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3549 Words
SERAFINA Nos dois dias seguintes, Remo manteve distância. Nós não saímos para correr e Kiara ou um dos irmãos dele me trouxeram comida. O brilho em seus olhos quando eu gritei no porão, era difícil de descrever, mas eu sabia que por algum motivo isso o incomodava. Nino me informou esta manhã que Samuel estava de volta a Minneapolis. Eu acreditei nele. Remo tinha prometido e apesar de meus sentimentos difíceis em relação ao Capo, eu sabia que ele manteria essa promessa. Também sabia que Samuel e minha família estavam sofrendo todos os dias que eu estava aqui. Nino me tratou ainda mais friamente do que antes - se é que isso era possível. Eu sentia que as coisas entre Remo e ele estavam tensas por causa de Samuel. Nino provavelmente teria matado meu irmão. Era a solução óbvia, a que Dante teria escolhido. Mas Remo... ele era imprevisível. c***l. Feroz. Eu não o entendia. Se ele tivesse torturado e matado Samuel, eu o teria odiado com um abandono brutal, teria feito tudo o que pudesse para matá-lo. Mas ele não fez. Eu estava com medo de seus motivos, mas mais do que isso... Eu estava com medo porque uma parte torcida de mim estava grata. Eu não sabia exatamente por que, mas Remo fizera isso por minha causa. Já passava da meia-noite quando ouvi minha porta se abrir. Eu não conseguia dormir, minha mente zumbindo com pensamentos. Deitada de lado, observei a figura alta entrar. Eu sabia que era Remo pelo jeito que ele se movia, por sua alta estatura, e seu cabelo preto bagunçado. — Você está acordada, — disse ele em voz baixa. — Você queria me ver dormir? Ele se aproximou. Seu rosto estava nas sombras e meu pulso acelerou. Ele afundou na beira da cama e eu rolei de costas. — Não, — ele disse em um tom estranho. — Eu prefiro você acordada. Ele se inclinou sobre mim, um dos braços apoiados ao lado do meu quadril. — O que você quer? — Eu murmurei. — Eu quero que você vá embora. Meus olhos se arregalaram. — Então me deixe ir. — Eu temo que não seja tão fácil. — Ele se abaixou e, em seguida, sua palma tocou minha barriga e deslizou para baixo. Prendi a respiração, me transformando em uma mistura de choque e antecipação. Ele me espalmou através das cobertas e minhas roupas. O toque era leve, quase questionador, e eu estava completamente congelada. Meu centro formigou e isso, mais do que o toque de Remo, enviou uma feroz pontada de medo através de mim. Eu queria que ele me tocasse sem uma barreira entre nós, queria provar algo totalmente proibido, algo que eu não estava autorizada a querer. Nenhum de nós disse nada. Eu sabia o que me paralisava, mas o que continha Remo? Ele exalou devagar e se levantou. Sem outra palavra, ele desapareceu. Bom Deus, o que estava acontecendo? Com ele. Comigo. Com nós dois. Aquela visita no meio da noite parecia ter feito algo para Remo, porque ele voltou à nossa rotina anterior de me levar para correr e passear pelos jardins. Eu não tinha certeza se deveria estar aliviada ou preocupada. Quase senti falta de nossas discussões diárias porque ele me levou a sério e ficou estranhamente e******o com meus retornos. Ele não queria que eu fosse a dama contida. Longe disso. Remo prosperou no caos e no conflito. Sua presença me deixava sem fôlego e oprimida. Eu olhei de canto para Remo enquanto ele caminhava ao meu lado em silêncio. Sua expressão era dura, seus olhos negros severos. Eu parei e depois de um momento ele também. Ele estreitou os olhos. — Por que você realmente deixou Samuel ir? Eu quero a verdade. Remo olhou para mim. — Eu acho que você está esquecendo o que é. Eu não te devo a verdade. Nem te devo essas p***a de passeios pelos jardins. Você é minha prisioneira, Serafina. Serafina? — Que tal 'Angel'? — Eu retruquei. Remo segurou meus braços. — Cuidado. Acho que lidar com você com luvas de pelica lhe deu uma ideia errada. — Eu acho que tenho exatamente a ideia certa. Os dedos de Remo apertaram. Eu levantei minhas