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4807 Words
Claro, não ficaríamos no chalé sem supervisão. Anna tinha seu guarda-costas Santino com ela, que protegeria ela e Leonas, Emma teria um de seus próprios guarda-costas e Carlo me acompanharia. Ele m*l havia saído do meu lado desde que Danilo o tornou meu guarda-costas pessoal anos atrás. A floresta finalmente se abriu diante de nós, dando lugar ao belo chalé de madeira situado ao lado do lago cercado por abetos. O sol brilhava na água azul. — Mal posso esperar para dar um mergulho, — eu disse. A temperatura estava na casa dos trinta e eu precisava desesperadamente me acalmar. — Os outros provavelmente não chegaram ainda. Muito tempo para ir nadar antes do jantar. Balancei a cabeça, então dirigi a Samuel um olhar curioso. — Você está animado para ver Emma novamente? — Ele bloqueou todas as tentativas de falar sobre seu noivado com Emma até agora. — Não vou passar tempo com ela. Só vou passar a noite porque não quero dirigir de volta. — Você não parece feliz com seu noivado. Samuel soltou uma risada curta. — Sofia, os casamentos arranjados não têm nada a ver com felicidade, são para fins táticos. Meus lábios se estreitaram. — Mas que tipo de propósito tático poderia haver? Nossas famílias estarão ligadas pelo meu casamento com Danilo de qualquer maneira. — Meu casamento com Emma solidificará a união. Eu poderia dizer que ele não falaria mais. Ele estacionou o carro em frente ao chalé. O carro de Carlo já estava estacionado ao lado. Ele saiu há duas horas para se certificar de que tudo estava em boas condições. Minha família tinha uma chave reserva do chalé dos Cavallaro, assim como os Cavallaros tinham uma do nosso, que não era tão esplêndido quanto este. Não perdi tempo para ir ao quarto de hóspedes que geralmente uso e colocar um biquíni - uma peça de malha branca pela qual me apaixonei no segundo em que vi. Minha pele não estava bronzeada o suficiente para criar um forte contraste com o tecido claro, mas estava determinada a conseguir um bronzeado decente durante nosso tempo no lago. Meu cabelo estava preso em um comprimento médio estranho porque estava tentando deixá-lo crescer para o penteado do meu casamento. Minha franja alcançava as maçãs do meu rosto, então tive que prendê-la com presilhas ou cobriria meus olhos, e o resto do meu cabelo quase tocava minha clavícula agora. Ainda muito a crescer antes que eu pudesse testar meu penteado de noiva. Quando desci as escadas correndo, vozes familiares me alcançaram da sala de estar. Fui direto para elas, encontrando Anna, Leonas e Santino conversando com Samuel e Carlo. Fui direto para Anna e joguei meus braços em volta dela. Quando ela se afastou, acenou com a cabeça em apreciação. — Esse biquíni fica quente em você. Boa escolha. Sorri, enrubescendo quando senti a atenção de todos em mim. — Sim, você parece um pedaço de b***a quente, — Leonas disse lentamente enquanto se inclinava contra o encosto do sofá como um maldito rei. — Cale a boca, — Santino rosnou. Ele soava como se já estivesse no limite de sua escassa paciência. Como de costume, seus olhos furiosos enviaram um arrepio pela minha espinha. Samuel foi até Leonas e bateu na parte de trás da sua cabeça. — Cuidado. Você ainda não é Capo, então ainda podemos chutar sua b***a magricela até que suas bolas murchem ficando do tamanho de passas. — Como se elas fossem maiores do que isso, — Anna murmurou, dando a Leonas um sorriso presunçoso. Santino lançou um olhar severo para ela. — Não me importo que vocês dois se torturem. A única coisa que me importa é que vocês voltem para Chicago mais ou menos vivos e que não me fodam. — Nossos outros guarda-costas não dizem f**a porque nossa mãe odeia a palavra, — Leonas se intrometeu. — Faça um relatório oficial e veja se dou a mínima, — disse Santino antes de se virar para Samuel e Carlo. — Estou indo para a casa da guarda. Vou confiar que