LXXVII. Desprendido do Frívolo

1321 Words

Bangu, Rio de Janeiro Pouco antes de sairmos do carro, Sofia retocou a maquiagem, que acabei borrando demais e nos sentamos mais separados um do outro para eu não cair na tentação. Pedi um cigarro para o amigo que estava dirigindo e até a ofereci — claro, ela não negou. Soprava a fumaça na minha cara só para provocar, mas fiquei de olhos fechados. De pernas cruzadas, olhando pelas janelas, parecíamos amantes ou inimigos — a depender de quem estivesse olhando. Saindo do carro, obviamente abri a porta para ela. Estávamos numa zona eleitoral de Alexandre e eu até conhecia bem o lugar. Pude trabalhar com algumas muitas pessoas por ali, mas não era assim tão conhecido. Seguimos a uma grande papelaria, que ocupava bastante de uma rua, a frente dos trilhos de trem. Sofia sabia bem o que que

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