Capítulo 3 – Sob Vigilância

855 Words
O relógio marcava oito horas da manhã quando Aurora afastou a cortina da sala. A cidade já estava desperta. O trânsito intenso, as buzinas e o barulho dos vendedores ambulantes tomavam conta da avenida. Tudo parecia normal... até seus olhos encontrarem um sedã preto estacionado do outro lado da rua. Ela estreitou os olhos. O carro estava ali desde a noite anterior? Não fazia ideia. Balançou a cabeça, convencendo-se de que estava ficando paranoica. — É só um carro... — murmurou para si mesma. Tentou esquecer aquilo e seguiu sua rotina. ------------------------- No Complexo do Alemão, a realidade era outra. O rádio comunicador chiava sem parar. Homens armados circulavam pelos becos enquanto Ravi caminhava calmamente entre eles. Sua presença era suficiente para silenciar qualquer conversa. Todos o respeitavam. Alguns por admiração. A maioria por medo. Caio apareceu ao seu lado. Caio: — A movimentação aumentou. Ravi: — Da polícia? Caio: — Também... mas não só deles. Ravi parou de andar. Ravi: — Fala. Caio entregou um celular. Na tela havia uma fotografia. Aurora. Entrando em uma cafeteria. Caio: — Descobrimos que não somos os únicos observando ela. Os olhos de Ravi escureceram. Ravi: — Quem? Caio: — Ainda não sabemos. O silêncio tomou conta do lugar. Aquilo não era coincidência. Se alguém estava seguindo Aurora antes mesmo da festa, significava que ela já fazia parte de um plano. E Ravi odiava quando jogavam um jogo sem avisá-lo. ^^^ Aurora passou a manhã reunida com Bianca. O escritório da empresária era moderno, cercado por discos de ouro e fotografias de artistas famosos. Bianca fechou a porta. Bianca: — Precisamos conversar. Aurora percebeu o tom sério. Aurora: — O que aconteceu? Bianca respirou fundo. Bianca: — Descobri quem está organizando a festa. Aurora se inclinou para frente. Aurora: — Então fala. Bianca balançou a cabeça. Bianca: — Não consegui um nome... mas descobri quem vai estar lá. Ela deslizou um tablet sobre a mesa. Aurora começou a ler. Empresários. Jogadores de futebol. Influenciadores. Deputados. Cantores. Juízes. E diversos nomes cobertos por uma tarja preta. Aurora: — Por que esconderam esses nomes? Bianca: — Porque são pessoas que oficialmente nem deveriam estar juntas. Aurora engoliu em seco. Quanto mais descobria sobre aquela festa, menos vontade tinha de aceitar o convite. Mas o cachê... Era impossível ignorar. No início da tarde... Aurora decidiu caminhar até uma cafeteria próxima. Precisava respirar. Assim que entrou, pediu um cappuccino e escolheu uma mesa perto da janela. Enquanto respondia mensagens no celular, não percebeu que dois homens ocupavam uma mesa nos fundos. — É ela. — Tem certeza? — Absoluta. Um deles tirou discretamente uma fotografia. No mesmo instante, a imagem foi enviada. Destino: Contato Salvo: Fantasma. Do outro lado da cidade... O celular de Ravi vibrou. Uma nova mensagem. "Encontramos outro grupo acompanhando a DJ." A mandíbula dele travou. Ravi: — Caio. O braço direito apareceu imediatamente. Caio: — Chefe? Ravi: — Descobre quem está atrás dela. Caio: — E se forem os homens do Falcão? Ravi sorriu sem humor. Ravi: — Então eles acabaram de cometer o maior erro da vida deles. Aurora saiu da cafeteria sem imaginar que estava sendo observada. Ela caminhava distraída quando ouviu pneus cantando. Um carro preto parou bruscamente ao seu lado. A porta traseira se abriu. Dois homens desceram. — Aurora? Ela deu um passo para trás. Aurora: — Quem são vocês? O mais alto sorriu. — O patrão quer conversar. Ela recuou novamente. Aurora: — Eu não conheço patrão nenhum. Sem aviso, um deles segurou seu braço. Aurora reagiu no impulso. Acertou uma cotovelada no peito do homem e tentou correr. — Segura ela! Antes que conseguissem alcançá-la, uma caminhonete preta surgiu em alta velocidade e atravessou a frente do carro. Os freios gritaram. Quatro homens armados desceram. O primeiro usava boné preto e mantinha o rosto parcialmente escondido. — Solta ela. A voz era firme. Fria. Os sequestradores riram. — E quem vai fazer a gente soltar? O desconhecido deu apenas um passo à frente. Foi suficiente. Os quatro homens atrás dele ergueram as armas ao mesmo tempo. O sorriso dos criminosos desapareceu. O líder deles soltou lentamente o braço de Aurora. — Vamos embora. Em segundos, o carro arrancou. Aurora respirava ofegante. O coração parecia querer sair pela boca. Ela olhou para o homem que havia acabado de salvá-la. Aurora: — Quem é você? Ele permaneceu em silêncio por alguns segundos. Depois respondeu sem revelar o rosto. — Alguém que acabou de impedir você de morrer. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele entrou novamente na caminhonete. O veículo desapareceu entre os carros. Aurora ficou parada no meio da calçada, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Ela ainda não sabia. Mas o homem que acabara de salvar sua vida era justamente aquele que mudaria seu destino para sempre. Continua... 💜 Apoie esta história! ❤️ Curta o capítulo • 📚 Adicione à biblioteca • ⭐ Siga meu perfil. 🌙 Tem Bilhete Lunar? Vote na história e me ajude a subir no ranking! 💬 Seu comentário e 🎁 seu presente fazem toda a diferença. Obrigada por apoiar meu trabalho! ✨
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