Leblon, Rio de Janeiro
— Cuidado, princesa… — Eu segurava os loiros fios enquanto instruía. — Devagar… abre mais essa boca para mim.
O celestial olhar claro me enlouqueceu. Seria enérgico ao f*der aquela boca, mas deixei que ela seguir o próprio ritmo.
Já eram dois meses de noivado, após um namoro de cinco anos, e finalmente convenci Lívia de fazer, ao menos, um sëxo oral. Ela não fazia ideia do que fazer, mas eu era paciente.
Nós nos conhecemos no colégio e só eu sei o quanto eu a queria… só Deus sabe quantas bocas fodi sonhando com a dela.
Infelizmente, ela era uma puritana de primeira!
Lívia me olhava com uma estranheza que eu não sabia se gostava ou não, mas, para quem nunca fez, ela chupava gostoso.
“Caralh*…”, só xingava mentalmente para ela não desistir naquele ponto onde o corpo ficava mais tenso e quente.
Cerrando os punhos, acabei puxando seu cabelo e ela gemeu baixo. Um gemido que não parecia reclamar e acabou incitando ainda mais tesäo, me deixando ofegante.
Até o maldito telefone da puritana tocar. Eu ignoraria com facilidade, mas ela não ignorou. “Put* que pariu!”, foi o que consegui pensar, meneando a cabeça.
— P-preciso ir! — Foi a maldita fala que quase me broxou.
— O que houve, princesa? — Estendi a mão para ela, tentando não demonstrar a frustração. — Algum problema?
— Está tarde… meu pai já me encheu de mensagens!
Franzindo o cenho, eu consegui odiá-la por um instante — passageiro. Xingando mentalmente, eu só assenti com a cabeça.
Foi a primeira vez que ela aceitou o convite ao meu apê. Precisei de todo um malabarismo verbal — e uma champagne — para convencê-la de um namoro um pouco mais quente.
Era uma quinta-feira e a sexta prometia ser terrível! Tão estressado, só precisava de um böquete para relaxar, o corpo já estava tenso, o coração parecia errar as batidas às vezes e o calor estava insuportável por todo o dia!
De novo, eu precisaria procurar alívio na rua, antes de recorrer só para uma pünheta, já que eu não tinha limites.
— Eu te levo em casa — assenti, respirando fundo.
Olhando para o que restava da minha ereçäo, ela ficou acanhada. Ajeitei a bermuda e me aproximei para fazer uma carícia em sua boca, mas ela fugiu o olhar, fitando o chão.
Pousei a mão em seu queixo e beijei o canto de sua boca.
Mesmo que adorasse fingir, seu perfume parecia ficar mais doce quando ficava exc*tada e isso me deixava louco!
— E-eu vou… retocar a maquiagem! — Ela arfou.
Enquanto fugia de mim, só consegui rir da tragicidade. Peguei o telefone para vasculhar o que o pessoal faria na noite.
Minha melhor amiga Natasha mandou mensagem por todo o dia para saber o que eu estava fazendo.
“Levando Liv em casa…”, finalmente a respondi. “Desculpa, anjo… estava um pouquinho ocupado o dia inteiro…”
Olhando o resto das mensagens, tudo parecia sob controle.
Na empresa, tudo desenvolveu para eu assumir a presidência e o conselho se reuniria no dia seguinte para isso.
Era natural temerem… Eu só tinha vinte e cinco, mas meu currículo era invejável e minha vida era mais invejável ainda.
Tinha uma ótima formação, um relacionamento perfeito — ao menos publicamente — desde a faculdade, uma conduta muito exemplar, segundo a ética e os bons costumes.
Muita energia e dinheiro foram necessários para derrubar o último CEO enquanto eu construía uma boa reputação.
Éramos um consórcio de investidores, físicos e jurídicos, sob a sombra de uma mesma empresa que investia nas áreas de infraestrutura e educação — um trabalho louvável.
Não saberia dizer há quanto tempo trabalhávamos para ascender a presidência do consórcio, mas fui eu quem conquistou tal lugar e lavar dinheiro seria ainda mais fácil.
