Morro da Maré | 21:47 PM
Muralha
Peguei o Fuzil no armário que eu tinha feito de arsenal e coloquei a touca ninja branca.
Fiz a oração e tirei a moto da garagem metendo marcha pro baile, subi direto pro camarote. As p*****a jogavam a b***a perto do pancadão.
Relaxei na onda do MD, Matarindo, Peixe e Orelha eram os únicos que sabiam quem eu era por trás dessa máscara.
Matarindo: Para com essa p***a menor — Tirou o copo de whisky da minha mão.
Peguei o copo de novo e vi a Letícia entrar no camarote, a marmita dos vapor. Dizem eles, tô de vigia não.
Letícia: Tô doida pra te dar chefinho — Tentou encostar em mim.
Mostrei o fuzil pra ela.
Muralha: Vaza daqui, se eu quiser p**a eu vou pro cabaré — Peguei no braço dela puxando até a escada — Quero vagabunda nenhuma aqui não, só os de fé e as fiel.
Peguei o celular vendo as fotos do insta da Ana, gostosa e ainda tinha uma visão massa pro futuro.
Orelha: Tá rejeitando mulher desde quando?
Muralha: Tenho uma já — Virei o copo de whisky na garganta.
Matarindo: Bora pra despedida parceiro.
Fomos pra uma boate de luxo fora do morro, tirei a touca no caminho. Entramos atraindo a atenção delas, se têm uma coisa que as p*****a da pista gostam é de bandido.
Entrei em um quarto reservado e sentei na cama, chamei uma loira e uma morena.
As duas sentaram no meu colo, passei as mãos nas pernas delas.
Muralha: Abre a bermuda pô — Elas se ajoelharam na minha frente — Com a boca.
A loira abriu do jeito que eu mandei e tirou o meu p*u pra fora da cueca, as duas chupavam do jeito que eu gosto.
Tirei a bermuda e a cueca box.
Muralha: De quatro — Elas fizeram o que eu mandei uma lado da outra.
Penetrei tudo de uma vez na loira, enrolei os cabelos dela na mão e puxei pra trás fazendo ela empinar mais. Os gemidos dela me irritavam pra c****e e a imagem da Ana Alice não saía da minha cabeça, dei dois murros nas costelas que gemeu mais em apreciação do que pela dor.
Deitei a morena na cama e coloquei a perna dela no meu ombro, penetrei com força, com raiva e nem na sensação de mais puro êxtase a pretinha saia da minha mente.
Muralha: p***a Ana Alice... — Fechei os olhos gozando.
— Quem é Ana Alice?
Vesti minha roupa e joguei seis notas de cem na cam, os putos tavam dançando no bar.
Peixe: Demora da p***a, bora?
Muralha: Vou fazer o que se tu tem ejaculação precoce viado? — O Matarindo riu, o menor nem sabia o que era isso.
Saimos de lá 02:00 em ponto e eu ainda tinha que ir pra escola amanhã. Bandido bom é aquele que tem a mente visionária, que sabe ser rei dentro e fora da favela.
[...]
Acordei com uma ressaca do c*****o, me levantei da cama tombando nas paredes.
Tomei um banho gelado e me trajei, na melhor forma só tô indo pra escola porque eu quero ver a Ana Alice de ontem.
Tive que descer a pé porque o puto do Matarindo ficou com a minha moto ontem. Entrei na escola com a cara fechada, minha cabeça doía pra c*****o.
Ela não tava na sala, mas fiquei lá mesmo assim.
Escutei um pessoal lá atrás cochichar "A Alice foi colocada pra fora de casa"
Peguei a mochila e me levantei.
Professora: Onde o senhor pensa que vai?
Muralha: Não te interessa parceira — Escutei ela falando um bagulho de suspensão, nem dei bola.
Liguei pro Matarindo trazer minha moto, esperei uns cinco minutos na frente da escola até ele aparecer com o Orelha.
Subi na moto partindo pra casa dela, ela tava lá sentada na calçada da vizinha conversando com ela. Desci da moto e fui até lá.
Muralha: E aí? Vamo dar uma volta? — Ela concordou.
Ana Alice: Vamos, obrigada dona Néia — A velha acenou.
Parti com ela pra pracinha.
A garota era toda meiga, parecia até que queria se esconder das pessoas. Eu não costumo ser emocionado, mas o coração logo bateu mais forte.
Ela desceu da moto, estacionei na frente de uma loja.
Ana Alice: O que a gente veio fazer aqui Miguel? — Ela pergunta e eu aponto pra sorveteria no outro lado da rua. Nós fomos caminhando até lá.
A Vivian já veio pra perto com os braços abertos, abracei ela. Essa mulher foi uma mãe pra mim igual Luiza.
Muralha: Aí tia, trouxe minha amante aqui. — Eu falo e ela me dá um tapa no braço. Ri da ousadia dela.
Ana Alice: Ele tá mentindo. — Neguei.
Viviana: Eu sei minha filha.
Fui criado no Dendê, mesmo sendo herdeiro da maré e só vim pra cá com nove anos. Minha mãe se matou por causa do meu pai e ele morreu pra que eu vivesse, mas isso não diminuí o ódio que eu sinto por ele.
Pra o resto das pessoas eu sou o Miguel, ninguém sente medo, ninguém julga e eu até gosto disso.
Pra os cria da boca eu sou o muralha. A Viviana é uma das moradores que me ajudaram quando a tia Luiza veio com a gente pra cá.
Viviana: Quem é a moça bonita? — Ela pergunta sorrindo.
Muralha: Essa aqui é a Ana Alice, uma amiga minha — A que eu não paro de pensar nela de quatro me pedindo pra f***r ela com força.
Viviana: O que vocês vão querer?
Ana Alice: Eu não quero nada — Ela fala e abaixa a cabeça.
Muralha: Eu te convidei então tu vai tomar. — Falo sério.
Ana Alice: Eu quero um açaí puro — Ela sorri, toda vergonhosa.
Muralha: Trás um açaí completo pra mim coroa — A vivian me xingou antes de ir.
Nós saímos pra uma mesa fora da sorveteria, o Matarindo levantou do banco que ele estava do outro lado da rua e veio em nossa direção. Fiz toque com ele, menor não perde a chance de perturbar.
Matarindo: Qual foi patinho feio, suave? — Tinha hora que a mentalidade dele era menor do que a de um pivete de dois anos menor.
Ana Alice: Tô e você Chucky? — Vi ela olhar disfarçadamente pra Glock na cintura dele — Lembrei que tenho que ir.
Muralha: Relaxa, a gente vai conversar sobre onde tu vai morar agora — Apontei pra o Matarindo — Esquece esse comédia aí.
Ana Alice: Eu trabalho dá pra eu me virar na casa da Lívia por enquanto.
Muralha: Tem uma casa do lado da minha, o Muralha tá cobrando só 300 o aluguel e ela já tá mobiliada — Ela parou no tempo.
Ana Alice: É lá em cima? — Concordei — Por que o aluguel tá tão barato se provavelmente é uma das melhores?
Muralha: Sei lá — Virei o rosto pra o Matarindo que estava segurando uma risada.
Matarindo: Se você tiver precisando de trabalho, minha irmã tá sem babá e eu não aguento ficar com aquela demônia por mais de duas horas não.
Ana Alice: Valeu, mas eu ajudo a Sandra no bar.
A Vivian chegou com os açaís, Matarindo comeu do meu e do dela.
Muralha: Bora pô, vou te levar lá pra ver a casa.
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