Cidade nova

3277 Words
Eu me lembro exatamente das sensações de ver aquela primeira mensagem dele em meu direct. A primeira delas foi o medo.  Ele me respondeu! Ele me respondeu! A segunda delas foi a mais surreal: Ele quer saber mais sobre mim. E por último: O desespero.  Eu me sentia outra pessoa conversando com o Dylan. Era como se eu soubesse quem eu era, mas naquele perfil, eu me tornasse outro personagem. Algo parecido com aqueles filmes americanos. O fato de eu me sentir em outra pele, não eliminava o medo de ser descoberto pelo Dylan. Eu já até imaginava a cena: Ele descobrindo quem eu era e no outro dia aparecendo nos jornais. “Garoto morre espancado pelo capitão do time de basquete.” Até que eu me excitava com essas coisas. Acho que eu nunca pensei em usar um perfil fake para falar com outra pessoa. Não que eu me sentisse corajoso o suficiente para ir nada cara dura e falar o que eu pensava com todos que eu me sentisse a vontade. Não ao ponto de me sentir no direito de criar uma conta fake para descobrir mais sobre ela. Foi por causa dessa “Stalkeada” no perfil do Dylan que eu estava na minha situação atual. Ai meu Deus! Será que eu sou um espião?  Não mesmo. Estou longe de ser um espião. Na verdade, que eu mantinha era uma imensa curiosidade em saber tudo que acontecia ao meu redor. A minha vida era algo bem sem aventuras. Talvez por esse motivo, tudo tenha começado. Eu sentia uma enorme vontade de me aventurar. Queria algo que não fosse proibido, mas que de certa forma despertasse a minha curiosidade. E foi aí que tudo começou a se transformar em uma embaraçosa história.  Eu estava prestes a cursar o terceiro ano do ensino médio. Com dezessete anos, eu continuava com a cara idêntica. Tirando o fato de algumas espinhas mais visíveis, o único fato que mudou nesses últimos tempos foi a mudança de cidade. Por conta do trabalho do meu pai, tivemos que nos mudar para Greenville. É uma cidade localizada no estado norte-americano da Carolina do Sul, no Condado de Greenville. A cidade era legal. Possuía um pouco mais de 70 mil habitantes. Seu clima é quente e temperado. Pelo que li sobre ela antes de vir. Aqui chovia bastante ao longo do ano. E mesmo no mês mais seco ainda chovia. O que era bom, pois eu adorava o clima frio. Resolvemos nos mudar às pressas para podermos conciliar o calendário escolar, e também para poder dar inicio aos trabalhos na filial da empresa em que meu pai trabalhava. Logo que cheguei à cidade, percebi que não tinha muita coisa de diferente da cidade em que eu morava no Brasil. Carteiros entregavam as correspondências, telefones tocavam, os cachorros da vizinhança latiam insistentemente, a tv pela manhã ainda era uma porcaria. Querendo ou não, as coisas haviam mudado, embora eu nunca tenha descoberto exatamente quais foram essas mudanças, eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma de novo. A manhã em que percebi que alguma coisa estava fora de ordem começou como qualquer outra manhã, com a exceção de que Charlie, meu pai, já não estava em casa. Resolvi sair para conhecer a nova vizinhança. Era uma localidade bonita, casas grandes, com garagens, pessoas bonitas, rua calma. Talvez fosse por conta do horário. Continuei por ali, até que encontrei uma praça, dessas que você encontra aquelas paradas de ginásticas e tal. Fiquei ali, sentado admirando a paisagem. poucos instantes depois, avistei um garoto andando de skate. Era um garoto aparentemente bonito, cabelos pretos arrepiados, músculos por todo o corpo. Mesmo sendo um garoto, ele possuía um corpo de dar inveja. Estava sem camisa, usava apenas uma bermuda preta daquelas que se jogam futebol, e uma cueca azul que estava aparecendo. Era um garoto “clichê”, com exceção do seu olhar duro.  