dos meus olhos quando uma dor aguda me cortou. Engasguei, mordi o interior da minha bochecha. Com força, muita força, o gosto de sangue rodopiando na minha língua. Fui rasgada ao meio por uma lâmina afiada, dilacerada por pinças em chamas. Era dor e humilhação e um coração e******o esmagado. — Que p***a é essa? — Danilo rosnou. Soltei um pequeno soluço e mordi meu lábio inferior com força para me calar. Ele ficou tenso. Meus dedos tremeram contra o tronco áspero da árvore, suas cristas arranhando minha palma, meus olhos fixos no meu anel de noivado. Eu não tinha tirado. Ele zombava de mim com sua beleza brilhante, com tudo que deveria representar e não representava. Um lindo sinal de amor e devoção. O diamante cintilou à luz da lanterna. Tão bonito. Tão sem sentido. Danilo congelou e soltou um suspiro forte. Seus dedos se moveram para os meus, tocando o anel. Seu anel. Seu toque era de repente suave como uma pena, como se a raiva tivesse escapado dele. Ele exalou com um estremecimento. — Sofia? — Ele murmurou, a voz tremendo. Sofia. Por um momento, não tive certeza se ainda era ela - se ainda sabia quem ela era. Não consegui dizer nada, não conseguia me mover, não conseguia falar, m*l conseguia respirar. Parei de viver, apenas existia agora. Eu sumi, sumi, sumi. Sua palma acariciou meu quadril, muito suavemente, e ele puxou lentamente. Choraminguei, arqueei. O som me surpreendeu. Eu estava entorpecida. Entorpecida e queimando de dor. Fisicamente e no fundo do meu peito. Danilo ficou tenso. — Oh Deus, — ele respirou. Algo gotejou de mim. Ele me virou, levantou minha máscara, mas seus dedos pairaram contra minhas têmporas suavemente. Lágrimas turvavam minha visão quando ele apareceu diante de mim, alto e moreno, seus traços marcantes sem a brutalidade anterior, a agressão desapareceu de seu rosto. — Sofia. — Era meio apelo, meio gemido. Não entendi. Seus polegares alisaram minhas lágrimas, deslizando tão suavemente sobre minhas bochechas e chorei mais. Eu queria parar, mas não consegui. — Eu-eu... — Minhas palavras eram como estilhaços na minha garganta. — Acho que estou sangrando. — Foda-se, — ele respirou. Angústia. Era dele? Ou minha? Roupas farfalharam e um cinto tilintou. Ele se abaixou e cuidadosamente puxou minha calcinha e calça, colocando-a sobre meus quadris. Não me mexi, apenas olhei para ele. Ele não se incomodou em fechar o zíper da minha calça. Não me importei. Ele passou um braço em volta de mim e me levantou. Seu batimento cardíaco disparado contra minha têmpora enquanto me apoiava em seu peito. Ele não disse nada enquanto me carregava pela floresta. Ele se manteve longe dos caminhos iluminados, escolhendo o escuro. Era bom estar envolta no nada. Por fim, o chalé surgiu como um farol de luz e, com ele, o som de música, risos e conversas. — Enterre seu rosto no meu peito para o caso de encontrarmos alguém, — ele disse gentilmente, e o fiz, respirando seu perfume familiar, algo fresco e amadeirado. Ele caminhou até a porta dos fundos e então estávamos subindo as escadas. A música e as vozes começaram a diminuir. Uma porta rangeu e olhei para cima quando as luzes se acenderam. Estávamos em um quarto. Danilo me deitou em um colchão macio e pairou sobre mim, o rosto perto do meu. Seus olhos rodavam com emoções, mas seu rosto estava perfeitamente imóvel, lindamente controlado. Ele tirou minha peruca com dedos cuidadosos e colocou-a na mesa de cabeceira com minha máscara de gato. Ele se afastou e, por um momento, apenas olhou para mim. Nunca examinei seu rosto tão descaradamente como agora. Não havia nada em mim para ficar envergonhada ou tímida, ou qualquer coisa. Eu estava vazia. Oca. Seu olhar moveu-se