Padre Miguel, Rio de Janeiro Dona Aurora conseguiu um feito impossível: quebrou a máscara do arlequim e Lucas nem parecia saber reagir àquilo. — O-obrigado. — Sua voz embargada foi bem breve. Eu já sabia que ele apenas correria dali bem rápido. — E-eu… preciso ir. — Lucas disse bem apressado. Estava realmente aturdido e andava bem devagar. Eu não sabia bem como ajudar, nem sabia o que ele estava sentindo, se era bom ou rüim, e, pior, ele não parecia entender. Enxugando o rosto, ele parou de costas para nós, olhando a própria mão, mas meneou a cabeça e seguiu à sala. Eu só me vi impulsionada em sua direção, o abracei enquanto ele tinha a mão na maçaneta e ainda a girava. — Não está bem — suspirei. — O que houve? — E-eu… não sei. — Ele acabou soluçando. — Não vai! — Eu pedi quando

