LXXII. Inferninho

1323 Words

Padre Miguel, Rio de Janeiro Fiquei sem reação, vendo-o deixar o camarote. O perfume de Lucas me deixou aturdida e o som do baile soou distante por tanto tempo quanto não posso contar. Natasha me puxou para me sentar em um dos bancos. — Ei! Não ‘tá dando teto, não, ‘né!? — Ela se preocupou. — N-não. — Meneei a cabeça por repetidas vezes. — Vou pegar uma água para você — falou. Ela saiu bem rápido e eu respirei fundo algumas vezes para seguir o conselho de Lucas. Consertar a postura, deixando a coluna ereta recostar no banco. Cruzei as pernas e até fiz pose de madame. O que me pareceria hilário numa situação menos caótica. O coração estava disparado e o ambiente parecia claustrofóbico. Sentia um calor descomunal, mas eu precisava me conter e fiquei repetindo isso para mim sem para

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