mais abaixo para minhas pernas. Elas estavam rígidas. Doía muito movê-las. Sentia-me pegajosa entre minhas coxas. — Estou estragando minhas calças, — sussurrei. Era uma coisa tão ridícula para se preocupar, mas não pude evitar. Sua expressão era como uma tempestade. Tentei abaixar minhas calças, mas o couro parecia grudado na minha pele suada. Nem sabia por que estava suando quando estava com tanto frio. — Você precisa de ajuda? — Danilo murmurou. Balancei a cabeça e deixei meus braços caírem ao meu lado. Danilo enfiou as mãos na minha calça e arrastou-a pelas minhas pernas, com muito mais cuidado do que antes. Ele lutou para libertar meus pés das pernas da calça e finalmente largou as calças no chão, deixando-me de calcinha. Elas eram cor de menta, uma das minhas cores favoritas, mas poderia dizer que estavam arruinadas. Estendi a mão, tremulas, toquei a parte interna da minha coxa e levantei minha palma. Meus dedos estavam revestidos de rosa claro. Não era tanto quanto pensava, e não era vermelho puro como temia. Estremeci com um suspiro. Danilo fechou os olhos, ombros pesados, rosto contorcido. Então ele se virou e foi até o banheiro contíguo. Ouvi água correndo e, quando ele voltou, estava com uma toalha. Ele afundou ao lado do meu quadril, sem encontrar meus olhos enquanto pegava a mão que eu ainda estava olhando. Ele a limpou com o pano quente, removendo o sangue das pontas dos meus dedos. — Você quer se limpar? — Ele perguntou, segurando o pano. Encarei seu rosto em silêncio. Seus olhos castanhos procurando os meus. — Sofia, diga alguma coisa, qualquer coisa. Você quer que chame um médico? — Não, — resmunguei. Minha família já tinha sofrido o suficiente - eles não precisavam que isso aumentasse sua dor. Seu olhar disparou para minha calcinha, em seguida, voltou a subir. — Emma tem roupas em seu quarto. Você quer que pegue roupas íntimas limpas? Concordei. Ele se levantou e estendeu a toalha molhada, mas não peguei. Ele a deixou cair na mesa de cabeceira antes de sair do quarto. Ele voltou rapidamente com uma calcinha preta. Eu não tinha me movido um centímetro. Ele se abaixou até a cama e colocou a calcinha ao meu lado. Tudo sobre isso parecia estranho. Surreal. Seus olhos pousaram nas minhas coxas ainda pegajosas. —Você precisa se limpar e dar uma olhada para ter certeza que eu... que não te machuquei seriamente... — Sua voz profunda sumiu antes que ele olhasse nos meus olhos novamente. O encarei de volta, para o tom de avelã suave de seus olhos, para a preocupação marcando cada centímetro de seu rosto bonito. Esperei pela sensação de confusão na barriga, mas novamente não senti nada. — Sofia, — ele murmurou. Peguei minha calcinha, meus dedos atrapalhados muito trêmulos para empurrá-la para baixo. Ele estendeu a mão, parando as minhas e tocando minha cintura. Seus olhos buscaram os meus interrogativamente. Ele esperou. Pelo quê? Minha permissão? Ele esteve dentro de mim, o que importava se ele puxasse minha calcinha de novo? Ele pareceu ver a resposta no meu rosto e, finalmente, deslizou minha calcinha arruinada pelas minhas pernas, jogando-a em uma lixeira ao lado da cama. Ele agarrou a toalha, estendeu-a para mim mais uma vez, mas me recusei a pegá-la. Estava cansada e esgotada. Quebrada. Não queria tornar isso fácil para ele. Queria que ele sofresse tanto quanto eu. Ele inclinou a parte superior do corpo em minha direção, sua mão quente tocando meu joelho. Ele gentilmente separou minhas pernas apenas o suficiente para que pudesse chegar entre elas. No fundo, eu sabia que deveria me sentir tímida e com vergonha de estar tão vulnerável, mas não senti nada.
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