Madureira, Rio de Janeiro
Após goz*r meu estresse, Natasha e eu fomos a um motel. Dispensamos as meninas que estavam conosco, só para dormir.
Sextas-feiras comumente eram meus dias de folga, mas eu tinha a política de ter folga a cada duas semanas apenas.
Não bebi muito, acordando antes do despertador. Sentia um calor horrível e, ao levantar, o corpo estalou, me fazendo menear a cabeça. “Nem faz sentido, Lucas…”, me repreendi.
Felizmente, o único pensamento que tinha em mente era tomar meu banho e isso me fez ignorar Natasha na cama.
“Tem que ser perfeito!”, eu pensei, me olhando no espelho.
Os sinais de estresse estavam bem evidentes no corpo tenso. Caí na velha armadilha e recorri à masturbaçäo para relaxar. Só tem um detalhe bem r**m… eu não sei parar.
O päu mau ficava durö depois da última noite, estava bem sensível, mas eu estava muito estressado… eu precisava!
Dei a primeira e o incômodo de goz*r não foi suficiente para parar. Trêmulo e ofegando demais, segui para a segunda.
— Trouxe algum- — Natália entrou no banheiro. — Caralh*, Lucas… você vai morrer disso! — repreendeu, se aproximando.
Eu já estava completamente entorpecido, não saberia dizer se estava ouvindo ela mesmo ou se era coisa da minha cabeça.
Ela veio às minhas costas e segurou meus braços.
— Para, p*rra! — Ela mandou. — Senão nos atrasamos.
Só faltou o coração sair correndo para chegar primeiro.
— ‘Tá tenso ‘pra caralh*… tinha que ter folga hoje!
Ainda aturdido, eu ouvi, mas não consegui responder.
— Tem… algum terno… na sua casa? — perguntei, assim que recobrei a inteligência. — Não tenho nenhum comigo.
— Até limpo… ‘pô… vem ‘pro banho…
Ela me pegou pela mão. Sabia me convencer sem ceder. Deixou eu acariciar o quanto quisesse — ela resistia bem!
— Já foi mais cuidadoso com o trabalho! — riu.
— Não estava bem quando saímos — dei de ombros.
— Agora conta… O que houve?
— Convenci a Madre Teresa a fazer um agrado…
— Hm… estamos avançando! — Ela gargalhou.
— Que boca! — suspirei. — Só que o pai dela ligou…
— Ah, não brinca!
Assenti com a cabeça, voltando a sentir a frustração.
— Que azar! — gargalhou.
— Pois é… pior do que ficar de saco doendo por ela ser do jeito que é… é conseguir um doce e não poder terminar.
— Tem colírio aí com você?
— No carro.
— Ótimo… tenho uma da boa na carteira, presente do chefe… talvez ajude a te relaxar um pouco — falou, preocupada.
Saindo do banho, fomos pelados à cama, ela pegou o baseado da carteira e deitamos para fumar. Falamos meia dúzia de bobagens e o segundo toque do despertador nos levantou.
— Um pouco melhor? — Ela parou na minha frente, enlaçando os dedos em meu cabelo e me olhando.
— ‘Tô chapado… é parecido!
— P*rra, cara… ‘cê precisa de ajuda.
— Eu ‘tô tranquilo — sorri-lhe de canto de boca.
Ela nem me respondeu. Tomamos outro banho, caprichamos no uso de perfume e, voilà, estávamos prontos!
Dirigi até sua casa para nos trocarmos e seguirmos.
No trabalho, Natasha era recepcionista, usava um terno bem provocativo e tinha como missão: confundir os visitantes.
Enquanto não fosse CEO, eu era vice-diretor financeiro… não condizia com minhas ambições e, pior, o setor estava tão comprometido que eu podia morrer a qualquer momento.
Estávamos sob o comando de uma grande facção carioca. O consórcio era pequeno no esquema e tínhamos lugares maiores para lidar com grandes montantes de dinheiro.