vocês os mantenham vivos. Carlo grunhiu, o que era equivalente a um sim dele. Cutuquei Anna. — O que deu nele? — Revirei os olhos para as costas largas de Santino. — Deixe-me trocar. Vou te contar no lago. — Tudo bem, mas se apresse. Preciso me refrescar. Anna agarrou sua pequena bolsa. — Você pode carregar minha bagagem, Leonas. Todos os seus exercícios devem valer para alguma coisa, certo? Leonas mostrou-lhe o dedo indicador. — Mais tarde. Estou ocupado. Tenho certeza que você encontrará um dos seus cinquenta biquínis nessa sacola de compras feia que você carrega. — É uma bolsa Louis Vuitton, seu i****a, — disse Anna numa voz cantante enquanto subia as escadas correndo. Virei-me para Leonas. — Você realmente vai carregar a bagagem dela? Ele fez uma careta. — Perdi uma aposta. Não pergunte. Santino se recusa a fazer isso e então ela encontra novas maneiras de me subornar, coagir ou chantagear para que eu faça isso. Eu ri. Esses dois eram como gato e cachorro às vezes. Samuel agarrou o ombro de Leonas com o que parecia um aperto forte. Ele ainda era uma cabeça mais alto do que meu primo aos quatorze anos, mas Leonas estava lentamente ganhando alguns músculos, mesmo que Anna ainda o chamasse de merda magricela com frequência. — Quero ir caçar para o nosso jantar. Que tal vir para que possa ficar de olho em você? — Legal. Eles partiram para o armamento na parte de trás do chalé e, alguns minutos depois, Anna desceu as escadas em duas peças verde- escuro. Dando as mãos, saímos para o lago. As espreguiçadeiras estavam dispostas no deck ao lado do lago. Deixamos cair nossas toalhas nas espreguiçadeiras e nos atiramos na água. Estava gelado, enviando uma onda de choque pelo meu corpo. Estourando na superfície da água, tossi e ri. Anna estava rindo histericamente. Nadamos um pouco antes de nos esticarmos no deck para nos aquecer. Não sabia quanto tempo havia passado até que um som de arranhão me acordou de um leve sono. Sentei-me, piscando contra a luz do sol, e avistei Emma no convés superior, olhando para nós. Ela rodou pelo caminho estreito até o deck em que estávamos. Levantei-me, sem saber se ela precisava da minha ajuda. E se a cadeira de rodas dela rolasse para a água? Como se pudesse ver minha incerteza, ela sorriu. — Estou bem. — Anna se sentou em sua espreguiçadeira. Emma estava de maiô, fato que me surpreendeu. Ela chegou ao deck e travou os freios perto da borda das tábuas. Meus olhos se arregalaram quando ela se levantou lentamente. Suas pernas tremiam e ela teve que se agarrar às alças da escada que dava para a água para se equilibrar. — Posso ficar de pé e até dar alguns passos com apoio, — explicou ela. — O acidente esmagou minha medula espinhal, então eu tenho paresia3. Ela se deixou afundar na beirada do convés e desajeitadamente baixou as pernas na água. — Ficou melhor com o passar dos anos? — Perguntei. Emma balançou a cabeça. — Paresia geralmente não pode ser curada. Balancei a cabeça e observei com preocupação enquanto ela se abaixava no lago. Percebendo os olhos arregalados de Anna e os meus, ela disse: — Sou uma boa nadadora, não se preocupem. 3 Paresia é uma condição na qual o movimento muscular é enfraquecido. Ao contrário da paralisia, os indivíduos com paresia ainda têm algum controle sobre os músculos afetados. — Ok, — eu disse, então entrei na água, apenas no caso de ela precisar de ajuda em algum momento, mas logo Anna, Emma e eu estávamos nadando, conversando sobre os planos de casamento. Bem, Emma e eu conversamos sobre eles. A data do casamento de Anna ainda não estava marcada. Ela iria primeiro à faculdade. Emma agia muito mais livre e feliz na água, e esquecemos o tempo. — Meninas, estamos prestes a assar a carne, — gritou Samuel do convés superior, onde havia uma churrasqueira. Saímos do lago e nos secamos, então Anna e eu caminhamos lentamente pela trilha até o convés superior para que Emma pudesse acompanhar. O