Danilo podia ser meu noivo, mas Samuel sempre seria meu sangue e eu não queria que ele parecesse fraco na frente de ninguém. — Você está certo, — eu disse obedientemente. — Eu sinto muito.
Samuel tocou meu ombro e apertou levemente. — Danilo, — disse ele em voz baixa. — Minha irmã vai sair agora. Eu quero conversar sozinho com você.
Meu sangue ferveu, dei a Danilo um sorriso de desculpas antes de sair. Uma vez fora, meu sorriso caiu e eu atravessei o vestíbulo, precisando desabafar. Onde estava papai? Eu virei a esquina e colidi com alguém. — Cuidado, — veio um sotaque que eu conhecia bem, e duas mãos me firmaram.
Eu olhei para cima. — Tio Dante, — eu disse com um sorriso, em seguida, corei porque tinha esbarrado nele como uma criança de cinco anos de idade, fazendo uma birra. Eu alisei meu vestido, tentando parecer equilibrada. Afinal, meu tio era puro controle. Ele tinha que ser como chefe da Outfit.
Dante inclinou a cabeça com um pequeno sorriso. — É algo importante? Você parece chateada.
Minhas bochechas aqueceram ainda mais. — Samuel me envergonhou na frente de Danilo. Ele está sozinho com ele agora. Conversando. Você pode, por favor, verificar antes que o Samuel estrague tudo?
Dante riu, mas assentiu. — Seu irmão quer proteger você. Onde eles estão?
— Sala de estar, — eu disse.
Ele apertou meu ombro antes de sair. A raiva ainda estava fervendo sob a minha pele. Eu faria Samuel pagar por isso. Subi as escadas e entrei em seu quarto. Algumas facas e armas propriedades de um museu decoravam as paredes, mas, além disso, eram praticamente os móveis. Em uma ou duas semanas, Samuel se mudaria para seu próprio apartamento em Chicago e trabalharia diretamente com Dante por alguns anos, antes de retornar a Minneapolis e eventualmente assumir o lugar de papai.
Eu afundei na cama dele, esperando. A cada segundo que passava, eu ficava mais nervosa. Levantei-me e andei pelo quarto. Quando ouvi seus passos, parei e me escondi atrás da porta, tirando meus sapatos com cuidado. A porta se abriu e Samuel entrou. Eu pulei, tentando pousar em suas costas e envolver meus braços em volta do seu pescoço como muitas vezes fiz no passado.
Samuel me pegou, me levantou por cima do ombro, apesar do meu esforço, e me jogou na cama. Então ele realmente me prendeu, despenteando meu cabelo e fazendo cócegas em mim.
— Pare! — Eu gritei entre risadas. — Sam, pare!
Ele parou, mas me deu um sorriso maroto. — Você não pode me vencer.
— Eu gostava mais quando você era um menino magricela e não essa máquina de matar, — eu murmurei.
Algo sombrio passou pelos olhos de Samuel, e eu toquei seu peito e levemente o empurrei, uma distração de qualquer horror que ele estivesse lembrando. — O quanto você me envergonhou na frente de Danilo?
— Só falei sobre os detalhes de sua noite de núpcias com ele.
Eu encarei Samuel com horror. — Você não fez.
— Eu fiz.
Eu me sentei. — O que você disse?
— Eu lhe disse que era melhor ele tratá-la como uma dama na sua noite de núpcias. Sem essa merda dominante ou qualquer coisa.
Minhas bochechas ardiam com o calor e eu bati em seu ombro com força.
Ele franziu a testa, esfregando o local. — O quê?
— O que!? Você me envergonhou na frente de Danilo. Como você pôde falar sobre isso com ele? Minha noite de núpcias não é da sua conta. — Meu rosto inteiro estava queimando de constrangimento e raiva. Eu não podia acreditar nisso. Ele sempre foi protetor comigo, é claro, mas isso foi longe demais.
Samuel fez uma careta. — Confie em mim, não foi fácil para mim. Não gosto de pensar que minha irmãzinha fará sexo.