Padre Miguel, Rio de Janeiro Observei a água enquanto Sofia lavava a louça. Notei que não tinha nem um pouco de açúcar, então precisei esperar Sofia terminar para pedir. Ela acabou rindo ao me ver e me perguntou: — O que foi, Lucas? — Estava observando sua água… e não tem açúcar. — É… Deveria ter!? — Ela franziu o cenho. — Não costuma receber flores, Sofia? — Fiquei curioso. — Não muito. — Soou acanhada. — Dizem ser bom colocar flores num jarro d’água com uma pitada de açúcar para prolongar a vivacidade e até ter tempo suficiente para plantá-las — falei. — Nossa! ‘Cê sabe umas coisas bem aleatórias — riu. — Sou um poço de sabedoria desbalanceada. Ela acabou gargalhando e falando: — Não vale! Na corrida de arlequins, ‘cê ‘tá ganhando… — Não jogo para perder, Sofia. Nunca! — sor

