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628 Words
REMO — Você está pronto? Nós temos um casamento para estragar, — eu disse, sorrindo. Excitação chiava sob minha pele, um fogo baixo que queimava mais forte a cada segundo que me aproximava do meu objetivo. Fabiano suspirou, checando sua arma e empurrando-a de volta ao coldre. — Tão pronto como sempre estarei para essa insanidade. — Genialidade e insanidade são muitas vezes intercambiáveis. Ambas alimentaram os maiores eventos da história da humanidade. — Eu acho que você me irrita mais quando soa como Nino que com seu próprio tipo de loucura, — disse Fabiano. — Não consigo acreditar que estou a poucos quilômetros do meu pai e não posso rasgá-lo em pedaços. — Você vai pegá-lo. Meu plano vai trazê-lo até você eventualmente. — Eu não gosto da parte final. Tenho a sensação de que esse plano é mais do que matar meu pai e punir a Outfit. Eu me inclinei contra o assento do carro. — E o que seria isso? Fabiano encontrou meu olhar. — Sobre você colocar as mãos na sobrinha de Dante por qualquer motivo insano. Minha boca curvou em um sorriso sombrio. — Você sabe exatamente porque a quero. Fabiano se recostou em seu próprio assento, expressão tensa. — Eu não acho que você saiba exatamente porque a quer. Mas sei que a garota vai pagar por algo que ela não é responsável. — Ela faz parte do nosso mundo. Nascida e criada para ser mãe de mais bastardos Outfit. Nascida e criada para obedecer como uma ovelha sem cérebro. Ela foi criada para seguir seu pastor sem hesitação. Ele a levou em direção a um bando de lobos. O erro é dele, mas ela será despedaçada. Fabiano balançou a cabeça. — p***a, Remo. Você é um filho da p**a maluco. Enrolei meus dedos firmemente em torno de seu antebraço, sobre sua tatuagem de Camorra - a lâmina e o olho. — Você é um de nós. Nós sangramos e morremos juntos. Nós mutilamos e matamos juntos. Não esqueça seu juramento. — Eu não vou, — ele disse simplesmente. Eu o libertei. Meus olhos se moveram para frente do hotel, onde os pais de Serafina, Ines e Pietro Mione, tinham acabado de sair pela porta com uma jovem garota de cabelos escuros entre eles. Usando trajes formais para o casamento do ano, Ines parecia muito com seu irmão. Alta, loira e orgulhosa. Orgulhosa e controlada pra c*****o. — Não vai demorar muito agora, — eu disse, olhando para a rua onde o carro com meus dois soldados esperava. Fabiano colocou as chaves na ignição enquanto observávamos os Miones partirem. — Seu gêmeo estará com ela, — disse ele. — E há também o guarda-costas. Meus olhos procuraram o cara de meia-idade ao volante de uma limusine Bentley estacionada na entrada do hotel. Um maldito arranjo de flores no capô. Flores brancas. Eu queria esmagá-las sob minhas botas. — Eles tornaram muito fácil descobrir o carro da noiva, — eu disse com uma risada. — Porque não esperam um ataque. Isso nunca foi feito antes. Funerais e casamentos são sagrados. — Houve casamentos sangrentos antes. Eles deveriam ter mais cuidado. — Mas esses casamentos tornaram-se sangrentos porque os convidados brigaram entre si. Não acho que alguém já atacou um casamento, especialmente a noiva, de propósito. A honra proíbe isso. Eu ri. — Nós somos a Camorra. Temos nossas próprias regras, nossa própria ideia de honra. — Acho que eles perceberão isso hoje, — disse ele com firmeza. Meus olhos examinaram a frente do hotel. Em algum lugar atrás de suas janelas, Serafina estava se preparando para seu casamento. Ela seria preparada a perfeição, uma aparição em branco. Eu m*l podia esperar para colocar minhas mãos nela, manchar o tecido perfeitamente branco em vermelho-sangue.
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