Centro, Rio de Janeiro — Não esperava que fosse uma boa mentirosa, arlequina… — Natasha chegou à minha mesa no fim do expediente. — Mentirosa? — Franzi o cenho, olhando-a. — Vamos tomar uma cerveja… arruma suas coisas — falou, meneando a cabeça e suspirando. — Não se preocupa… você ainda não sofre nenhum perigo comigo. O tom de voz soou ameaçador, confesso. Eu já sabia que ela andava armada e isso me deu medo. O pensamento imediato foi sobre as informações do traste que passei. Poderia eu ter sido usada por ele para transmitir falsas informações que comprometeram tudo? Fiquei extremamente apavorada, mas surtei em silêncio. Cuidei das minhas coisas enquanto Natasha ficou recostada com o ombro na parede, apenas me observava quase obcecadamente. Guardei minhas coisas e virei em sua di

