capítulo 68

912 Words

NARRADO POR REBECA A voz dela subiu de novo. — “Minha filha é uma vergonha! Fica querendo rebolar no meio da rua feito as piranhas que dançam nesse morro! Se acha porque uma mulher gorda veio encher a cabeça dela de besteira!” Meu sangue ferveu de um jeito que fez minha mão tremer. Fechei os olhos por um segundo. Mas quando abri… o mundo inteiro era raiva. — “Repete.” A voz saiu seca. Baixa. — “Repete o que tu disse, Márcia.” Ela cruzou os braços, debochada. — “Tá surda agora?” — “Não. Tô puta.” Dei um passo pra frente. — “Tu vem me chamar de gorda como se fosse ofensa? Como se ser mulher e ocupar espaço fosse crime? Tu me olha como se meu corpo fosse um erro e esquece que é esse mesmo corpo que tá ensinando tua filha a se amar!” Ela abriu a boca pra retrucar, mas eu não dei

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