mãos e as pressionei contra o peito dele. Os músculos se flexionaram sob o meu toque. Remo baixou o olhar para as minhas mãos e, em seguida, voltou a olhar para cima. A expressão em seu rosto queimou uma trilha feroz pelo meu corpo. Fúria e desejo. Remo me puxou contra ele, tirando o meu fôlego. Uma mão segurou meu pescoço e sua boca pressionou contra minha orelha. — Eu não me lembro de você me afastando quando toquei sua b****a algumas noites atrás, Angel, — ele rosnou. A vergonha tomou conta de mim da memória, mas pior, muito pior... desejo. — Todo dia você me quer um pouco mais. Eu posso ver em seus olhos, posso ver a luta neles. Você não tem permissão para me ter como eu não tenho permissão para tê-la. — Você é Remo Falcone. Você é o Capo. Você governa o oeste. Quem poderia impedi-lo de me ter? — Murmurei. Meu Deus. O que havia de errado comigo? Seus dedos se moveram em meu pescoço, soltando-me, e ele recuou para encontrar meu olhar, e eu desejei que não tivesse, porque a ferocidade em seus olhos era como o primeiro suspiro de ar depois de prender a respiração por muito tempo. — A única força nesta terra que pode me parar é você. Você é a única a quem eu permitiria fazer isso — disse ele em uma voz sombria. Ele me beijou, deslizando seus lábios sobre os meus. — Quanto mais você vai? Eu queria aprofundar o beijo. Meus dedos tremiam contra o peito de Remo. Queria desviar o olhar de seus olhos escuros e, ao mesmo tempo, queria me afogar em seu poder. Queria muitas coisas quando ele estava por perto. Coisas que eu sempre seria proibida de querer. Um homem de crueldade incomparável. Meu captor. Meu inimigo. Eu tropecei para trás, ofegando. — Você quer fugir de novo? — A diversão sombria em sua voz não era tão convincente como normalmente. Ele parecia tenso. Eu não queria fugir, e esse era o problema porque deveria querer fugir do desejo. Eu dei outro passo para trás. Remo sorriu sombriamente. — Eu não acho que já vi você com tanto medo de mim como está agora. Apavorada. Eu estava completamente aterrorizada. Me virei e corri de volta para a mansão. No terraço, colidi com Kiara e tivemos que nos agarrar para manter o equilíbrio. Meus olhos encontraram os de Nino - ele estava de pé atrás dela como sempre - e por um momento tive certeza de que ele me atacaria, mas Kiara se afastou de mim. — Ei, você está bem? — Ela perguntou, tocando meu braço, parecendo preocupada. Eu balancei a cabeça bruscamente. — Tem certeza disso? Remo fez alguma coisa? Foi ele? Ou eu? As linhas estavam ficando embaçadas. Remo estava certo. A cada dia que eu ficava aqui as coisas se complicavam. O cativeiro me quebrou, só que não da maneira que eu pensava. O olhar de Nino passou por nós. Eu sabia quem ele estava procurando. — Não, — eu sussurrei em resposta à sua pergunta. Kiara franziu a testa. — Vamos. Vamos entrar. — Kiara, — Nino advertiu. — Não, — ela disse com firmeza. — Isso está ficando ridículo. Serafina não vai me machucar. Ela pegou minha mão e me levou para dentro, onde me empurrou para o sofá. Remo e Nino ficaram do lado de fora. Eu podia ouvir o estrondo baixo de suas vozes. Soou como se eles estivessem discutindo. Kiara me entregou um copo de água e sentou ao meu lado. — É por causa do seu irmão? Nino disse que eles permitiram que ele voltasse para a Outfit. Isso é bom, não é? Eu assenti. Isso era. Meu irmão. Minha família. A Outfit. Meu noivo. Eu devia a todos eles lealdade. Eu lhes devia resistência e uma luta. — Serafina? — Kiara tocou minha coxa. Encontrei seu olhar compassivo e toquei sua mão. — Estou me perdendo. Seus olhos se arregalaram e depois voaram para as janelas francesas. — Você sabe, estava completamente apavorada com Remo no começo. Mas eu vi lados dele que me fizeram perceber que ele é mais do que brutalidade e crueldade. — Remo é o homem mais c***l que conheço. Ele está além da redenção. Ela sorriu tristemente. — Talvez ele só precise de alguém que lhe mostre o caminho para a redenção. Eu ri