Korn on
Acordei cedo, fiz minhas higienes, tomei um café rápido e fui para minha corrida matinal em um pequeno praça, coloquei meus fones e comecei a correr, olhei para o relógio no meu pulso verificando o tempo da minha corrida até que bato se frente com alguém, a pessoa cai com tudo no chão.
- Céus!! Você está bem? Me desculpa – ajudei o mesmo a se levantar, assim que o mesmo levantou, nossos olhares se encontraram, e pode parecer clichê, meu coração ficou acelerado, isso nunca aconteceu antes comigo, como é possível?
Intouch- Tudo bem, eu também estava distraído –sorri um pouco tímido, desviando o olhar.
- Sério mesmo que você está bem?–digo olhando para o mesmo, um tanto preocupado.
Intouch- Estou bem mesmo, obrigado pela preocupação, agora eu preciso ir, com licença. – diz e sai andando rapidamente.
-Ok. – respondo baixo, olho para o chão e vejo que o mesmo deixou seu livro cair, pego e quando olho pra trás pra lhe entregar o livro, o mesmo já não estava mais ao meu alcance.
Chego em casa e vou direto para o banho, depois de tomar banho vou até a cozinha e resolvo preparar algo para eu comer, depois de pensar muito, preparo um Pad Thai. Que é um prato de macarrão de arroz frito comumente servido como comida de rua e na maioria dos restaurantes da Tailândia como parte da culinária do país. Geralmente é feito com macarrão de arroz, frango, carne ou tofu, amendoim, ovo mexido e broto de feijão, entre outros vegetais.
O cheiro está maravilhoso, não quero me gabar, mas sou um bom cozinheiro, bom, morrer de fome eu não morro, me sento na mesa e começo a comer, olho para o livro do menino que esbarrei na praça.
- Bem a cara dele ler um romance – digo para mim mesmo, não que eu tenha reparado muito nele pra saber que o mesmo gosta de romances, o jeitinho tímido dele já o entrega, ele é delicado... E lindo, fofo, eu quis muito apertar aquelas bochechas, e o som da sua voz doce? Aishh, no que estou pensando? Espanto meus pensamentos e volto a comer.
Termino de comer e vou escovar os dentes, peguei meu celular para ver a hora, 14:30, resolvi voltar na praça, talvez ele volte lá para procurar o livro, peguei a chave do carro e sai de casa.
Chego na praça e estaciono o carro, fico no mesmo esperando, quem sabe eu tenha a sorte de encontrá-lo. Depois de alguns minutos, eu o vejo, ele parecia um pouco triste, olhando para o chão procurando algo. Saio do carro e vou na sua direção com o livro nas mãos.
-Procurando alguma coisa? –Digo e o mesmo acaba por se assustar e dar um pequeno pulo para trás.
Intouch- Você me assustou – sorri tímido. – eu estou procurando meu livro, quando eu caí, deixei cair sem que eu me desse conta, eu gosto tanto desse livro, eu comeu a ler há 3 dias atrás – diz fazendo um biquinho, que pra mim foi algo extremamente fofo.
- Seria esse? – pergunto mostrando o livro.
Intouch- Sim! É ele –diz animado e logo entrego o livro, o mesmo pega da minha mão sorrindo. – muito obrigado mesmo, você não sabe o quanto eu procurei esse livro, e fiquei até triste ao pensar que eu o tivesse perdido pra sempre. – diz fazendo drama, o que me fez rir.
- Ainda bem que eu encontrei então, acho que eu mereço uma recompensa huh? –pergunto o olhando sério.
Intouch- O que você quer? Eu posso pagar um sorvete pra você. –diz sorrindo.
- E se eu quiser outra coisa? – digo me aproximando mais do mesmo, o mesmo engole em seco olhando pra mim, era visível que ele estava nervoso, isso significa que causo um efeito sobre ele? Isso é bom.
Intouch- O que você quer então? Se estiver ao meu alcance eu dou. – pergunta ainda nervoso.
-Eu quero um abraço, se não for muito pra você, abraçar um completo estranho –digo com um pequeno sorriso nos lábios, eu não sei o que estava dando em mim, mas eu sentia que precisava disso, ele me chamou atenção, esse jeito doce, me encantou de uma certa forma.
Intouch- A-ah, está bem –diz se aproximando e me dando um abraço.
E não vou mentir, foi o melhor abraço que me deram até hoje, seu corpo se encaixou perfeitamente com o meu, passei meus braços em volta do seu corpo, o puxando mais para perto de mim...que perfume é esse meu Deus?!! Como tudo que é bom dura pouco, o mesmo foi se afastando.
Intouch- Eu tenho que ir... –diz completamente corado e começa a caminhar para longe de mim.
- Espera! –seguro seu braço. – qual é o seu nome? – pergunto olhando em seus olhos.
Intouch- Intouch, mas pode me chamar de In, e o seu? –me olha e morde os lábios ainda envergonhado.
-Korn, é um prazer conhecê-lo In –o mesmo sorri concordando com a cabeça e volta a seguir seu caminho.
Chego em casa e me jogo na cama, pensando no mesmo, por que eu não conseguia parar de pensar nele? Ele é só um garotinho, um garotinho lindo, fofo, com uma doçura que me encanta, acompanhado de uma inocência que eu adoraria corromper. E eu o farei, ele vai ser meu.