ANA A espera faz m*l à sanidade. Eu prometi para o médico que não ia ficar ansiosa. Quebrei a promessa ainda na calçada da clínica. Nos primeiros dias, eu me policiava. Nada de pesquisar sintoma, nada de contar dia, nada de conversar com a barriga — porque conversar com a barriga antes da hora dá azar, dizia a voz da minha avó em algum arquivo antigo da minha memória. Aguentei quatro dias. No quinto, eu já tinha três abas abertas no celular ("sintomas 5 dias após inseminação"), um aplicativo de ciclo instalado e uma negociação em andamento com o próprio corpo: qualquer pontada, você me avisa. Combinado? O corpo, óbvio, virou um mentiroso profissional. Todo dia inventava um sintoma novo e depois desmentia. Enjoo que era fome. Sono que era tédio. Uma pontada misteriosa que era só a alç