duramente. — Espero que você não pense que serei eu. O único caminho que mostrarei a ele é o caminho para o inferno. Eu o odeio. Kiara apertou minha coxa, mas não disse nada. Fiquei aliviada quando Nino me levou para o meu quarto, não Remo. Eu tracei a linha do corte curado no meu antebraço, desejando que ainda estivesse fresco, desejando que Remo me machucasse novamente. Mais do que isso, gostaria de não precisar desse tipo de lembrete do porque Remo Falcone estava além da redenção. Eu não deveria precisar lembrar. No dia seguinte, Remo e eu fizemos nossa corrida mais longa até agora, apesar do sol excepcionalmente quente do final de agosto. Parecia que nós dois precisávamos aliviar a energia reprimida. Nós m*l nos falamos. Eu tentei manter minha mente em branco, tentei não pensar na minha família que estava sofrendo porque Remo se recusou a fazer uma nova exigência. A culpa tornava-se mais difícil de suportar todos os dias. A culpa por não sofrer do jeito que eu deveria. Meus olhos registraram uma sombra acima de nossas cabeças. Um grande pássaro de rapina preto e branco com uma cabeça vermelha. — Olha, — eu ofeguei. — Lá está seu animal espiritual. Um abutre. Remo parou e riu. Uma risada real. Não sombria, provocante ou c***l. — É bom saber que você me acha tão repulsivo. Eu desejei. Ele pegou uma garrafa de água da pequena mochila e me entregou. Deus, como eu desejei achar o corpo de Remo repulsivo. Tomei um gole de água e entreguei a garrafa de volta. — Quando você vai pedir ao meu tio por Rocco Scuderi? — Eu perguntei para me distrair e a ele. A expressão de Remo endureceu, seus olhos voltaram para o céu. — Os abutres esperam que sua presa caia morta. Eu acho que a Outfit está quase lá. — Você não pode ganhar este jogo. No momento em que você me devolver, a Outfit se levantará e contra-atacará. Uma interminável espiral de violência começará. — Por que você diz isso, Angel? Você não quer ser devolvida? Danilo está ansioso para se casar e dormir com você. Segui o voo do grande pássaro, imaginando como seria se sentir livre daquele jeito. Um casamento com Danilo parecia tão irreal nesse momento, tão distante, quando já estive a menos de quarenta minutos de casar com ele. Aquela garota do lindo vestido de noiva branco, ela parecia uma estranha todos os dias. Meus olhos foram atraídos para a minha mão, mas o anel não estava lá. Pela primeira vez desde meu noivado com Danilo, esqueci-me de colocar o anel pela manhã. — Um mês, — Remo lembrou enquanto me guiava através do jardim. Levei um momento para entender o que ele queria dizer. — Desde que você me capturou, — eu disse baixinho. Um mês. Às vezes, parecia muito mais tempo, outras vezes, como ontem. Eu nunca pensei que sobreviveria a um único dia nas mãos da Camorra, nas mãos de Remo Falcone, e agora havia sobrevivido a muitos outros. Remo era mais paciente do que eu pensava. Eu tinha quase certeza de que minha família e a Outfit estavam a ponto de entregar Scuderi, mesmo que meu avô desaprovasse. Ele era um homem velho a beira da morte. Olhei para os meus pés descalços na grama. Quando criança, adorava andar descalça, mas acabei parando porque me disseram que era indigno. Princesa do gelo. Eu gostava de ser ela em público, mesmo que ela não fosse um reflexo do meu verdadeiro eu. Era quem eu deveria ser como sobrinha de Dante, como esposa de Danilo. Controlada. Digna. Graciosa. Eu peguei Remo me observando. Sem controle. Emoção desenfreada. Paixão furiosa. Um mês. Eu desviei meus olhos. Remo me levou para mais perto da mansão. — Eu quero saber o que está acontecendo na sua cabeça, — disse Remo. Eu estava feliz que ele não pudesse. — Talvez eu lhe diga se você me disser o que está acontecendo na sua. Remo parou. — Agora estou imaginando como seria enterrar meu rosto entre suas pernas, Angel. Eu congelei. Remo obviamente gostou do meu choque se o sorriso dele fosse uma indicação. Eu não tive a chance de responder por que um gemido baixo soou acima