Narrado por Kevão Tava sentado ainda. A Glock na mesa. A cabeça fervendo. O gosto amargo da Vanessinha ainda no ar, mas o pensamento… longe. Nela. Na Rebeca. ** O barulho estalou na porta. Correria. Passo apressado. A porta abriu sem cerimônia. — “Patrão!” — o moleque gritou, esbaforido, quase tropeçando na entrada. Levantei devagar o olhar. Olho gelado. — “Que p***a é essa, moleque? Aprende a bater antes de entrar.” Ele respirava fundo, tremendo. — “Desculpa, patrão… mas… mas é coisa séria…” Cruzei os braços, lento. — “Fala logo antes que tu morra de nervoso aí mesmo.” O moleque engoliu seco. — “Eu… eu tava lá na rua de baixo… perto do salão onde as mina se juntam…” Meu olhar afiou na hora. Ele continuou rápido: — “Eu ouvi, patrão… ouvi a Vanessinha falando pras am