O que esse cara tá fazendo nesse frio sem camisa?  Acho que ele havia percebido que eu não parava de babar em suas manobras no skate. Me toquei do que estava fazendo e parei de olhar. Mas eu sabia que ele estava gostando de se exibir para mim. Afinal, eu era a sua plateia naquele momento. Mas tudo resumiu apenas a isso. Resolvi voltar para casa. O tempo estava relativamente frio. Meu pai certamente já deveria estar em casa. De fato, ele havia chegado. Assim que cheguei, fui pressionado pelo meu pai, enchendo-me de perguntas das quais nem eu mesmo estava disposto a respondê-las. Mas eu o entendia. Estava preocupado com seu único filho. Como se não bastasse ser o seu único filho, ainda tinha que lidar com o fato de que eu não tinha mãe. Na verdade eu tinha, só não sabia de quem se tratava. Meu pai me criou sozinho desde recém-nascido. Segundo ele, somos uma “família privilegiada”. Fugimos do padrão estipulado pela sociedade de pai, mãe e filhos. Mas no fundo, eu sabia que aquilo era apenas um pretexto para esconder a embaraçosa história de amor entre ele e a minha mãe. Eu nunca me peguei questionando o real motivo de o meu pai ter me criado sozinho, mas de uma coisa eu sabia: Ele sempre fazia de tudo para me dar tudo de melhor que existisse nesse mundo. Fato esse que estamos em uma nova cidade. Eu e meu pai morávamos em São Paulo. Ele trabalhava numa grande empresa que fabrica tecidos automotivos. Ao longo dos seus dez anos de empresa, ele foi construindo seu nome. Começou como estagiário, depois subiu para o cargo de assistente Administrativo, Logo após ocupou o cargo de chefe administrativo, então ele recebeu uma proposta do chefe dele para se transferir para a matriz em Greenville. Depois de conversar comigo, ele resolveu aceitar a proposta. Ele era um exemplo de pai e mãe ao mesmo tempo. Eu não tinha do que reclamar. — Onde o senhor estava, Nathan?  O encarei sorrindo. — Isso é uma é pergunta de preocupação de pai ou curiosidade?  Meu pai me encarou por alguns segundos, enquanto formulava uma frase. — Acredito que como seu pai, devo saber cada passo que você dá. Mas foi uma pergunta de curiosidade. — Respondeu-me sorrindo. — Ufa! Pensei que teria que dá satisfação para o senhor.  — Não pense que pode sair por aí sem me dar satisfação. Estamos numa cidade nova. E apesar de ter sido muito bem escolhida por conta de toda segurança e infraestrutura, ainda sinto que você deve tomar cuidado.  — Tudo bem pai. Vou tomar cuidado. — Falei indo até a cozinha terminar de arrumar as coisas que faltavam serem colocadas nos armários.  Estávamos na cidade há exatos quatro dias. Meu pai esteve ocupado com as questões da empresa, mas ele havia pensado em cada detalhe da nossa vinda para cá. Já tinha conversado com inúmeros corretores de imóveis, que trataram de escolher uma casa próximo à empresa, e também com um belo preço. E durante esses meses de negociações, ele sempre me perguntou sobre cada detalhe das casas. Algumas foram tão exageradas que eu chegava a pensar no que faria com uma casa daquele tamanho. Estilo mansão de novelas. Depois de tanto procurar, fomos apresentadas a nossa atual casa.  Era uma casa espaçosa. A casa possuía dois andares. Sendo o térreo: A cozinha, banheiro, uma sala de jantar, uma sala de estar, na parte de fora um pequeno jardim, uma garagem e um galpão. Já no segundo andar, tinham mais três quartos, sendo duas suítes e um de hóspedes e outro banheiro. Resumindo: Era uma bela casa. Modéstia, mas super aconchegante. Como tínhamos pouco tempo nela, precisávamos colocar cada coisa em seu devido lugar. E era isso que estávamos fazendo, até que meu pai me interrompeu. — Filho, está ansioso para seu novo colégio?  — Sinceramente? Estou com medo. — Meu pai me encarou assustado. — Qual o seu medo?  — Ah, pai. Você sabe! Colégio novo, pessoas novas. Sempre bate aquele medo. Aquele velho frio na barriga. Eu não sei como é a cultura daqui, mas não posso negar, estou com medo.  — Olha, filho. Eu sei o quanto tudo isso é novo pra nós dois, mas acredito que você vai se sair bem. Não escolhi esse colégio em vão. É o melhor colégio da cidade. Espero que você possa desfrutar de todo o conforto dela. É por isso que estamos aqui. Tudo é por você.  Meu pai era um homem incrível. Era surreal a forma como ele colocava cada palavra em uma frase, e tudo isso vinha como um toque de amor envolvido. — Você tem razão! Vai dar tudo certo.  Terminamos de arrumar toda a cozinha, sala de estar e de jantar. Restavam apenas cuidar dos quartos no segundo andar. Isso eu faria amanhã. Meu pai tratou de ligar para o serviço de entrega de comida e pediu comida japonesa. Eu amava comida japonesa. A comida chegou rapidinho. Foi o tempo de tomar banho e colocar uma roupa mais simples. E lá estávamos nós dois na casa nova. Jantando uma comida maravilhosa. Tudo estava indo perfeitamente como combinado. Logo após jantarmos, ficamos assistindo TV. O sono foi chegando aos poucos. Como eu iria acordar cedo, resolvi me despedir do “coroa”.  — Acho que vou indo. Amanhã vou acordar cedo. —Falei bocejando. — Tudo bem, filho. Não se esqueça de colocar o alarme para tocar. — Disse beijando a minha testa.  — Tudo bem, pai. Boa noite!  — Boa noite, meu filho.  Fui para o quarto e dei uma bela olhada em toda a bagunça que estava em meu quarto. Mas só daria um jeito nele amanhã. Coloquei o celular para despertar e me deitei na cama. Fiquei admirando o teto. Era uma espécie de terapia do sono. Aos poucos fui fechando os olhos, mas a lembrança de que amanhã seria um dia interessante, era eminente. Ouço batidas na porta. — Filho! Uma voz ecoava do outro lado da porta. — Nathan, está na hora de levantar! Reviro-me na cama a procura do meu celular. Ligo a tela e fico observando a mesma. Coço os olhos na tentativa de livrar-me da visão embaçada. Observo novamente a tela sem acreditar. — Pai! — Grito. — O senhor sabe que horas são? — Perguntei esperando uma resposta plausível para não me irritar.  — Me deixa ver. — São exatos 05h30min. — Respondeu. — Exato! São 05h30min. — Falei levantando-me da cama e abrindo a porta. — Isso é hora de me acordar?  Meu pai coçou a cabeça. — Eu não quero que você se atrase no primeiro dia de aula.   — Tudo bem, pai. — Falei dando-lhe um beijo em sua testa.  — Vou preparar seu café e te espero lá embaixo. — Disse fechando a porta. Aff! Só meu pai para me fazer acordar a essa hora da manhã. Nesse frio!  Corri para o banheiro e tomei um banho quente. Eu estava ansioso para ir ao colégio, mas também estava receoso. Tudo era novo ali. Às 06h00min eu já estava arrumado. Me olhei no espelho e admirei aquela figura refletida. Eu era um garoto simpático. Me achava um pouco magro. Meus um metro e setenta e cinco de altura parecia me deixar mais magro do que o normal. Porém, eram apenas neuras minhas. Na verdade, eu sempre tive esses tipos de neuras com a minha altura e peso. Até mesmo com a cor dos meus cabelos eu implicava. Meus amigos de São Paulo me falavam que eu era um garoto charmoso. Que eu faria sucesso em qualquer lugar, mas eu não dava muita bola. Achava um exagero da parte deles. Eu adorava os castanhos dos meus olhos, puxou ao meu pai. Creio que o cabelo também puxou ao dele, pois era um castanho quase que puxado para o preto. Meu corte de cabelo era...me dei conta de que meu cabelo não tinha um corte. Estava grande. De repente meu celular começou a tocar. Olhei pelo espelho e o vi com a tela ligada. Era o alarme. Era pra eu estar acordando agora.  