sol estava se pondo sobre a floresta, tingindo o céu de rosa e laranja, e eu estava começando a sentir frio sem os raios aquecendo minha pele molhada. Minha barriga explodiu de frio quando vi Danilo ao lado de Samuel no churrasco. Foi a primeira vez que o vi em uma camiseta justa e jeans escuro, e ele estava maravilhoso. Mesmo que fosse menos príncipe da Disney do que eu infantilmente esperava, ele era sexy. — Abatemos alguns coelhos, — explicou Samuel, mas meus olhos estavam em Danilo, que esfolava com precisão uma das pequenas criaturas peludas. Quando ele terminou, olhou para cima e seus olhos se fixaram em mim. Com as mãos ensanguentadas segurando a faca e a carcaça, ele me examinou da cabeça aos pés, demorando-se brevemente no meu r**o de cavalo curto antes de seu olhar vagar para baixo mais uma vez. Ele estava me checando? Parecia bom demais para ser verdade. Samuel pigarreou e Danilo entregou-lhe o coelho esfolado, desviando o olhar de mim. As entranhas já estavam em um balde a seus pés. — Isso é nojento, — disse Anna. — Não seja tão diva, — Leonas murmurou enquanto caminhava para o convés, carregando os pratos. Aproximei-me da churrasqueira para ficar mais perto de Danilo, ansiosa para coagir uma reação dele, mas ele manteve os olhos na carne. — Você deveria se trocar, — Samuel disse bruscamente, me dando um olhar duro. — Vocês precisam fazer uma salada se quiserem comer mais do que carne. — Então, temos que fazer a salada porque somos meninas? — Anna perguntou. — Da próxima vez, você pode ir caçar, se quiser, — disse Samuel. Anna revirou os olhos e, junto com Emma, nos movemos para a casa. Emma tinha um quarto no primeiro andar, enquanto Anna e eu tínhamos que subir. — Danilo deu uma checada em você, — disse Anna. Se Anna percebeu, eu não tinha imaginado. Talvez Danilo e eu finalmente estivéssemos chegando a algum lugar. O jantar foi tranquilo. Os guardas se juntaram a nós na grande mesa de madeira. Os homens, até Leonas, falavam sobre trabalho, enquanto nós, meninas, conversávamos sobre nossos planos para o dia seguinte e o ano letivo. Ocasionalmente, dei uma olhada rápida em Danilo, mas no geral, me concentrei em Emma e Anna. Uma ou duas vezes, pensei ter visto Danilo olhando furtivamente para mim. Anna me aconselhou a usar um vestido branco de verão e deixar meu cabelo secar ao natural para que ficasse cacheado naturalmente. Ela insistiu que a juba selvagem parecia boa, apesar do comprimento. Depois do jantar, nos acomodamos ao redor da fogueira. Ficou bem fresco aqui à noite, e arrepios logo cobriram meus braços nus, apesar do fogo estrondoso. Não queria entrar para pegar uma jaqueta - estava me divertindo muito. Emma foi inteligente o suficiente para trazer um casaco de lã. Esfreguei meus braços, tentando aquecê-los um pouco. Danilo se levantou e entrou em casa. Poucos minutos depois, ele voltou com dois cobertores, um para Anna e outro para mim. Dei-lhe um sorriso agradecido quando ele me entregou. Gostava desse lado dele. Ele voltou para sua cadeira e afundou. Samuel agia como se Danilo houvesse cometido um crime. Talvez ele devesse tentar agir como um cavalheiro perto de Emma de vez em quando. Danilo percebeu meu olhar sobre as chamas e me deu um pequeno sorriso. Meu coração acelerou, mas simplesmente retornei seu sorriso. Ele parecia relaxado, recostado na cadeira de teca em jeans e uma camiseta justa, garrafa de cerveja na mão, cabelo escuro despenteado. Não achei que Danilo fosse um cara que bebia cerveja. Ele parecia sofisticado demais, o tipo de homem que gosta de vinho tinto ou uísque caro. Ele parecia acessível, não como o inatingível cavaleiro de armadura brilhante, o poderoso Underboss. Talvez essa viagem tenha sido minha chance de conhecer o verdadeiro Danilo. Nosso último encontro foi acidentado, mas estava disposta a deixar isso no passado e seguir em frente. — Quero dar um mergulho, — disse Leonas por fim. Meus