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Santino Não conseguia dormir, então me acomodei na varanda apesar do frio. Amanhã Valentina voaria de volta para casa e me deixaria sozinho com Anna. Nos últimos dias em Paris e mesmo antes disso, nas semanas que antecederam nossa viagem, Anna manteve distância e foi educadamente reservada. Não confiava em sua reserva repentina. No momento em que Valentina se fosse, Anna atacaria. Praticamente podia sentir o cheiro de sua ânsia de apertar meus botões. As tábuas do assoalho gemeram sob passos silenciosos. Fiquei surpreso quando Valentina se acomodou na cadeira ao meu lado, envolta em um casaco grosso de lã e ainda tremendo. — Vejo que você também não consegue dormir, — ela disse agradavelmente, mas não perdi a tensão subjacente. Ela saiu com um propósito em mente. — Antes de voltar pa

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