Sofia Tropecei escada abaixo, ainda de camisola. Bocejando, entrei na sala de jantar, que cheirava a café e panquecas. Nossa empregada Adelita me deu um sorriso rápido antes de voltar correndo, provavelmente para pegar o que estava faltando. Papai era o único sentado à mesa, o que era bastante incomum. Normalmente mamãe sempre acordava cedo e era a primeira a garantir que a mesa do café da manhã incluía todos os nossos favoritos - especialmente no fim de semana. — Bom dia, — eu disse, minha voz rouca de sono e choro. Papai ergueu os olhos por trás do jornal. Sombras escuras se espalharam abaixo de seus olhos, e quando beijei sua bochecha, o fedor de fumaça chegou ao meu nariz. — Você está fumando de novo? — Perguntei preocupada. — Isso não é saudável. Papai me