olhos já estavam pesando, mas a perspectiva de ver Danilo sem camisa pela primeira vez me deixou bem acordada em um piscar de olhos. — Parece bom. Talvez uma criatura do lago devore você, — brincou Samuel. — Nós poderíamos nadar nus, — Anna sugeriu. Olhei para ela sem acreditar, mas ela estava dando a Santino aquele sorriso desafiador que adotou perto dele. Ele bebeu sua cerveja. — As roupas continuam, e vocês dois não se comportarão como crianças brigando. — Não sou criança, Sonny, — murmurou Anna. Seus olhos brilharam. Eu não tinha certeza de por que Anna gostava de irritá-lo usando esse apelido i****a, ou qualquer outra coisa que ela fazia. Tornou-se seu passatempo favorito. Leonas se levantou da cadeira e tirou a camisa, depois tirou as calças sem se envergonhar, ficando com uma cueca samba-canção escura. — Estou indo. Continuem batendo papo. Ele desceu correndo o caminho para o convés inferior e se catapultou na água n***a com uma bomba. Samuel suspirou, mas também começou a tirar a calça, mostrando uma cueca samba-canção antes de seguir Leonas para a água com um mergulho mais elegante. Levantei-me, olhando para Danilo. Ele parecia indeciso sobre se deveria participar do mergulho noturno. Seus olhos se voltaram para Emma, que estava encolhida em seu cardigã. — Estou indo para a cama — disse ela com um bocejo. — Vá em frente e dê um mergulho. Vou me preparar para dormir. — Ela começou a se virar em direção ao pátio. Anna se despiu ao meu lado, claramente dando um show a Santino. Ele se recostou na cadeira com uma expressão levemente irritada. Ainda estava com meu biquíni por baixo do vestido de verão, mas Anna não. Ela correu em direção ao lago de calcinha preta e mergulhou. — Vou pedir a p***a de um aumento de salário assim que voltar a Chicago, — Santino rosnou enquanto se levantava e começava a se despir. Não pude deixar de rir. Danilo me lançou um olhar severo que não entendi, como se rir da piada de Santino fosse inapropriado. Mas fiquei momentaneamente distraída quando ele tirou a camisa e a calça, ficando de boxer. Não pude deixar de admirar seu peito musculoso e o pacote de seis, seus braços fortes e a trilha fascinante de cabelo escuro desaparecendo em seus shorts. Santino desceu até o convés inferior, deixando-me sozinha com Danilo. Percebi que ainda estava com meu vestido de verão. — Você não vai dar um mergulho? — Danilo perguntou. Ele estava esperando por mim? Rapidamente arrastei meu vestido pela cabeça, depois me perguntei se deveria cruzar os braços sobre o peito porque meus m*****s enrugaram com o frio, mas isso seria estranho, e talvez Danilo não pudesse nem ver tanto no escuro. O fogo não emitia muita luz. Largando o vestido na cadeira, dei um sorriso a Danilo. — Pronta para ir. Ele acenou com a cabeça, mas então seus olhos dispararam brevemente para o meu peito e sabia que a escuridão não estava escondendo o suficiente. Felizmente, isso escondeu meu rubor. Danilo e eu descemos para o convés inferior ao som de respingos e gritos vindos do lago em um ritmo lento. Anna e Leonas pareciam estar envolvidas em uma guerra na água. Danilo entrou primeiro na água e depois se aproximou do convés, me observando. — Você precisa de ajuda para entrar? — Ele perguntou quando hesitei no degrau superior da escada. Balancei minha cabeça. — Não, só me deixa nervosa por não conseguir ver o que está abaixo da superfície. — Desci a escada e respirei fundo quando meus dedos dos pés tocaram a água. Estava muito mais frio do que antes. — Salte. Fazer isso devagar só vai piorar, — Samuel comentou enquanto nadava mais perto também. — Ok, — disse hesitantemente. Verifiquei se a costa estava limpa antes de pular na água. Meu corpo enrijeceu por um momento, paralisado pelo frio antes que minha cabeça explodisse na superfície. Engasguei para respirar. — Você está bem? — Danilo perguntou. — Estou bem, — consegui dizer. Samuel estava logo atrás de Danilo, como