Foi uma rápida viagem ao Centro, passando por todos os becos e vielas aliados que tinha no caminho. Todos já conheciam o “loirinho que fortalecia”, como chamavam.
No serviço, descobri que o tal aniversariante do fim de semana seria Diogo. Ele não era tão esperto, mas era muito inteligente e um bom aliado — muito carente de amigos.
— É mais importante comemorar seu aniversário do que minha promoção… a gente é amigo, cara! — Quase o fiz chorar.
Ser aniversário dele até justificava a casa de swing.
— Vamos ‘pra Brasil — explicou. — O pessoal da Vila quer fazer uma graça para comemorar, ‘né!? Ordem do chefe…
— Melhor ainda… assim mantenho o perfil discreto.
— Se fosse te prejudicar, eu nem aceitaria… nada a ver.
— Relaxa, a gente dava um jeito! — sorri-lhe.
Todo acanhado, ele me cumprimentou e saiu.
Enquanto suplente do diretor, meu trabalho era pouco e ele sempre sonegou informação, sorte que Natasha extraviava.
O anúncio da minha promoção chegou após o almoço e tivemos um sofisticado brinde com a mesa diretora. Fiz todo um discurso formal e agradeci pela confiança.
No fim do expediente, o pessoal ainda fez um happy hour.
Todos, dos amigos aos haters, estavam. Paguei bem para se encachaçarem. Eram cinco quando Lívia ligou, falei onde estava, com quem e falei da promoção. Ela sugeriu ir e aceitei.
Melhor que ostentar a promoção seria ostentar a Madre Teresa de Calcutá gost*sa. Ao chegar, estava empolgada e me deu um beijo quente que acendeu a esperança de comer ela.
Foi uma social de duas horas.
Apesar do ego estar enorme, eu cuidei de tratar todo mundo com a humildade que mereciam — o povo ainda ralava muito e um dia se dariam muito mäl por causa de mim.
Isso acabou até iniciando uma espécie de coleguismo com alguns que não me conheciam e me odiavam — também acirrou a rivalidade com quem me odiava por me conhecer.
Ao fim, seguimos ao carro.
Lívia tinha muito ciúme de Natasha e eu não colaborava para as duas se estressarem, tampouco Natasha encrencava muito — com exceção dos terríveis dias de TPM.
— Parabéns! — Lívia me disse de novo no carro.
As maçãs do rosto estavam coradas, sinal de embriaguez — mesmo só tendo bebido meia taça de vinho e água.
— Obrigado, princesa! — sorri-lhe.
Para descobrir como estava a temperatura, levei a mão ao seu pescoço para beijá-la e ela foi bem receptiva com o beijo.
Pela primeira vez, vi seu olhar tomado por safadëza.
— Linda! — elogiei, acariciando seu rosto.
— S-sei que… não terminamos… o que comecei.
— Não precisa, se não quiser. — Fitei seus olhos, mentindo com meu melhor sorriso. — Mesmo que não queira continuar, eu vou continuar te amando.
— Deve ser tão difícil para você… — Ela se compadeceu.
— Nada é difícil por amor, minha vida.
Ela arfou — justamente a reação que eu esperava tirar.
Desceu uma das mãos ao meu peit* para eu me recostar no banco. Olhou para mim com um sorriso de canto de boca.
Precisei conter a vontade de pegá-la pelo cabelo e ir, sabe!?
— Não podemos ficar parados aqui… eu ajudo! — falei.
Até cogitei ir a uma rua escura qualquer… só que não.
— Avisou seu pai sobre onde está? — perguntei.
— S-sim. — Ela ficou com ainda mais vergonha.
Talvez se imaginasse uma pervertida por planejar encontrar comigo para terminar o sëxo oral do dia anterior.
Coitada! Precisava atualizar as definições de “pervertida”.
Dirigi para casa e serviu uma taça de vinho para nós. Um truque que eu gostava, bebi da taça e dei vinho em sua boca.
Namoricamos um pouco no sofá. Fui leve ao acariciar seu rosto, seus braços — para não ficar tão óbvio o que eu queria.