obrigada.

1748 Words

O quarto tinha tudo o que ele prometeu, e Kaleb sabia que era exatamente por isso que ela ainda não tinha dito uma palavra. Ana andava pelo cômodo devagar, com uma das mãos na barriga, os olhos passando por cada coisa e parando em nenhuma. Ele a observava do batente da porta — sem entrar, porque entrar não fazia parte do acordo — e lia o silêncio dela como lia tudo. Ela procurava o defeito. O quarto era grande, mas não era frio. Havia uma janela que dava para o jardim, uma poltrona que ninguém tinha escolhido ao acaso, uma cama alta demais para uma grávida no fim da gestação — e ao lado da cama, num detalhe que ele não explicou, um banquinho baixo de madeira, para ela não precisar dar salto. A parede do fundo era verde. Verde-claro. Um tom mais escuro do que a dela, porque ninguém acert

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