Capítulo 9 – O Pen Drive

963 Words
O pequeno pen drive parecia pesar toneladas na mão de Aurora. Ela o encarava sem coragem de conectá-lo ao computador. Ao seu lado, Ravi observava cada reação dela em silêncio. O bilhete ainda estava sobre a mesa. "Chegou a hora de conhecer a verdade sobre seu pai." Aurora respirou fundo. Aurora: — Isso pode ser uma armadilha. Ravi: — Também pode ser a resposta que você procura há vinte e cinco anos. Ela abaixou a cabeça. Desde criança, perguntava à mãe quem era seu pai. A resposta sempre era a mesma. "Ele foi embora antes de você nascer." Nunca houve fotografias. Nunca houve cartas. Nunca houve um nome. Apenas silêncio. Caio entrou na sala segurando um notebook. Caio: — O equipamento está limpo. Aurora: — Tem certeza? Caio: — Se houver algum vírus, ele não vai atingir nossos sistemas. Ravi fez um gesto com a cabeça. Ravi: — Coloca. Caio conectou o pen drive. Durante alguns segundos... Nada aconteceu. Até que uma pasta apareceu na tela. PROJETO AURORA Aurora arregalou os olhos. Aurora: — Meu Deus... Caio abriu o arquivo. Havia dezenas de documentos. Fotografias. Vídeos. Áudios. E uma carta digitalizada. No topo da página estava escrito: "Se você está lendo isso, significa que eu falhei em proteger vocês." Aurora sentiu um nó na garganta. Ela clicou no documento. A carta começava com uma assinatura. "Para minha filha, Aurora." As lágrimas começaram a escorrer antes mesmo que ela terminasse a primeira linha. *"Filha... Talvez você passe a vida acreditando que eu abandonei você. Mas essa foi a mentira que criaram para manter você viva. Nunca deixei de amar sua mãe. Nunca deixei de amar você. Fui obrigado a desaparecer porque descobri algo que homens muito poderosos fariam qualquer coisa para esconder. Se eu permanecesse ao lado de vocês, os dois morreriam comigo. Perdoe-me por não acompanhar seus primeiros passos. Por não ouvir sua primeira palavra. Por não vê-la crescer. Espero que um dia entenda que a distância foi a única forma que encontrei de proteger minha família."* Aurora não conseguiu continuar. Fechou os olhos enquanto as lágrimas escorriam livremente. Ravi permaneceu ao seu lado. Sem dizer uma palavra. Depois de alguns minutos... Ela voltou a ler. *"Existe uma organização formada por empresários, políticos e criminosos. Eles controlam muito mais do que as pessoas imaginam. Quando descobri documentos capazes de destruir todos eles, passei a ser caçado. Esses documentos desapareceram. E somente duas pessoas sabem onde estão escondidos. Uma delas é sua mãe. A outra... É você."* Aurora levantou a cabeça rapidamente. Aurora: — Isso é impossível. Caio: — Você era um bebê. Aurora: — Exatamente! Ravi continuava analisando a carta. Havia algo estranho. Muito estranho. Ravi: — Continua. Aurora respirou fundo. *"Você não lembra porque era pequena demais. Mas existe uma chave. Ela foi escondida junto com você. Quando chegar a hora, alguém tentará encontrá-la. Confie apenas em quem provar que daria a própria vida para salvar a sua."* A carta terminava ali. Sem explicações. Sem nomes. Sem respostas. Caio abriu outro arquivo. Era um vídeo. A imagem apareceu tremida. Um homem de aproximadamente trinta anos olhava diretamente para a câmera. Aurora levou a mão à boca. Ela nunca tinha visto aquele rosto. Mas bastou um segundo. Os olhos. O sorriso. Ela enxergava a si mesma naquele homem. Era seu pai. Homem do vídeo: — Aurora... Se você está assistindo isso... Então eu não consegui voltar para casa. Saiba que sua mãe nunca mentiu por maldade. Ela fez o que pedi. Protegeu você. Protegeu nosso segredo. Ele respirou profundamente antes de continuar. — Nunca procure por mim. Procure pela verdade. Ela vale mais do que minha vida. O vídeo começou a falhar. Antes de terminar, uma voz surgiu ao fundo. — Eles chegaram! O homem olhou assustado para trás. Depois voltou para a câmera. — Eu amo você, filha. A gravação foi interrompida. A tela ficou preta. Aurora desabou no sofá. Chorava sem conseguir controlar as lágrimas. Durante anos acreditou ter sido rejeitada. Agora descobria que seu pai havia desaparecido tentando protegê-la. Ravi aproximou-se lentamente. Sem dizer nada, colocou uma mão sobre seu ombro. Aurora levantou os olhos. Pela primeira vez desde que tudo começou, não tentou esconder sua dor. Instintivamente, apoiou a cabeça no peito dele. Ravi permaneceu imóvel. Não era um homem acostumado a demonstrar carinho. Mas também não a afastou. Pela primeira vez em muitos anos... Sentiu que proteger alguém ia muito além de uma obrigação. Era um sentimento. O momento foi interrompido pelo toque insistente do celular de Caio. Ele atendeu. Sua expressão mudou imediatamente. Caio: — Chefe... Ravi soltou Aurora devagar. Ravi: — O que aconteceu? Caio: — Acabaram de invadir a casa da mãe dela. O coração de Aurora disparou. Aurora: — Minha mãe! Caio continuou ouvindo. Depois desligou lentamente. O silêncio tomou conta da sala. Ravi: — Fala. Caio respirou fundo. — Ela desapareceu. Aurora sentiu as pernas perderem a força. O mundo voltou a desmoronar diante dos seus olhos. E, naquele instante, ela percebeu que a guerra não era mais apenas por respostas. Agora era uma corrida contra o tempo para salvar a única pessoa que sempre esteve ao seu lado. Continua... 💜 Gostou do capítulo? Então me ajude a continuar essa história! 💜 Seu apoio faz toda a diferença! Se você está apaixonada por essa fanfic: ❤️ Curta este capítulo. 📚 Adicione a história à sua biblioteca para não perder nenhuma atualização. ⭐ Siga o meu perfil para acompanhar todas as novidades e novas histórias. 💬 Deixe um comentário dizendo o que você achou ou quais são suas teorias. Eu adoro ler cada mensagem! Cada curtida, comentário, seguidor e história salva na biblioteca me incentiva a escrever capítulos ainda melhores. Obrigada por fazer parte dessa jornada. 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