Valentina Acordei com a pele grudada no lençol, corpo mole, pernas pesadas. O sol já batia torto pelas frestas da cortina, denunciando que mais um dia começava no meu cárcere de luxo. Celas douradas ainda são celas. E a minha agora tem nome e sobrenome: Dante Ravel. Abri os olhos e vi o quarto enorme, as paredes que já me sufocam. Senti o cheiro dele ainda no ar, a lembrança da noite anterior grudada na minha pele. Ódio e prazer misturados como veneno e mel. Eu queria odiar. Eu queria cuspir no rosto dele. Mas cada músculo do meu corpo lembrava da forma como ele me pegou, como me virou do avesso sem pedir licença. — Sou louca? — pensei, me encolhendo debaixo do lençol. — Ou virei refém do meu próprio t***o? Antes que eu pudesse mergulhar mais fundo nesse inferno pessoal, a porta abri

