Capítulo 11 – A Escolha

854 Words
O celular permaneceu sobre a mesa. A fotografia de Clara parecia prender o olhar de todos. Aurora não conseguia desviar os olhos da mãe. O rosto machucado. As mãos amarradas. O medo estampado em seu semblante. Ela respirou fundo, tentando conter as lágrimas. Aurora: — Eu vou. Ravi virou-se imediatamente. Ravi: — Não. Ela o encarou. Aurora: — Eles querem a mim. Ravi: — Eles querem usar você. — Se eu não for... Ela apontou para a foto. — Eles matam a minha mãe. O silêncio dominou a sala. Helena aproximou-se de Aurora. Helena: — Filha, pessoas como Marcelo não cumprem acordos. Aurora abaixou a cabeça. Sabia que Helena tinha razão. Mesmo assim, não podia ficar parada. Enquanto isso... Em um galpão abandonado na zona portuária. Clara permanecia presa a uma cadeira. Seu rosto estava cansado, mas seus olhos continuavam firmes. Marcelo entrou lentamente. Vestia um terno escuro e carregava um copo de uísque. Sentou-se à sua frente. Marcelo: — Sua filha está dando mais trabalho do que imaginei. Clara permaneceu em silêncio. Marcelo sorriu. Marcelo: — Ela é parecida com você. Corajosa. Teimosa. Clara finalmente falou. Clara: — Deixa minha filha fora disso. Marcelo apoiou o copo sobre a mesa. Marcelo: — Você ainda não entendeu. Nunca foi possível deixar Aurora fora dessa história. Ela nasceu fazendo parte dela. Clara fechou os olhos por um instante. As palavras atingiram seu peito como uma facada. Na mansão... Ravi observava o endereço enviado por Marcelo. Caio aproximou-se. Caio: — É uma armadilha. Ravi: — Eu sei. — Vamos mesmo assim? Ravi respirou fundo. Ravi: — Não do jeito que ele espera. Caio sorriu discretamente. Já conhecia aquele olhar. Era o olhar de quem havia acabado de traçar um plano. Mais tarde... Aurora estava no quarto quando ouviu uma batida na porta. Era Ravi. Ele entrou devagar. Nas mãos carregava uma pequena caixa preta. Aurora: — O que é isso? Ele colocou a caixa sobre a cama. Ao abri-la, Aurora encontrou um pequeno colar de prata. Delicado. No pingente havia um discreto cristal. Aurora: — É lindo... Ravi pegou o colar. Ravi: — Posso? Ela apenas virou de costas. Ele afastou cuidadosamente seus cabelos. Quando seus dedos tocaram a pele da nuca dela, um arrepio percorreu o corpo de Aurora. Ravi também percebeu. Prendeu o fecho do colar lentamente. Seus rostos ficaram muito próximos quando ela se virou novamente. Por alguns segundos... Nenhum dos dois falou. Aurora: — Obrigada. Ravi sorriu de leve. Um sorriso raro. Quase imperceptível. Ravi: — Não é apenas um colar. Ela franziu a testa. Aurora: — Então o que é? Ravi: — Um rastreador. Aurora soltou uma pequena risada. Aurora: — Romântico... Ele também sorriu. Ravi: — É o jeito que encontrei de garantir que sempre vou conseguir encontrar você. As palavras tocaram Aurora de uma forma inesperada. Pela primeira vez desde que se conheceram, ela percebeu que Ravi já não a protegia apenas por obrigação. Havia algo mais. Algo que nenhum dos dois tinha coragem de admitir. No início da madrugada... A equipe de Ravi começou os preparativos. Carros blindados. Homens posicionados. Rotas de fuga. Caio distribuía ordens. Tudo precisava acontecer com precisão. Aurora observava a movimentação da janela. Sentia um aperto no peito. Helena aproximou-se. Helena: — Está com medo? Aurora sorriu sem humor. Aurora: — Muito. Helena segurou suas mãos. Helena: — O medo não é sinal de fraqueza. É sinal de que ainda existe algo pelo qual vale a pena lutar. Aurora abraçou Helena. Fazia muito tempo que não recebia um abraço com aquele carinho. Pouco antes de saírem... Ravi entrou na garagem. Vestia roupas escuras e um colete à prova de balas. Aurora caminhou até ele. Aurora: — Promete uma coisa? Ele a encarou. Ravi: — Depende. Ela respirou fundo. Aurora: — Volta vivo. Ravi permaneceu alguns segundos em silêncio. Depois respondeu com firmeza. Ravi: — Só se você fizer o mesmo. Aurora sorriu pela primeira vez naquela noite. Era um sorriso pequeno. Mas sincero. Os motores dos carros rugiram. O comboio deixou a mansão em direção ao endereço enviado por Marcelo. A chuva começava a cair sobre a cidade. No banco de trás, Aurora segurava o pingente que Ravi havia colocado em seu pescoço. Ela não sabia o que encontraria naquele galpão. Mas uma certeza já existia dentro dela. Independentemente do que acontecesse dali para frente... Sua vida jamais voltaria a ser a mesma. E, sem perceber, seu coração já começava a bater no mesmo ritmo do homem que jurou protegê-la. Continua... 💜 Gostou do capítulo? Então me ajude a continuar essa história! 💜 Seu apoio faz toda a diferença! Se você está apaixonada por essa fanfic: ❤️ Curta este capítulo. 📚 Adicione a história à sua biblioteca para não perder nenhuma atualização. ⭐ Siga o meu perfil para acompanhar todas as novidades e novas histórias. 💬 Deixe um comentário dizendo o que você achou ou quais são suas teorias. Eu adoro ler cada mensagem! 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