CAPÍTULO NOVENTA E SEIS. Selene Moreau Com frio, com fome, com muita raiva e um pouco de medo, eu estou aqui sentada, observando as barras de ferro nesse lugar escuro. Será que o Lion não conseguiu? O barulho de alguém abrindo a tranca ecoa pelo recinto, me fazendo levantar. Um policial aparece na frente da minha cela. — Tem visita — diz, e eu caminho até onde ele destranca. — Visita... — deve ser o Lion! — Venha — eu o sigo, com o meu corpo doendo, estranhamente exausta, mas ansiosa com o que irei ouvir. Eu não posso ser presa por causa daqueles idiotas! Pelo menos, não por causa de um crime que eu não cometi. Ao menos, que me tirem e que eu faça de verdade e bem feito antes. Ele abre a porta que deu para uma sala, e os meus olhos visualizaram instantaneamente o ser humano que