Fui até a cama e o desliguei. Desci as escadas e lá estava meu pai colocando o café sobre a mesa. — Agora sim. Bom dia, pai. — Falei sentando-me a mesa. — Bom dia, filho.  Meu pai sentou-se a mesa e me serviu um delicioso café, acompanhado de pão com queijo e presunto. Nada de torradas, geleias de morango, ou algo parecido. Eu odiava tudo isso. Tomamos o café juntos, e logo após o primeiro gole, meu pai começou novamente com as suas perguntas. — Preparado para o seu primeiro dia de aula? — Sim! — Menti.  — Isso aí! — Meu pai estava mais entusiasmado do que eu.  Primeiro dia de aula é algo que você ou se dá muito bem ou muito m*l. Não era qualquer dia. Era um dia diferente. Sabe aquele misto de sensações que a gente só sente nesse dia? Pois é, eu estava sentindo, mas só que em dobro. Logo após o café, retiramos a mesa e meu pai pegou seu material de trabalho. — Filho, a comida está feita. Chegando do colégio é só esquentar. Eu só chegarei à noite. Tome cuidado. Quando chegar em casa quero que me avise. — Tudo bem, pai. — Falei subindo as escadas para pegar a mochila. Na volta, meu pai estava na porta parado. — Aconteceu alguma coisa? — Perguntei sem entender o que ele queria parado na porta. — Não vai querer que eu te leve até o colégio?  — Não, pai. Olha só o meu tamanho. Além do mais, eu irei andando, o colégio fica há duas quadras daqui. É bom que eu já conheço o caminho. — Tudo bem! Se cuida. Qualquer coisa, me liga.  — Okay!  Ele se foi. Olhei para o relógio, 06h40min. Estava quase que atrasado, as aulas começariam às 07h00min. Fui caminhando para o colégio. Precisava andar um pouco mais rápido. Ao longo do caminho, percebi que todos estavam contentes com o inicio das aulas. Fui cruzando a esquina, e me aproximando do que seria o meu novo colégio. Era notório que o colégio era enorme. Logo em sua entrada, era possível ver um monumento com o nome do colégio “Greenville East High School”. O campus era enorme. Muitas árvores, alguns bancos, muitos alunos já estavam no campus, O prédio escolar possuía três andares, Fui observando cada detalhe, de fato, meu pai havia feito uma bela escolha. Quando eu me aproximei um pouco mais, Notei que eles estavam entregando um folheto que continham informações sobre as dependências do colégio, existia uma quadra, refeitório, auditório, biblioteca, além de outro espaço verde interno, Além disso, percebi que tinha muita gente bonita também. Confesso que estava meio perdido com todos aqueles adolescentes rindo, alguns estavam como eu, tímidos, Mas uma boa parte estava acompanhadas de grupinhos isolados. Já entre os corredores do colégio, eu tentava encontrar numa imensidão de alunos que passavam de um lado para o outro, a minha sala, Mas eu nem sabia por onde começar, Visto que eu nem sabia onde ficavam as salas do terceiro ano, Até que uma garota percebeu o meu embaraço e aproximou-se de mim. — Olá, está perdido? — Diz, a loira com os olhos firmes me encarando. — Olá, estou sim... — Falei, tímido.  — Para onde você quer ir?  — Gostaria de ir até o corredor do terceiro ano. — Falei, encarando-a. Ela sorri. — Falei algo de errado? — Perguntei, sem entender o motivo do sorriso. —Não. Me desculpe! — Disse, a loira passando a mão sobre seu cabelo. — Acontece que aqui no nosso colégio não existe “corredor do terceiro ano”, Aqui existem as salas fixas dos professores, e somos nós quem mudamos de sala.  — Entendi. — Vamos até o mural ali próximo ao refeitório, É lá que se encontram os nomes dos alunos e suas respectivas turmas.   —Tudo bem! — Falei enquanto andávamos entre os corredores. O que eu percebi nesse caminho, é que todos olhavam para nós dois, Ou melhor, Para a loira que estava ao meu lado, Aparentemente todos a conheciam. — Você não é novata aqui, é? — Perguntei. — Não. Esse já é o meu terceiro ano no colégio. — Disse, sorrindo. Chegamos ao mural, procurei pela letra “N”, Quando o encontrei, Percebi que não existiam outros “Nathan”, Isso era algo bom.  “Nathan Winchester, 3M21” — Olha ali meu nome. — Falei, apontando para a folha que constava meu nome. — Hum... ”Nathan”, Belíssimo nome. — Disse, a loira me encarando.  — Muito obrigado! —Falei meio sem graça. —E qual o seu nome? — Meu nome é Laura Ferioli. — Nossa! Que nome lindo! — Muito obrigada! —Disse, desviando seu olhar de mim e olhando para o mural. — Olha ali a minha turma. —Disse, apontando para o mural. “Laura Ferioli, 3M20” — Que pena. Caímos em turmas diferentes. — Falei. — É uma pena mesmo. Mas sempre iremos nos encontrar nos corredores. Afinal, toda hora teremos que mudar de sala. — Disse, com o celular nas mãos.  Concordei. Não demorou muito e o sinal tocou. Fomos para o terceiro andar, eram lá que iriam ficar as turmas do terceiro ano, Pelo menos no primeiro dia de aula. Fomos andando pelos corredores e acompanhando todo o movimento dos alunos, Chegamos ao terceiro andar e fomos para as últimas salas do corredor, Nos despedimos e marcamos de nos encontrarmos no intervalo, trocamos contatos e cada um foi para a sua respectiva sala. Olhei para a porta e exibia um cartaz: “3M21”. Assim que bati na porta, um homem alto, aparentava uns quarenta anos, abriu a porta.  — Posso ajuda-lo? — Perguntou-me. — É aqui a sala da turma 3M21? — É sim. O senhor é dessa turma?  — Sou. — Pode entrar! — Disse o homem alto, abrindo a porta para que eu entrasse. Assim que entrei, Notei que a sala estava completamente cheia, Restavam apenas algumas cadeiras no fundo da sala, O que não me restou opção. Sobre os olhares de todos da sala, fui passando entre as fileiras, Eu estava envergonhado, Todo o caminho até o fundo da sala foi feito em segundos, Não olhei para nada a não ser o chão, E quando finalmente eu cheguei até o fundo, sentei-me na última cadeira do canto esquerdo. Quando respirei fundo, resolvi encarar todos da sala, e para a minha surpresa ninguém mais me encarava, O homem alto voltou a falar. — Como eu estava falando, eu me chamo Mathew, Serei o professor de vocês de Pré-cálculo. Então, esse ano vocês irão me ver bastante. — Disse, sorrindo. Quando o professor olhou para a minha direção, Senti que ele iria falar alguma coisa, ele foi interrompido por batidas na porta. Ufa! Voltei minha concentração para a mochila, estava retirando o caderno, quando notei que o professor Mathew falava com alguém com certa i********e. — Espero que esse ano você estude, Dylan.  — Vou estudar sim, professor. — Respondeu a outra pessoa. Todos da sala riram. Não tinha prestado atenção em nada, Mas como a sala toda estava entretida com o diálogo, Resolvi me entreter também. Quando levantei meus olhos, percebi que a outra pessoa que estava conversando com o professor, era o garoto da pracinha que estava sem camisa andando de skate, Meu coração congelou. Quando me dei conta, estava encarando o garoto e ele fazia o mesmo.
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