Padre Miguel, Rio de Janeiro “O que é você?”, a pergunta de Lucas ainda se repetiu em minha mente por algum tempo enquanto eu tentava entender. Quando lhe pedi para sair, ele apenas assentiu. Parecia aturdido, talvez, e isso deve ter colaborado para ele partir sem falar muita coisa, sem demonstrar nada forte. Entrando, olhei os meus e desci para continuar vendo os cursos. Aquilo era muito mais do que eu jamais poderia pagar e poder escolher me fez sentir muito feliz — finalmente, eu poderia pensar em alguma forma de profissionalização. Não era a tão sonhada Medicina, nem nada que fosse colaborar muito com a carreira na comédia, mas só poder estudar já me fazia sentir extremamente realizada. À noite, o traste veio e eu já esperava que viesse. Diferiu. Tinha a fala mansa e tentava dem