se achasse que eu precisava de mais de um salvador. Claro, Leonas tinha outras coisas em mente e jogou água no rosto de Samuel. Samuel se virou e tentou pegar Leonas. Anna piscou para mim e nadou para mais perto de onde Santino estava flutuando de costas. Olhei para o lindo céu noturno e deixei a água me levar, tentando pensar em um assunto para conversar com Danilo já que ele ainda estava por perto. Ele seguiu meu olhar para o céu, e desejei, como tantas vezes no passado, que fôssemos amantes normais e pudesse nadar até ele e beijá-lo. Algo se enrolou em meu tornozelo e soltei um grito assustado, me debatendo loucamente para me livrar do que quer que fosse. Em meu pânico, engoli água e minha cabeça afundou brevemente na superfície. Então um braço me envolveu e, quando recuperei a visão, Danilo estava ao meu lado. — Acalme-se. Estou aqui. — Algo agarrou meu tornozelo. — Me encolhi quando percebi como isso soava... como se um monstro marinho tivesse me atacado. — Sofia? — Samuel perguntou, preocupação soando em sua voz. Podia ouvi-lo se aproximando. — Eu cuido disso, — Danilo cortou, me surpreendendo com a nota protetora em sua voz. Então ele me encarou. Nossos rostos estavam próximos porque ele ainda estava me segurando. Poderia ter nadado sozinha agora que a primeira onda de pânico havia diminuído, mas não disse nada. — Tente se recostar e flutuar na superfície para que eu tire o que está na sua perna, — Danilo instruiu com calma. Balancei a cabeça e relaxei lentamente até que meu corpo flutuou até a superfície. Antes mesmo de Danilo pegá-lo, reconheci o que havia me agarrado: algas marinhas enroladas no meu tornozelo. O calor disparou em minha cabeça quando Danilo o removeu da minha perna e o empurrou para longe. — Desculpe, — disse com vergonha. — Geralmente não sou tão nervosa. — Não se preocupe. — Danilo não saiu do meu lado depois disso, embora Samuel tenha lhe lançado olhares de advertência. Queria dar um tapa na cabeça do meu irmão. Com sua constante proteção, ele estava arruinando minha chance de ter um momento de privacidade com Danilo. — Vou dar uma olhada em Emma, — disse Danilo por fim. — Você vai voltar? — Perguntei. Seus lábios se contraíram, então ele balançou a cabeça e saiu da água. Anna nadou até mim. — Bom trabalho bancando a donzela em perigo, então Danilo foi salvá-la. Eu olhei. — Não fiz de propósito. — Bem, ainda funcionou perfeitamente. Diga o que quiser, mas ele é protetor com você. Esse cara não quer perder outra garota, isso é certo. Sorri. Não querer me perder era um bom começo. Ela cutucou meu ombro. — Finja que você precisa ir ao banheiro e intercepte-o no caminho de volta. Samuel, Leonas e Santino estão falando sobre rifles, e posso distraí-los um pouco. — E então? Anna me olhou como se fosse uma criança estúpida. — Você já beijou um cara? — Claro que não. — Então essa é sua chance. Você está noiva dele há anos e se casará com ele em menos de 12 meses. Obtenha alguma ação. — Você é louca. — Não seja tão boazinha. Às vezes, precisamos violar um pouco as regras para viver. Você só precisa ter certeza de que as pessoas acreditem que sempre segue as regras. — Tudo bem, — murmurei então mais alto. — Estou indo para o banheiro. Saí da água, peguei minha toalha e subi o caminho. Meu coração acelerou, pensando no que dizer e pior: o que fazer. Tentei canalizar minha Anna interior. Seria ousada e arriscaria. Queria uma reação dele. Sem risco, sem diversão - esse era basicamente o seu lema. Fiquei feliz por estar longe de Sofia. No passado, nossos encontros eram levemente divertidos devido à sua falta de jeito e paixão por mim. Eu a via flertar inocentemente com diversão, mas nunca levei isso a sério. Ela era uma criança e não conseguia imaginá-la adulta, muito menos minha esposa. Nossa vida juntos tinha sido um conceito abstrato. Já em nosso último encontro percebi uma mudança, e agora era impossível ignorar. Notei