de nós. Meus olhos correram para a janela aberta, minhas sobrancelhas se juntando. Remo se moveu atrás de mim, ficando muito perto e inclinando-se ligeiramente para frente para que seu rosto ficasse ao lado do meu. Ele acenou para a janela. — Aquele é o quarto de Nino e Kiara. Uma mulher gemeu de novo, um som descontrolado e abandonado cheio de prazer. Eu dei um passo para trás, mas esbarrei em Remo, que não se mexeu. — Esse é o som que uma mulher faz quando um homem a devora. — Você é nojento, — eu gritei, tentando fugir, mas os braços de Remo me envolveram por trás, mantendo-me no lugar. — Por favor, — Kiara ofegou. — Por favor, mais. — Você quer saber por que eu sei que Nino está atualmente lambendo a b****a dela? É porque você não o ouve. Seu rosto está enterrado nela. Os gemidos de Kiara ficaram mais altos, desesperados, e então ela gritou. Eu queria estar enojada, mas meu corpo reagiu ouvindo esses sons. Calor reunindo entre minhas pernas. — Você já fez esse som, Angel? — Ele murmurou. — Não, você não fez. Mas não se pergunta como seria se sentir sobrecarregada com tanto prazer para forçar esse tipo de gemido de seus lábios? Eu parei de lutar, mas Remo não soltou seu abraço em mim. Seu peito firme, quente e forte, ainda pressionado contra minhas costas. — Uma língua entre suas coxas, lambendo, sugando. Você não quer saber como isso se sentiria? Eu pressionei meus lábios, mas não pude fazer nada sobre o fio de umidade entre minhas coxas. Acima de nós, novos gemidos ecoavam. Kiara, seguidos por grunhidos mais profundos e mais contidos. — Você é uma mulher adulta e, no entanto, nunca gozou tão duro a ponto de se perder. Você nunca teve um homem enterrado entre suas coxas, comendo-a. — A boca de Remo tocou minha orelha. Então sua língua deslizou ao longo da borda externa até alcançar meu lóbulo. Ele o circulou, em seguida, puxou-o entre os lábios e chupou levemente, e eu senti todo o caminho entre as minhas pernas. Ele soltou meu lóbulo da orelha e exalou. Algo duro cavou na parte inferior das minhas costas. Eu deveria ter recuado em desgosto, mas estava totalmente congelada. — Você está molhada, Serafina? Molhada para mim? — Remo sussurrou no meu ouvido, e um pequeno arrepio passou pelo meu corpo traidor ao ouvir sua voz. — Eu nunca vou me curvar à sua vontade, Remo, — eu sussurrei duramente. — Quem disse que eu quero que você se curve, Angel? Eu quero que você me dê livremente porque quer, porque escolheu. Você já escolheu alguma coisa só porque queria? Ignorando as consequências? Sem considerar o que é esperado de você? Toda a sua vida você se curvou à vontade de seus pais, de seu tio, à vontade da Outfit e, uma vez que eu a liberte, se curvará a vontade de Danilo. Eu odiava Remo, o odiava por fazer sentido, o odiava por ficar sob a minha pele. E me odiei por deixá-lo. — Um dia você vai perceber que nunca esteve mais livre do que durante seu tempo comigo. O que quer que você faça, ninguém da Outfit saberá, e mesmo que eles descubram, não vão culpá-la, Angel. Fechei meus olhos, tentando ignorar quão bom o corpo de Remo estava contra o meu, tentando bloquear os gemidos aumentando de forma crescente, mas meu centro palpitante era difícil de esquecer. Os braços de Remo em volta de mim mudaram até o polegar roçar a parte de baixo do meu seio. Eu parei, mas não o afastei, não pronunciei uma palavra de protesto. Sua boca encontrou minha garganta, mordiscando, lambendo, mordendo, e sua mão escorregou debaixo da minha camisa. As pontas dos dedos ásperos deslizaram sobre a minha pele, mais e mais alto até chegarem ao meu mamilo através da renda do meu sutiã. Meus lábios se separaram da sensação. — Você não vai me mandar parar? — Remo murmurou no meu ouvido antes de sua língua arrastar uma trilha molhada pela minha garganta. Sua mão livre segurou meu rosto e o torceu para que ele pudesse agredir minha boca com um beijo exigente. Sua língua lambeu cada f***a da minha boca, saboreando, consumindo, possuindo