XXV. Lágrimas de uma Arlequina

1264 Words

Padre Miguel, Rio de Janeiro — Um menor morreu… lá em Macaé… — O traste falava melancólico. — Föda é que a gente era próximo… fico bolado. — Conheço? — Tentei mostrar interesse. — Não… é o Marcinho… assumiria no lugar do último gerente, lembra? Rolou até um rumor que ele batizou o lança. — Hm… não conheci mesmo — dei de ombros. Sempre fui muito forte! Resisti a tudo: à morte do pai; à horrível perda de saúde da mãe até chegar naquele estado; ao nascimento do pequeno; ao vício do meu irmão… Meu pai não era santo… era rüim com ele e ficou pior sem. Tudo desandou e esperava nunca estar na mesma situação da mãe. Enclausurada com alguém que ela “gostava” por hábito e medo. Contudo, lá estava eu, lavando louça e ouvindo o traste. Ele falava como se não tivesse sido tão agressivo há algun

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