Sofia, não porque ela merecesse minha atenção devido ao nosso futuro planejado juntos. Não. Notei suas curvas, seu lindo rosto. Sofia não era mais uma criança. Ela era uma jovem com um corpo desejável. Agora, seu flerte não parecia divertido ou um jogo. Parecia uma promessa do que logo estaria ao meu alcance, uma perigosa tentação. Eu não era um homem que agia por impulso ou seguia um impulso s****l sem pensar duas vezes, mas o simples fato de Sofia me tentar quando ainda estava fora dos limites me fez ranger os dentes. Não gostei dessa sensação de ser um escravo dos meus instintos, mas quando vi o corpo de Sofia, certas partes do corpo definitivamente tinham mais poder do que outras. A casa estava silenciosa e escura enquanto caminhava em direção ao quarto de Emma. Cuidadosamente abri a porta e olhei para dentro. Emma estava dormindo, de costas para mim. Ela ainda era minha irmã mais nova, ainda uma garotinha aos meus olhos, o que ia contra a minha percepção de Sofia, que era um pouco mais velha. Fechei a porta novamente e saí porque tinha prometido voltar. Quando saí para o pátio, meu corpo ficou tenso com o som de passos, mas relaxou quando Sofia apareceu diante de mim. Ela estava com a toalha enrolada nos ombros, pelo que fiquei grato. — Você está indo para a cama? Ela balançou a cabeça. — Na verdade, eu estava procurando por você. Minhas sobrancelhas franziram. A maneira como ela disse isso me irritou. Era difícil distinguir seu rosto na penumbra, mas tive a sensação de que ela estava flertando comigo. — Talvez possamos dar um passeio? — Ok, — disse lentamente, não querendo lhe negar isso, mesmo que não achasse que ficar longe dos outros fosse uma boa ideia. Para desgosto do meu cérebro e deleite do meu corpo, Sofia largou a toalha na cadeira e desceu o caminho que serpenteava pela casa. Eu a segui, tentando não prestar muita atenção em sua b***a em formato de pêssego em seu minúsculo biquíni. — Há algo específico que você deseja discutir comigo? Sofia parou e olhou para mim. Ela parecia nervosa. — Só queria ficar sozinha com você. Estamos noivos e em breve vamos nos casar, mas nunca estivemos sozinhos. Nunca tivemos a chance de nos conhecermos melhor. Sofia provavelmente quis dizer isso de uma forma muito inocente, mas não pude deixar de imaginar todas as maneiras que queria conhecê-la, especialmente quando meu olhar mergulhou em seus m*****s eretos esticados contra o tecido molhado de seu biquíni. — Teremos muito tempo para nos conhecer quando nos casarmos. Ficar sozinho com você assim é contra nossas regras. Sofia encolheu os ombros como se não importasse, mas importava. Não precisávamos de outro escândalo em nossas mãos. O desastre de Serafina já havia causado tumulto suficiente. Sofia olhou ao redor e, sem aviso, puxou a parte de cima do biquíni minúsculo, ficando de pé diante de mim com seus s***s empinados e m*****s enrugados. O sangue rugiu em meus ouvidos. — O que você está fazendo? — rosnei, agarrando seu braço. O movimento fez com que seu mamilo roçasse minha pele. Eu a soltei e peguei seu biquíni, em seguida, estendi para ela. — Coloque isso de volta. Ela olhou para mim. — Não sou uma criança. — Coloque seu biquíni de volta, — rosnei, mantendo meus olhos em seu rosto. Ela faria dezoito anos em alguns meses, e não a tocaria até então. Oito longos meses pela frente. Ela arrancou a parte de cima do biquíni da minha mão e finalmente se cobriu com ela. — Aposto que você não teria feito Serafina colocá-lo de volta. Ela murmurou as palavras sob sua respiração, então quase não as ouvi, mas entendi. Como de costume, a menção de sua irmã fez meu sangue ferver, mas mantive o controle. Optei por ignorar o comentário dela, dizendo em vez disso: — Jurei aos seus pais não tocá-la antes do nosso casamento, e sou um homem que mantém seu juramento. — Mas você não quer manter seu juramento? — Ela brincou, tentando soar toda sedutora, mas havia