Capítulo 2

1247 Words
Morro da Maré | 21:47 PM Muralha Peguei o Fuzil no armário que eu tinha feito de arsenal e coloquei a touca ninja branca. Fiz a oração e tirei a moto da garagem metendo marcha pro baile, subi direto pro camarote. As p*****a jogavam a b***a perto do pancadão. Relaxei na onda do MD, Matarindo, Peixe e Orelha eram os únicos que sabiam quem eu era por trás dessa máscara. Matarindo: Para com essa p***a menor — Tirou o copo de whisky da minha mão. Peguei o copo de novo e vi a Letícia entrar no camarote, a marmita dos vapor. Dizem eles, tô de vigia não. Letícia: Tô doida pra te dar chefinho — Tentou encostar em mim. Mostrei o fuzil pra ela. Muralha: Vaza daqui, se eu quiser p**a eu vou pro cabaré — Peguei no braço dela puxando até a escada — Quero vagabunda nenhuma aqui não, só os de fé e as fiel. Peguei o celular vendo as fotos do insta da Ana, gostosa e ainda tinha uma visão massa pro futuro. Orelha: Tá rejeitando mulher desde quando? Muralha: Tenho uma já — Virei o copo de whisky na garganta. Matarindo: Bora pra despedida parceiro. Fomos pra uma boate de luxo fora do morro, tirei a touca no caminho. Entramos atraindo a atenção delas, se têm uma coisa que as p*****a da pista gostam é de bandido. Entrei em um quarto reservado e sentei na cama, chamei uma loira e uma morena. As duas sentaram no meu colo, passei as mãos nas pernas delas. Muralha: Abre a bermuda pô — Elas se ajoelharam na minha frente — Com a boca. A loira abriu do jeito que eu mandei e tirou o meu p*u pra fora da cueca, as duas chupavam do jeito que eu gosto. Tirei a bermuda e a cueca box. Muralha: De quatro — Elas fizeram o que eu mandei uma lado da outra. Penetrei tudo de uma vez na loira, enrolei os cabelos dela na mão e puxei pra trás fazendo ela empinar mais. Os gemidos dela me irritavam pra c****e e a imagem da Ana Alice não saía da minha cabeça, dei dois murros nas costelas que gemeu mais em apreciação do que pela dor. Deitei a morena na cama e coloquei a perna dela no meu ombro, penetrei com força, com raiva e nem na sensação de mais puro êxtase a pretinha saia da minha mente. Muralha: p***a Ana Alice... — Fechei os olhos gozando. — Quem é Ana Alice? Vesti minha roupa e joguei seis notas de cem na cam, os putos tavam dançando no bar. Peixe: Demora da p***a, bora? Muralha: Vou fazer o que se tu tem ejaculação precoce viado? — O Matarindo riu, o menor nem sabia o que era isso. Saimos de lá 02:00 em ponto e eu ainda tinha que ir pra escola amanhã. Bandido bom é aquele que tem a mente visionária, que sabe ser rei dentro e fora da favela. [...] Acordei com uma ressaca do c*****o, me levantei da cama tombando nas paredes. Tomei um banho gelado e me trajei, na melhor forma só tô indo pra escola porque eu quero ver a Ana Alice de ontem. Tive que descer a pé porque o puto do Matarindo ficou com a minha moto ontem. Entrei na escola com a cara fechada, minha cabeça doía pra c*****o. Ela não tava na sala, mas fiquei lá mesmo assim. Escutei um pessoal lá atrás cochichar "A Alice foi colocada pra fora de casa" Peguei a mochila e me levantei. Professora: Onde o senhor pensa que vai? Muralha: Não te interessa parceira — Escutei ela falando um bagulho de suspensão, nem dei bola. Liguei pro Matarindo trazer minha moto, esperei uns cinco minutos na frente da escola até ele aparecer com o Orelha. Subi na moto partindo pra casa dela, ela tava lá sentada na calçada da vizinha conversando com ela. Desci da moto e fui até lá. Muralha: E aí? Vamo dar uma volta? — Ela concordou. Ana Alice: Vamos, obrigada dona Néia — A velha acenou. Parti com ela pra pracinha. A garota era toda meiga, parecia até que queria se esconder das pessoas. Eu não costumo ser emocionado, mas o coração logo bateu mais forte. Ela desceu da moto, estacionei na frente de uma loja. Ana Alice: O que a gente veio fazer aqui Miguel? — Ela pergunta e eu aponto pra sorveteria no outro lado da rua. Nós fomos caminhando até lá. A Vivian já veio pra perto com os braços abertos, abracei ela. Essa mulher foi uma mãe pra mim igual Luiza. Muralha: Aí tia, trouxe minha amante aqui. — Eu falo e ela me dá um tapa no braço. Ri da ousadia dela. Ana Alice: Ele tá mentindo. — Neguei. Viviana: Eu sei minha filha. Fui criado no Dendê, mesmo sendo herdeiro da maré e só vim pra cá com nove anos. Minha mãe se matou por causa do meu pai e ele morreu pra que eu vivesse, mas isso não diminuí o ódio que eu sinto por ele. Pra o resto das pessoas eu sou o Miguel, ninguém sente medo, ninguém julga e eu até gosto disso. Pra os cria da boca eu sou o muralha. A Viviana é uma das moradores que me ajudaram quando a tia Luiza veio com a gente pra cá. Viviana: Quem é a moça bonita? — Ela pergunta sorrindo. Muralha: Essa aqui é a Ana Alice, uma amiga minha — A que eu não paro de pensar nela de quatro me pedindo pra f***r ela com força. Viviana: O que vocês vão querer? Ana Alice: Eu não quero nada — Ela fala e abaixa a cabeça. Muralha: Eu te convidei então tu vai tomar. — Falo sério. Ana Alice: Eu quero um açaí puro — Ela sorri, toda vergonhosa. Muralha: Trás um açaí completo pra mim coroa — A vivian me xingou antes de ir. Nós saímos pra uma mesa fora da sorveteria, o Matarindo levantou do banco que ele estava do outro lado da rua e veio em nossa direção. Fiz toque com ele, menor não perde a chance de perturbar. Matarindo: Qual foi patinho feio, suave? — Tinha hora que a mentalidade dele era menor do que a de um pivete de dois anos menor. Ana Alice: Tô e você Chucky? — Vi ela olhar disfarçadamente pra Glock na cintura dele — Lembrei que tenho que ir. Muralha: Relaxa, a gente vai conversar sobre onde tu vai morar agora — Apontei pra o Matarindo — Esquece esse comédia aí. Ana Alice: Eu trabalho dá pra eu me virar na casa da Lívia por enquanto. Muralha: Tem uma casa do lado da minha, o Muralha tá cobrando só 300 o aluguel e ela já tá mobiliada — Ela parou no tempo. Ana Alice: É lá em cima? — Concordei — Por que o aluguel tá tão barato se provavelmente é uma das melhores? Muralha: Sei lá — Virei o rosto pra o Matarindo que estava segurando uma risada. Matarindo: Se você tiver precisando de trabalho, minha irmã tá sem babá e eu não aguento ficar com aquela demônia por mais de duas horas não. Ana Alice: Valeu, mas eu ajudo a Sandra no bar. A Vivian chegou com os açaís, Matarindo comeu do meu e do dela. Muralha: Bora pô, vou te levar lá pra ver a casa. _______________________________ Sigam a história, isso me ajuda muito Personagens no insta @aut.izzamarques
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