Nem todos sabiam de um investidor diferenciado, ninguém tinha motivos para apontar o dedo para ninguém.
“Parabéns, novo chefe!”, alguns deles me saudavam.
— Gosto do sorriso… o que houve? — Ao voltar, Lívia parecia menos acanhada, ajeitou o cabelo que baguncei, a roupa que amassei e a maquiagem que eu borrei.
— Tenho uma noiva linda… é o que houve!
Ela não fazia ideia de nada que eu fazia no apagar das luzes. Se eu fosse preso, Lívia choraria em rede nacional, afirmando minha inocência e aquele olhar convenceria muitos!
— Que bom que agradei… F-fiz… certo?
Bastou ser fitado por aquele olhar para as coisas voltarem a acender no corpo. Suspirei e me aproximei para beijá-la.
— Melhor só poderia ser…
“Goz*ndo nessa boca linda…”, eu pensei, engolindo a fala e o riso trágico que acompanharia aquilo.
— Se não precisasse ir embora — concluí.
— Obrigada. — Ela sorriu acanhada. — Prometo que… na próxima… eu não vou… tudo bem? Esqueci de avisar que estaria com você… se tivesse falado, ele não ficaria preocupado.
— Sem problema, princesa. Não esquece de ligar antes de dormir — sorri-lhe e, acanhada, ela se virou para ir à porta.
Àquela altura, eu já me sentia um maldito cachorro no cio.
Fomos ao carro e a levei. Lívia morava em Laranjeiras, onde cresci, mas me mudei quando deixei a faculdade e ela só se mudaria após o casamento. Na volta, liguei para Natasha.
— Acabei de deixar Liv em casa… o que quer? — perguntei. — Por favor, diz que tem algo de comer envolvido! — ri.
— Qualquer dia desses ‘cê vai explodir! — gargalhou. — Tem uma social em Madureira… se não ligar de ir, pode dar bom…
— P*rra, realmente preciso… ‘tá f*da!
— Então, você me busca… — riu.
— Já chego! — suspirei e troquei a rota para o apê dela.
Como eu, Natasha tinha sua namoradinha.
Maria era branquinha e baixinha, estava descobrindo o gosto por mulher com a mulher mais perigosa que conheci.
Filha de um político, velho cliente nosso e amigo do meu pai, Maria era um doce, tal qual Lívia era, com exceção que não tinha tantas restrições quanto a pecados e essas coisas.
Parando na frente do prédio de Natasha, só buzinei e saí do carro, presumindo que ela preferiria uma moto para sair.
Natasha não era tão alta, tinha um corpo invejável. Ruiva, não gostava de colorir os longos cabelos… era a clássica tomboy gost*sa — tivemos nosso momento estranho, mas passou.
— Eita! A cara já diz tudo, meu presidente — riu.
— Ninguém merece, anjo! — Também gargalhei.
Ela me abraçou forte.
— Parabéns… sabe que essa é a parte que fica difícil, ‘né!?
— Não o suficiente — sorri-lhe. — Hoje é comemoração?
— Só nossa. No fim de semana, tem um aniversário… não lembro quem — deu de ombros. — Até onde sei, casa de swing.
— Nem f*dendo que posso entrar num lugar desse pela porta da frente! — ri. — Seria o fim da minha vida!
— Ah… é discreto, Lucas… na Brasil, nem dá ‘pra ver o lugar e, melhor, será em casa… só tem conhecido… é geral amigo, ‘pô!
— A gente vê como fica — suspirei. — Carro ou moto?
— Carro mesmo… assim, se não quiser nada muito sofisticado, já agarra e traz para o carro! — riu.
— Sofisticação exige um tempo que eu não quero ter!
— Eita! — gargalhou. — O que ela te fez?
— Me deixou de saco doendo! — Meneei a cabeça.
— De novo!? O que aconteceu de diferente?
— Mais tarde a gente fala disso… ainda não superei! — ri.
— Hm… okay… se for ocupar o carro, ocupa só a parte da frente, que eu também vou usar de motel hoje — avisou.
Acabamos rindo e eu assumi a direção.
Uma noite de relaxamento se aproximava.