um tom mais sombrio em sua voz que não existia antes. Que pergunta. Claro, eu queria o corpo dela, mas não antes de fazermos nossos votos. Se as coisas piorassem por qualquer motivo antes do dia do nosso casamento - se eu fosse morto - Sofia ainda seria capaz de se casar com outra pessoa. Olhei de volta para a casa, evitando sua pergunta. Por fora, era o epítome do controle, mas por dentro a tempestade estava forte. Em minhas horas mais sombrias, teria aceitado com prazer a oferta de Sofia, de torná-la minha antes que alguém pudesse tirar isso de mim. Como Remo tirou Serafina de mim. As mulheres muitas vezes associavam sexo a emoções, especialmente se fosse a primeira vez. Foi por isso que Remo teve facilidade para ganhar o coração de Serafina depois que a fodeu. Eu não tinha certeza se ele a estuprou ou se foi consensual como ela alegou – se é que existe consenso em uma situação de cativeiro - mas o que quer que tenha acontecido, fez Serafina se apaixonar por ele. Sofia se aproximou e tocou meu braço levemente. A sensação de seus dedos macios contra a minha pele era boa, mas me afastei. — Sofia, — a repreendi, tentando fazê-la se sentir como uma criança para que pudesse continuar pensando nela como uma, mesmo que não fosse mais. — Você deveria voltar para o lago. — Sim, deveria, — ela sussurrou. Não era o que ela queria, e pude dizer que ela levou minha repreensão a sério. O que ela esperava? Que a levaria para um canto isolado da floresta e a beijaria, talvez até mais? Embora em suas fantasias inocentes, ela provavelmente teria parado no beijo, transformando nosso encontro em algum tipo de conto de fadas romântico. O problema era que eu não queria parar por aí. Queria torná-la minha o mais rápido possível, queria reivindicar meu direito. Mas, ao contrário de Remo Falcone, eu tinha honra e uma lasca de consciência. Esperaria até nossa noite de núpcias e daria a Sofia a chance de fazer as pessoas esquecerem a vergonha que Serafina causou à sua família. Esperei até que Sofia sumisse de vista antes de segui-la. Não queria deixar Samuel desconfiado. Claro, ele estreitou os olhos para mim em desconfiança quando apareci no convés inferior. Sofia já estava de volta na água e conversando com Anna. Podia imaginar sobre quem elas falavam. Outro motivo para ficar desconfiado. Talvez Sofia confiasse que Anna tagarelasse com Dante ou Valentina, mas não queria correr o risco. Dante não era meu maior fã desde que desafiei suas decisões nos meses após a fuga de Serafina com Remo. — Vocês dois demoraram muito para voltar, — disse Samuel, saindo do lago. Ele parou bem na minha frente. — O que diabos aconteceu lá? — Ele perguntou em voz baixa. — Nada, — eu disse com um sorriso duro. O que aconteceu entre Sofia e eu não era da conta dele. Ele era muito agressivo. — Duvido que você ficasse feliz se eu fosse para a floresta escura com sua irmã. Inclinei-me para frente. — Até agora, você m*l notou a existência dela, então qualquer outra coisa seria uma melhoria pra c*****o, Mione. Seus lábios se curvaram. — Fique longe de Sofia até o casamento. Nossa família não precisa de outra gravidez fora do casamento. — Você não parece ter muita fé em sua irmã. — Seus olhos brilharam de raiva, mas ele não disse nada. Duvidava que Sofia tivesse ido mais longe do que beijar. Ela buscou minha proximidade, mas não arriscaria mais. No entanto, entendia Samuel. Ele colocou toda a sua confiança em sua irmã gêmea e ela jogou na cara dele. — Talvez devêssemos ter outra conversa quando nos acalmarmos, — eu disse finalmente. Não queria uma guerra entre Samuel e eu, especialmente porque o bem-estar de Emma logo estaria em suas mãos. — Amanhã de manhã. Eu quero malhar e nadar no lago. Você pode se juntar a mim ao nascer do sol. Concordei com a cabeça e, com um último olhar para Sofia, que observava a mim e ao irmão, voltei para o chalé.
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