Guapimirim, Rio de Janeiro Tivemos nossa refeição e ele me ajudou com o asseio novamente. Estávamos nüs a todo momento e, olhando-o no espelho, tornei a observar as cicatrizes. Ainda havia certa vermelhidão na direção de seu estômago. Abracei-lhe pelas costas para acariciar sobre a área onde estava o óbvio machucado e o perguntei: — Ainda dói? — Dói mais nas primeiras horas… — Ele pôs a mão sobre a minha, abaixando a cabeça. — Depois a dor se confunde com a dor muscular… — Observei arrepio se espalhar por ele. — Já entendi que não gosta de falar… e nem perguntarei mais… tudo bem? — Segui com a carícia. — Se… um dia… quiser conversar… pode falar comigo. Ele se virou em minha direção, recostou na pia e envolveu minha cintura antes de pousar a testa na minha. — Posso te contar algo? —

