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SAMUEL Engoli em seco, a culpa queimando minhas entranhas. O brilho de decepção e mágoa nos olhos de Emma quase me matou. Dei um beijo rápido em sua testa antes de pedir ao motorista da ambulância que tomasse cuidado extra e explicar as consequências caso ele não tomasse. Papai chegou quando a ambulância partiu. Eu já estava quase sóbrio. Definitivamente, tinha bebido um pouco mais do que deveria naquela noite. Tinha sido um dia horrível. Papai tocou meu ombro. — O que aconteceu? A mentira de sempre estava na ponta da minha língua, mas eu estava cansado de mentir. Eu tinha investido tanta energia em enganar a Emma e ela sabia. — Eu dirigi bêbado hoje e perdi o controle do carro. Papai franziu a testa. — Você devia ter ligado. Vamos. Vou te levar ao hospital. Afundei no

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