meus lábios. — É melhor você me mandar parar, Angel, porque se eu não parar agora, temo que não vá parar de jeito nenhum. Eu m*l escutei as palavras dele, muito apanhada na sensação que seus dedos no meu mamilo criaram, muito sobrecarregada pelos gemidos que soavam acima de nós. Remo soltou meu rosto e mamilo, segurou meus quadris em um aperto contundente e ficou de joelhos. Olhando por cima do meu ombro, o choque tomou conta de mim ao ver o Capo se ajoelhando diante de mim. Ele empurrou a minha saia e mordeu minha nádega, em seguida, deslizou sua língua sobre o local. Sua palma segurou minha outra nádega, firme, amassando possessivamente antes de deslizar para cima e enfiar os dedos sob a tira da minha calcinha. Ele puxou com força e o tecido encharcado pressionou contra o meu centro e c******s. Eu ofeguei em surpresa e prazer. Remo riu contra a minha b***a, em seguida, circulou sua língua sobre a pele macia enquanto seus dedos continuavam puxando minha calcinha. Como isso pode ser tão bom, tão irresistivelmente perfeito? Como a sensação de tecido esfregando contra a minha pele sensível me derrubava daquele jeito? Remo puxou com mais força e eu arqueei, mordendo meu lábio para manter os sons abafados. Ele chupou a pele da minha nádega em sua boca enquanto dava a minha calcinha alguns puxões duros. Ondas de calor e formigamento se espalharam do meu centro para todas as terminações nervosas do meu corpo. Eu estava chegando perto de algo impossível, maravilhoso, alucinante. Algo que eu nunca senti, nem perto. Então Remo baixou a mão e soltou minha pele da boca. Eu tive que segurar um som de protesto. Agarrando meus quadris, Remo me virou. Eu olhei para ele. Ele ajoelhado diante de mim, seus olhos escuros e possessivos, um sorriso perigoso brincando em torno de seus lábios. Mesmo ajoelhado aos meus pés, Remo esvaia domínio, controle, poder. Olhando para ele eu ainda me sentia como a que ele colocou de joelhos. Eu estreitei meus olhos, querendo me afastar dele. Longe de sua violência e escuridão que pareciam me atrair como uma corrente. Como se ele pudesse sentir a minha resistência, Remo aumentou seu aperto nos meus quadris e se inclinou para frente, pressionando um beijo suave na minha calcinha branca, bem em cima do meu nó latejante. Minha mão voou para frente, segurando seus ombros musculosos para me equilibrar. Seus olhos me perfuraram até o âmago com sua intensidade quando ele inclinou sua bochecha áspera contra a minha coxa, sua boca perto do meu centro. — Eu posso sentir o cheiro de sua excitação, Angel, — disse ele em uma voz crua que viajou pelo meu corpo como um choque elétrico. Enquanto eu observava, ele sorriu, abriu a boca, mostrou a língua e traçou o pequeno vale onde minha calcinha se agarrava às minhas dobras. Eu comecei a tremer. — Você vai me deixar puxar sua calcinha e provar sua b****a? Eu não disse nada. Nem sim, mas pior. Pior... eu não disse não. Porque eu não queria. Eu queria Remo, nunca quis nada mais. REMO Serafina olhou para mim com ódio, mas não lutou quando enfiei meus dedos no cós de sua calcinha. Eu esperei alguns segundos, saboreando seu silêncio, banhando-me em sua rendição. Eu puxei sua calcinha. Ela estremeceu, mas levantou os pés para que eu pudesse tirála. Eu empurrei sua saia para cima. — Segure, Angel. Seus dedos elegantes enrolaram em torno da bainha de sua saia, e ela apertou-a contra o estômago liso. Eu estava no nível dos olhos com sua b****a. O cabelo aparado acima de seu c******s brilhava com seus sucos, e seus lábios estavam inchados de excitação. Eu me inclinei para frente, respirando seu perfume inebriante. Antes de sequestrar Serafina, eu tinha imaginado diferentes cenários de como iria conquistá-la, quebrá-la, mas esse não estava entre eles. Eu tive que admitir que gostei imensamente. Eu corri minhas palmas ásperas até suas coxas lisas. Ela tremia, mas não de medo, e porra... com Serafina .
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