Capítulo 11 – Ciúmes De Sangue

1029 Words

Dante A madrugada ainda nem tinha lavado a cara quando o rádio chiou com uma notícia que grudou em mim pior que fumaça. — “Chefão, confirma?” — a voz do Freitas veio num sussurro. — “Pintou papo antigo do Morro da Sereia. O Tigrão andava de olho na Valentina… antes de a gente trazer ela pro alto.” Parei no corredor, a poucos passos do quarto dela. O coração dela dormia do outro lado da porta, e um estranho barulho de vidro trincou no meu crânio. — Repete. — falei, frio. — “O Tigrão vivia rondando o beco da Dona Áurea. Disseram que ele soltava gracinha: “a marrenta do Luar ainda vai descer comigo”. Coisa de antes, mas…” — “Mas” comigo vira sentença. — Enfiei a pistola na cintura. — Prepara vinte. A gente desce agora. — “Agora, chefão?” — Agora. Quem desejou minha rainha, desejou min

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